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Europa preocupa agronegócio

Autor(es): ROSANA HESSEL
Correio Braziliense - 14/12/2011

O setor agropecuário brasileiro está preocupado com a crise internacional, especialmente com a China, destino de 18% das exportações brasileiras do segmento, conforme dados divulgados ontem pela Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). "Tudo indica que a China deverá ter um crescimento de 7% a 7,5%, devido às recentes medidas do governo para conter a inflação que está em 7,75%. Mas estamos torcendo para que ela cresça acima de 8%, o que seria o melhor dos mundos para o agronegócio brasileiro", afirmou a senadora Katia Abreu (PSD/TO), presidente da entidade.

A crise europeia também preocupa os agricultores, que temem uma recessão global e nova pressão nos preços das commodities. "Com relação à Europa, estamos bastante pessimistas.

Nossos economistas indicam que esse acordo (fechado na semana passada pelos países da União Europeia) possui fragilidades jurídicas. E como não foi aprovado por unanimidade (houve rejeição do Reino Unido), o ânimo do primeiro dia se foi e as bolsas caíram de novo em função dessa insegurança jurídica", afirmou Katia.

A senadora fez ontem um balanço da safra brasileira 2011/2012, destacando que o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro deve crescer 6,2% neste ano e atingir R$ 822,9 bilhões, ficando acima da alta de 3,1% projetada para a economia brasileira. Essa expansão se deveu ao bom desempenho da pecuária, cujo PIB cresceu 6,78%, alcançando R$ 247,9 bilhões. O PIB agrícola deste ano deve ter alta de 5,66%, para R$ 575 bilhões.

Taxação menor para importados
A fim de diminuir os custos do investimento no país, o governo reduziu ontem o Imposto de Importação para 298 bens de capital, de telecomunicações e informática. De acordo com decisão da Câmara de Comércio Exterior (Camex), a alíquota do tributo cairá para 2% até 31 de dezembro de 2012. Originalmente, o imposto incidente sobre bens de capital era de 14%; e sobre os bens de telecomunicações e informática, de 16%. Pelos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), os projetos que dependem desse tipo de equipamento estrangeiro envolvem US$ 4,6 bilhões. Só as importações devem chegar a US$ 570 milhões. Em 2011, já são 2.189 produtos com esse tipo de redução tarifária — no ano passado, a desoneração beneficiou 1.869 itens.

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