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ANTT Publica planilha de Simulação de Custo da Operação de Transporte de Cargas

Planilha de Simulação de Custo da Operação de Transporte de Cargas

Como forma de contribuir para o melhor entendimento da estrutura de custos ao transportador rodoviário de cargas, a ANTT disponibiliza uma planilha para simulações do custo da operação de transporte, com base na metodologia apresentada pela Resolução ANTT nº 4.810, de 19 de agosto de 2015. Cabe salientar que a planilha foi idealizada para operações de transporte de carga lotação, não assume o lucro do transportador e nem outras despesas indiretas incidentes na operação.

Por se tratar da primeira versão, sugestões de aprimoramento poderão ser encaminhadas para a Ouvidoria da ANTT. ouvidoria@antt.gov.br

Planilha
Planilha para simulações do custo da operação de transporte. Tamanho do arquivo: 153,01 KB

Rio lança Plano Estratégico de Logística e Cargas

Agência T1

Foto: Reprodução

O Governo do Estado Rio de Janeiro, através da Secretária de Estado de Transportes, e a Associação Comercial do Rio de Janeiro lançam nesta quarta-feira (13) o Plano Estratégico de Logística e Cargas do estado (PELC RJ 2040).

Deságio no primeiro leilão de rodovias poderá ser até 50%, prevê associação

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A diferença entre o preço máximo estipulado pelo governo para os pedágios e os valores oferecidos pelos ganhadores das concessões (deságio) poderá ficar entre 40% e 50% no primeiro leilão de rodovias do Programa de Investimentos em Logística do governo federal. A avaliação é do presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), Moacyr Duarte.

“Não será surpresa para mim se houver um deságio significativo”, disse ele à Agência Brasil. O leilão irá conceder à iniciativa privada a exploração das rodovias BR-050, entre Goiás e Minas Gerais, e BR-262, entre o Espírito Santo e Minas Gerais. Duarte espera uma boa disputa na licitação, com a participação tanto de grandes construtoras quanto de empresas de médio porte associadas às empresas maiores.

Governo fecha neste ano leilão de rodovias

RedacaoT1
Foto: L.ADOLFO/ESTADÃO CONTEÚDO
Com o esperado sucesso do primeiro leilão de rodovias, marcado para próxima semana, o governo Dilma definiu o calendário para leiloar os outros sete trechos ainda neste ano. O plano é que o último lote de rodovias seja leiloado até 27 de dezembro.
Das nove rodovias que vão a leilão, três já estão com data marcada. Das outras seis, quatro estão com estudos finalizados e podem ter os editais publicados assim que o TCU der o aval.

Decreto inclui 32 trechos ferroviários em programa de privatização

RedacaoT1
Foto: Marcio Rogério
O governo incluiu 32 trechos ferroviários no Programa Nacional de Desestatização (PND), para poder de concedê-los à exploração pela iniciativa privada e, assim, viabilizar os investimentos necessários.
Publicado no “Diário Oficial da União” desta quinta-feira, o decreto que formaliza a decisão foi assinado na quarta-feira pelo presidente da República em exercício, Michel Temer.

Trechos da Norte-Sul entrarão no PIL


Foto: Reprodução
O Governo Federal vai incluir no Programa de Investimentos em Logística (PIL) dois trechos da Ferrovia Norte-Sul: Ouro Verde (GO)- Estrela D´Oeste (SP) e Palmas (TO)-Anápolis (GO). Em entrevista à Revista Ferroviária em abril, o presidente da Valec, Josias Cavalcante, explicou que a estatal avaliava conceder a conclusão das obras dos trechos da Norte-Sul para a iniciativa privada.
O trecho Ouro Verde- Estrela D´Oeste será incorporado ao trecho Estrela D´Oeste – Dourados (MS) do PIL . Já o trecho Palmas -Anápolis será agregado ao trecho Uruaçu (GO) – Campos dos Goytacazes (RJ). Outro trecho, Lapa (PR) – Paranaguá (PR), está em processo de tomada de subsídio e o governo avalia se vai ser um novo trecho do PIL ou incorporado ao trecho Maracaju (MS) – Lapa (PR).
O PIL foi lançado em agosto do ano passado e contempla 12 trechos: Açailândia (MA) – Vila do Conde (PA); Estrela D´Oeste (SP) – Dourados (MS); Lucas do Rio Verde (MT) – Campinorte (GO); Maracaju (MS) – Lapa (PR); Rio de Janeiro (RJ) – Vila Velha (ES); Feira de Santana (BA) – Ipojuca (PE); Uruaçu (GO) – Campos dos Goytacazes (RJ); Mairinque (SP) – Rio Grande (RS); Belo Horizonte (MG)- Candeias (BA); Ferroanel Tramo Norte; Ferroanel Tramo Sul e Acesso ao Porto de Santos.
Fonte: Revista Ferroviária
Via - Agência T1

Chineses se reúnem com Ministro dos Transportes


Foto: Reprodução
Representantes da China Railway Construction Corporation estão no Brasil à procura de um parceiro para formar consórcio e concorrer nos leilões de ferrovias do Programa de Investimentos em Logística (PIL). Em reunião nesta segunda-feira (02/09) com o ministro dos Transportes, César Borges, o coordenador para América do Sul da CRCC, Deng Hongliang, disse que recebeu a missão de abrir caminho para as empresas chinesas investirem no setor ferroviário no Brasil.
O ministro dos Transportes mostrou-se satisfeito com o interesse demonstrado por Hongliang. “Vemos com muito bons olhos a participação de construtores chineses, formando consórcios com empresas brasileiras”, afirmou Borges. Em seguida, o ministro fez breve explanação do modelo e dos trechos que serão concedidos.
Deng Hongling sinalizou interesse em entrar na disputa pelo primeiro trecho ferroviário do PIL a ser leiloado: Açailândia (MA) – Barcarena (PA). “É importante que o primeiro negócio no Brasil seja lucrativo para que isso estimule a vinda de outras empresas chinesas”, afirmou Honling. “Espero que a China saia vencedora desse leilão, porque nós construímos ferrovias de primeira linha”, completou.
Ademais, Hongliang disse estar otimista com o novo modelo ferroviário proposto pelo governo brasileiro. “Temos boas esperanças em relação às concessões de ferrovias, por causa do papel que será desenvolvido pela Valec”, finalizou. Segundo o modelo proposto para o PIL, a concessionária será remunerada pela Valec com base na capacidade operacional plena do trecho contratado. Posteriormente, a Valec fará a oferta pública dessa capacidade para os operadores ferroviários independentes, operadores ferroviários logísticos ou outros concessionários de transporte ferroviário.
Fonte: Ministério dos Transportes
Via - Agencia T1

Bahia terá Rastreamento de Mercadorias através de radiofrequênciacia

As empresas e os motoristas responsáveis pelo transporte de cargas nas rodovias baianas serão beneficiados com um novo sistema que permitirá mais agilidade na hora da passagem pelos postos fiscais. A partir da segunda quinzena de setembro, a Bahia e outros 12 estados passarão a utilizar, em formato piloto, uma ferramenta para o rastreamento automático de cargas e documentos fiscais eletrônicos desses veículos através de radiofrequência.

Trata-se do Sistema de Identificação, Rastreamento e Autenticação de Mercadorias, denominado Brasil ID, que é coordenado pelo Encontro Nacional dos Administradores Tributários Estaduais (Encat) e, na Bahia, será implantado pela Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-BA).

Estado de SP pode contar com lei de incentivo à renovação da frota de caminhões

Fonte: Redação T1
Projeto de Lei 353/2013 do deputado Aldo Demarchi (Democratas) tem como objetivo tirar de circulação veículos de carga com mais de 20 anos de uso.
Uma proposta que cria o programa de incentivo à renovação da frota de caminhões de todo o Estado de São Paulo está tramitando na Assembleia Legislativa. O objetivo principal do Projeto de Lei 353/2013 do deputado Aldo Demarchi (Democratas) é tirar de circulação caminhões com mais de 20 anos de uso e facilitar a aquisição de um veículo novo.
Inspirada em medida já adotada pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, a norma determina que os caminhões adquiridos com os incentivos instituídos pelo programa deverão ser novos e fabricados no território do Estado de São Paulo – Scania, Ford e Mercedes-Benz.
O texto também esclarece que a adesão ao programa fica subordinada à baixa definitiva, junto ao Detran-SP (Departamento Estadual de Trânsito do Estado de São Paulo), de um caminhão usado a ser substituído, além da comprovação de sua destruição pelas empresas recicladoras de veículos cadastradas pelo Governo do Estado.

Área de transportes tem um novo homem forte

Autor(es): Por Daniel Rittner e Leandra Peres | De Brasília
Valor Econômico - 01/08/2013

Ele é o novo "major dos transportes" no governo Dilma: Daniel Sigelmann, economista de 42 anos e oriundo do Tesouro Nacional, tornou-se o homem forte na Esplanada dos Ministérios para cuidar de cada detalhe do programa de concessões de rodovias e ferrovias. Sigelmann faz a interlocução do governo com investidores privados, conversa com os bancos públicos para montar o pacote de financiamento às concessões e participa ativamente de todas as decisões que envolvem mudanças nas taxas de retorno.

O economista concentra questões tão diversas como a licitação de R$ 23 bilhões para as linhas de ônibus interestaduais de passageiros, a criação de um fundo com sócios estratégicos para viabilizar o trem-bala e os desembolsos do polpudo Fundo de Marinha Mercante (FMM).

A referência irônica à hierarquia militar, feita por um assessor presidencial, tampouco é aleatória. Sigelmann subiu claramente de status desde o início do ano e foi o principal beneficiário de uma silenciosa recomposição de forças na máquina estatal que trata dos assuntos de infraestrutura logística, cuja principal vítima foi Bernardo Figueiredo.

Governo federal anuncia primeira ferrovia do Programa de Investimentos em Logística

por RedacaoT1

Foto: Reprodução

O governo federal anuncia, na sexta-feira (5), a conclusão das consultas públicas para o trecho de ferrovia entre Açailândia, no Maranhão, e Barcarena, no Pará, que terá extensão de 457 quilômetros e receberá investimentos de R$ 3,25 bilhões. Os estudos serão encaminhados ao Tribunal de Contas da União (TCU) até o próximo dia 15, e o leilão está previsto para outubro deste ano.

“É o lançamento do modelo com participação do setor privado, em um trecho muito importante que vai completar a Ferrovia Norte-Sul, uma grande coluna vertebral brasileira”, afirmou César Borges, ministro dos Transportes.

O trecho ligará a Ferrovia Norte-Sul ao porto de Vila do Conde, localizado em posição estratégica em relação aos portos da Europa e da Costa Leste da América do Norte, e viabilizará nova logística de transporte de alta capacidade para minério de ferro e desenvolvimento da exploração de outros minerais, além de grãos.

Também será uma nova opção para escoamento de carga geral – petróleo e derivados, açúcar, milho e etanol. Essa será a primeira ferrovia a ser concedida pelo Programa de Investimentos em Logística. Nesse modelo, o gestor da infraestrutura é dissociado do responsável pelo transporte, criando condições para maior utilização do transporte ferroviário.

Fonte: Blog do Planalto

Protestos de caminhoneiros já elevam valor do frete

RedacaoT1

De Ponta Grossa a Paranaguá, preço do transporte de soja e milho já subiu de R$ 50 a R$ 52 por tonelada.

Caminhoneiros bloqueiam os dois sentidos da rodovia Castello Branco, na altura do km 30. Foto: Alex Falcão/Futura Press/1julho2013

Os protestos de caminhoneiros em vários pontos do País devem encarecer ainda mais o frete para movimentação de soja e milho. Adriano Carneiro dos Santos, da Corretora Trigo Branco, no Paraná, diz que o frete de Ponta Grossa a Paranaguá subiu de R$ 50 a tonelada na semana passada para R$ 52/t na terça-feira, 2.

Os comentários, de acordo com ele, são de que para a próxima semana o valor pula para R$ 55/t.

“Tem muito grão acumulado para sair e a movimentação no porto já se sobrepõe aos níveis registrados no ano passado”, conta.

Além dos bloqueios, há dificuldade de movimentação nas estradas paranaenses por causa da condição das estradas após duas semanas de chuva. “Com o clima mais seco a partir de hoje no Paraná, a expectativa era de agilizar o escoamento. Aí o vendedor corre para tentar embarcar, mas em alguns casos não tem caminhão, ou ele não chega no local esperado”, disse Santos.

Em Minas Gerais, os protestos já reduzem o ritmo de negócios. Segundo Danilo Melo Ribeiro, da ABS Corretora, de Uberlândia, o frete já subiu 8% desde as primeiras manifestações em rodovias.

“Se continuarem essas paralisações, deve subir mais”, apontou. “Estou com muitas carretas paradas. O pessoal está evitando fechar negócio, porque não está andando. Além disso, está difícil encontrar caminhões disponíveis por causa do avanço da colheita de milho safrinha em Mato Grosso”.

Fonte: Agência Estado, Por Leticia Pakulski

Governo permite pedágio até 62% mais caro em rodovias

RedacaoT1
Foto: Reprodução
O pedágio cobrado dos usuários nas rodovias federais que serão concedidas à iniciativa privada pode ficar até 62,33% mais caro do que o inicialmente planejado pelo governo.
O reajuste nos valores previstos nos editais de concessão, que estão em fase final de discussão, foi a forma encontrada para oferecer uma taxa de retorno mais elevada e atrair investidores para participar dos leilões.
Esse é percentual (62,33%) de aumento aplicado no pedágio hoje previsto na concessão da rodovia BR 153, em Goiás e no Tocantins. O pedágio máximo era de até R$ 5,84 por trecho de cem quilômetros na audiência pública que divulgou os editais. Após a última revisão, o governo estima a tarifa máxima em R$ 9,48 por trecho de cem quilômetros.

Ibama estuda implantação de novo sistema para transporte de produtos perigosos

RedacaoT1
Devem se adequar às normas os modais rodoviário, ferroviário, fluvial, marítimo e multimodal interestadual.

Foto: Reprodução
O transporte de produtos perigosos realizado no país deve ganhar novas regras nos próximos meses. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estuda a implantação de um novo sistema, ainda em fase de desenvolvimento. A próxima etapa é a realização de consultas públicas para a elaboração de uma nova instrução normativa do órgão.
As informações foram apresentadas por Fernanda Perillo, representante da diretoria de Proteção Ambiental do Ibama. Ela participou da 3ª reunião do Conselho Ambiental da Confederação Nacional do Transporte (CNT), realizada na última quinta-feira (16). Segundo Fernanda, o novo Sistema Nacional de Transporte de Produtos Perigosos pretende propor medidas para as áreas de risco ambiental e minimizar danos ao Meio Ambiente.

São Paulo tem 186 mil caminhões com mais de 30 anos em circulação

RedacaoT1
Veículos antigos trazem prejuízo à economia. Programa de Renovação de Frota do estado facilita financiamento para autônomos e microempresas.
O Programa de Incentivo à Renovação da Frota de Caminhões do estado de São Paulo (Renova SP) já liberou 14 financiamentos com taxas especiais para a compra de novos veículos na cidade portuária de Santos. O programa piloto foi lançado há pouco mais de um mês no município e é considerado um sucesso.
O objetivo é tirar de circulação veículos com mais de 30 anos, que tanto prejudicam a economia. Em todo o estado, segundo dados do Detran-SP, 186.538 veículos estão nessa situação.
Quanto mais antigos, mais poluem, consomem combustíveis e demandam maior número de manutenções, isso quando não apresentam defeitos e interditam ruas e rodovias.
“Dos 6 mil caminhões em Santos, 4 mil são de autônomos e em torno de 1 mil têm mais de 30 anos. Os proprietários têm dificuldades para buscar financiamentos, para comprovar renda. Nossa ideia é, depois dessa fase piloto em Santos, estender o programa para o resto do estado”, garantiu o diretor de fomento e de crédito da Agência de Desenvolvimento Paulista (Desenvolve SP), durante a 3ª reunião do Conselho Ambiental do Transporte, na quinta-feira (16), na CNT, em Brasília.

Rio terá centro de distribuição de cargas destinadas ao Porto de Santos

O Rio de Janeiro vai ganhar em 2015 o primeiro Polo Intermodal Ferroviário do estado, que servirá de centro de distribuição de carga para os portos de Itaguaí (RJ) e de Santos (SP). O governo estadual, a prefeitura de Queimados, na Baixada Fluminense, onde será construído o complexo ferroviário, e a empresa MRS, que desenvolve transporte de minério, assinaram nesta quiunta-feira o protocolo de intenções para a construção do empreendimento.

A MRS anunciou que vai investir no projeto R$ 100 milhões. O terreno tem 700 mil metros quadrados e fica a 8 quilômetros da Rodovia Presidente Dutra e a 2 quilômetros do Arco Rodoviário Metropolitano. De acordo com o governo fluminense, o polo deve movimentar 620 mil toneladas de cargas em 2016.

MRS terá Polo Intermodal Ferroviário em Queimados

RedacaoT1
O presidente da MRS, Eduardo Parente; o governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral; e o prefeito de Queimados, Max Lemos, assinarão nesta quinta-feira (25/04) um protocolo de intenções para a implantação do Polo Intermodal Ferroviário em Queimados. Segundo a prefeitura da cidade, a MRS vai investir R$ 100 milhões na montagem da estrutura para operações de carga geral na Baixada Fluminense.

Insegurança nas estradas custa R$ 16 bi por ano

Agência T1
Foto: Reprodução

O prejuízo do Brasil com as mercadorias roubadas no transporte rodoviário de cargas está perto de R$ 1 bilhão por ano, conforme estimativas de especialistas do setor, feitas a partir dos dados que são contabilizados nos órgãos de segurança pública.

Além disso, 9% do valor do frete reflete custos com segurança e gerenciamento de risco, algo como R$ 16 bilhões por ano, pelas contas da Pamcary, gerenciadora de riscos especializada em transporte.

“Roubo de cargas é negócio de quadrilha organizada, porque ninguém rouba a carga de um caminhão se não tem receptador seguro para ela”, diz Flávio Benatti, responsável pela sessão de cargas da Confederação Nacional dos Transportes (CNT). Há mais de 20 anos o setor estuda e analisa a questão, havendo gestões de diversas formas na área de legislação e segurança pública.

A Lei Complementar 121, sancionada em fevereiro de 2006, é um exemplo. “O texto prevê a criação de um sistema de inteligência para obtenção de dados cruzados nas diversas instâncias de segurança pública, federal, estaduais e municipais mas ficou sem regulamentação, até hoje”, lamenta Benatti.

Para se proteger, e manter a atividade em funcionamento, as empresas adotam custosos procedimentos preventivos. “Além do custo, os esquemas de segurança obrigam a paradas e desvios de rota que impactam a otimização do uso do transporte e, consequentemente, redução da rentabilidade da operação”, diz Benatti.

A região Sudeste é a mais afetada com a insegurança, concentrando 76% das ocorrências, seguida pela região Sul, com 9,4%, Nordeste 8,4% e Norte, com 1,8%. As cidades mais afetadas são São Paulo e Rio de Janeiro.

Segundo a Pamcary, que monitora 6 milhões de viagens por ano, com atendimento a 8 mil ocorrências, de mais de quatro mil clientes, as capitais concentram mais da metade dos prejuízos com cargas roubadas dos estados.

Em São Paulo, onde ocorrem 65% dos prejuízos, 32% concentram-se na capital. “O maior número de ocorrências acontece nas áreas urbanas, mas o prejuízo é maior nas ocorrências rodoviárias”, diz Darcio Centoducato, diretor de Gerenciamento de Risco da Pamcary.

Manoel Sousa Lima Jr., presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo e Região (Setcesp), afirma que o roubo de cargas é, de longe, o mais grave problema do setor.

“Essa é a verdadeira agonia das empresas”, sintetiza. Segundo ele, o bandido da linha de frente, que rende o motorista, é apenas o início da operação. O esquema pesado é o que distribui as mercadorias até as lojas, onde são misturadas às lícitas. Ele destaca que a tecnologia de rastreamento já permite à fiscalização comprovar o crime, no caso da ação policial no canal de venda. “Falta vontade política para a intervenção”, afirma.

Para o coronel Paulo Roberto Souza, assessor de segurança da NTC&Logística, que reúne transportadoras de todo o Brasil, não há uma resposta pública integrada. “As medidas são isoladas, sem amparo institucional amplo”, diz, destacando que não há lei que leva ao que ele chama de “perdimento de bens” dos criminosos, o que poderia minar o sistema criminoso de receptação de cargas roubadas.

Ele conta que há menos de dez anos houve uma tentativa de implantação no Brasil de algo similar à Lei de Descomiso, da Argentina. No país vizinho, há a ameaça de interdição e de auditoria geral dos estabelecimentos comerciais pegos com um item roubado em seu estoque.

O pressuposto é que se há um artigo roubado, tudo pode ser roubado, e isso vale para todas as filiais, em caso de rede de lojas. A empresa corre o risco de ficar meses sem poder funcionar, sob auditoria.

Mesmo com resultados animadores na Argentina, de queda de 60% a 70% no roubo de carga depois da aplicação da lei, a avaliação prevalecente no Brasil é de que a lei argentina é muito dura.

Em julho passado, uma alteração na legislação brasileira de lavagem de dinheiro, prevista na Lei 12.683, abriu espaço para o “perdimento dos bens” pelo crime de roubo de cargas. “É algo no sentido de coibir o roubo, mas ainda muito tímido, diante da gravidade do problema”, diz Souza.

Fonte: Valor Econômico, Por Carmen Lígia Torres

Aumento dos combustíveis preocupa transportadores aquaviários e rodoviários

Agência T1
Empresários também esperam aumento no preço de outros insumos como pneus e óleo lubrificante.

Foto: Reprodução

Transportadores aquaviários e rodoviários estão preocupados com o possível aumento no custo dos principais insumos ligados às atividades do setor. Entre eles, o que mais chama atenção é o preço do diesel e do bunker (combustível utilizado no motor dos navios): 87,5% dos empresários acreditam que o valor destes dois itens irá aumentar em 2013, enquanto apenas 0,8% apostam em redução.

Os dados são da Sondagem Expectativas Econômicas do Transportador 2013 – Rodoviário e Aquaviário, estudo elaborado e divulgado pela Confederação Nacional do Transporte na quinta-feira (28). O levantamento mostra que em março de 2012, data da primeira pesquisa, o percentual de entrevistados que apostavam neste aumento de combustíveis era de 60,2%.

A pesquisa avaliou as expectativas de mais de 500 transportadores rodoviários (carga e passageiros) e aquaviários (navegação interior e transporte marítimo). Para o presidente da CNT, senador Clésio Andrade, o trabalho é importante porque avalia as perspectivas sobre diversos temas econômicos e contribui com o desenvolvimento do setor de transporte no país.

Em relação a outros insumos, a expectativa dos transportadores rodoviários quanto ao aumento do preço dos pneus cresceu de 73,4%, no primeiro semestre de 2012, para 89,6% este ano. As expectativas também são de aumento para o óleo lubrificante: 88,5% dos entrevistados dizem que o preço deve aumentar. No ano passado, o percentual era de 68,5%.

Além do setor rodoviário, é a primeira vez que a sondagem da CNT avalia as expectativas dos transportadores aquaviários. Segundo as respostas dos empresários deste ramo, 54,9% esperam aumento nas taxas portuárias e 45,1% nas taxas de praticagem. Apenas 2% e 9,8%, respectivamente, respondem que os valores destes dois serviços devem diminuir em 2013.

De acordo com avaliações da CNT, a alta está relacionada às perspectivas de elevação da inflação em 2013, além das previsões de novos reajustes nos preços dos combustíveis para alinhamento com os valores internacionais. A entidade alerta que, se o quadro pessimista se concretizar, os investimentos futuros planejados pelos empresários podem ser comprometidos.

A maioria dos entrevistados acredita que os índices de inflação serão maiores em 2013, o equivalente a 64,6% dos rodoviários e 43,1% dos aquaviários. Uma parcela menor dos transportadores consultados espera que os índices sejam mantidos: 29,1% e 39,2%, respectivamente. Em 2012, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação fechou em 5,84%.

Segundo a CNT, embora medidas como a redução da tarifa de energia contribuam para reduzir a pressão sobre a inflação, a elevação dos combustíveis deve pesar nos índices de 2013. Sob o ponto de vista do setor de transporte, o aumento dos combustíveis, principalmente do diesel, afeta os custos operacionais das empresas.

Outro fator preocupante, aponta a sondagem, é a carga tributária – 83,5% dos transportadores indicam que ela tem impacto elevado no desempenhos das atividades. No transporte rodoviário, 45,9% acreditam que os tributos aumentarão, enquanto apenas 16,8% respondem que eles devem diminuir. No setor aquaviário, 35,3% esperam elevação nos índices e 21,6%, redução.

Programa de Investimento em Logística

Lançado em 2012 pelo governo para melhorar a infraestrutura de transporte, o Programa de Investimento em Logística não é conhecido por 71,3% dos entrevistados. Dos 28,7% que sabem da iniciativa, 60,1% afirmam que ela não vai solucionar os entraves logísticos do país. A Empresa de Planejamento e Logística (EPL) também é desconhecida por 84,5% dos entrevistados.

De acordo com a CNT, o resultado é alarmante porque se percebe que a divulgação aos transportadores não foi adequada, além da credibilidade quanto à execução das medidas ser reduzida. “Existe um desconhecimento por parte dos empresários quanto ao programa e a empresa responsável por ele. O governo precisa mudar esse cenário”, destaca Clésio Andrade.

Otimismo

Apesar da preocupação com o preço dos insumos e a elevação da carga tributária, os transportadores estão otimistas quanto ao volume de investimentos total no país. A maior parte – 48,3% – acredita em elevação, enquanto 41% espera manutenção e apenas 7,8% aposta em redução.

Segundo a CNT, este quadro pode estar ligado ao anúncio de investimentos do governo e às recentes medidas de atração de capital estrangeiro, como a redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Sobre elevação da frota, as expectativas também são positivas: 51,3% dos transportadores rodoviários pretendem comprar novos veículos de carga e 58,7% dos aquaviários planejam adquirir embarcações. A perspectiva de aumento, avalia a CNT, vai ao encontro das previsões de aumento de receita bruta – 62,7% – e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) – 42,9% – verificado pela maioria dos entrevistados.

Fonte: CNT, Por Rosalvo Streit

Governos de SP e Minas projetam sete linhas regionais

Agência T1
Foto: André Susin, BD

Os governos de Minas Gerais e de São Paulo preparam sete linhas de trens regionais. Os dois Estados já tiveram malha extensa de transporte de passageiros, desativadas nos últimos 20 anos, mas que continuaram sendo aproveitadas pelo transporte de cargas. Para voltar a receber passageiros, os projetos preveem investimentos de R$ 2 bilhões em Minas e de R$ 25 bilhões em São Paulo nos próximos anos. Somadas, as linhas vão transportar mais de 700 mil passageiros/ dia.

Em Minas, o governo prepara três ramais ferroviários na região metropolitana de Belo Horizonte, que vão ligar 23 municípios. O projeto será operado por meio de Parcerias Público-Privadas (PPPs). O governo do Estado abriu edital e as empresas devem apresentar projetos até o fim deste mês. O lote 1 prevê a ligação Sete Lagoas-Belo Horizonte-Divinópolis e vai atender 1 milhão de habitantes que vivem no entorno da linha

“São trechos operados parcialmente pelo transporte de cargas. Algumas áreas estão abandonadas desde 1993, mas ainda mantêm a faixa de domínio”, diz o diretor de planejamento metropolitano da Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte, Adrian Machado Batista.

O lote 2 compreende o trecho Brumadinho-Belo Horizonte-Águas Claras, e o lote 3 liga Belo Horizonte, Sabará, Conselheiro Lafaiete e Ouro Preto. o governo de Minas prevê consulta pública e licitação do projeto no segundo semestre. A assinatura dos contratos e o início das intervenções estão previstos para 2014 com duração de um ano e meio. As três linhas transportarão cerca de 120 mil pessoas por dia.

Segundo Marcos Siqueira, coordenador da unidade de PPP de Minas, “a reativação dessas linhas resolve os maiores problemas de transporte metropolitano de Belo Horizonte”. Os projetos contarão com subsídio público para garantir viabilidade econômico-financeira. “Será uma parceria entre governo e empresa para garantir mobilidade na região metropolitana. Haverá um custo-benefício alto”, diz.

Em São Paulo, o governo do Estado prevê quatro linhas: São Paulo, Mauá, São Caetano, Santo André e Santos; Jundiaí-Campinas; Taubaté-São José dos Campos e Sorocaba.

Ao todo, serão 431 quilômetros de ferrovias, aproveitando malhas existentes e construindo novos trechos. O número de passageiros transportados deve chegar a 465 mil diariamente, segundo estimativas iniciais.

Em novembro de 2012, o banco BTG Pactual e a Estação da Luz Participações (EDLP) apresentaram molde para o projeto e o governo do Estado abriu a possibilidade para que outras empresas interessadas apresentem projetos. O prazo termina em junho. Na sequência ocorrem consultas públicas, com lançamento do edital e início das obras, previsto para 2014.

“Os trechos para Jundiaí e ABC já têm projeto executivo em andamento e estão mais adiantados. Essas linhas já começam a ser tocadas pelo governo do Estado. Quando as empresas assumirem o projeto, os desembolsos do poder público nessa fase inicial contam como contrapartida”, explica o secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Jurandir Fernandes. Os projetos serão feitos por fases. As primeiras linhas estão previstas para entrarem em operação em 2016 e as últimas em 2020.

“As estradas estão no limite da capacidade. Há grande congestionamento de veículos no acesso a São Paulo. Esses são os primeiros trechos que queremos tirar do papel. Há vários projetos que estudamos fazer posteriormente”, diz Fernandes.

Há ainda o projeto de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) ligando Praia Grande, São Vicente e Santos, com 17 quilômetros de extensão na fase inicial e 35 quilômetros na fase final, em que chega até o Guarujá. A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU) prevê lançar em maio o edital de concessão do Sistema Integrado Metropolitano. A estimativa é que circulem 246 mil passageiros por dia útil. O projeto é estimado em R$ 7,5 bilhões. O contrato de assinatura com a empresa que deve operar o trecho está previsto para novembro e as obras devem ter início em 2014.

Com tantos projetos previstos, a expectativa da indústria ferroviária é de nova retomada do setor. “Depois do ostracismo vivido nas décadas de 80 e 90, o setor voltou a se aquecer em 2003 com o plano de revitalização de ferrovias do governo federal, e em 2007 com as obras de metrô de São Paulo. Agora, os trens regionais devem marcar novo momento de alta de demanda”, diz o presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Vicente Abate.

Abate prevê que o setor feche a década com mais 3 mil quilômetros de ferrovias que servem passageiros. Os cálculos levam em conta os trens regionais, de transporte urbano e o trem de alta velocidade (TAV). Hoje são mil quilômetros, a maioria de trens urbanos. Os projetos, segundo Abate, devem gerar encomendas de 4 mil vagões para o segmento até 2020.

Fonte: Valor Econômico