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Brasil-Argentina, bom começo

Data de publicação:17/01/2019

Há um simbolismo e um bom presságio na visita do presidente argentino, Mauricio Macri, a seu colega brasileiro Jair Bolsonaro. Macri foi o primeiro chefe de governo a visitar o presidente do Brasil depois de sua posse. Isso é uma prova, segundo afirmaram os dois em comunicado conjunto, da prioridade atribuída reciprocamente pelos dois países. Não havia dúvida quanto à importância atribuída pelo governo da Argentina à relação com o Brasil. Agora parece clara a disposição do presidente brasileiro de pôr em primeiro plano a parceria com o maior vizinho sulamericano. Falta saber se passou a julgar prioritária a relação com o Mercosul.

Fonte:O Estado de S.Paulo

Espanha e Alemanha têm interesse em fechar acordo da UE com Mercosul

O secretário executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Eumar Novacki, reuniu-se na terça-feira (23.10), com o vice-ministro da Agricultura da Espanha, Fernando Miranda Sotillos, na sede do Ministério da Agricultura, em Madri, e apresentou demandas do Brasil junto à União Europeia para agilizar a exportação de produtos do agronegócio brasileiro. 

Sobre as negociações entre o Mercosul e a União Europeia para a criação de uma área de Livre Comércio, Novacki disse que “ o acordo poderá trazer vantagem para ambos os lados”.

O vice-ministro espanhol informou que, tanto a Espanha quanto a Alemanha estão dando forte suporte às negociações para o acordo entre o Mercosul e a União Europeia e que as maiores dificuldades têm sido colocadas pelos governos da França e a Irlanda.

Sotillos enfatizou que a Espanha tem interesse em manter as boas relações comerciais com Brasil, e garantir o fornecimento de produtos brasileiros, especialmente a proteína animal, segmento em que o Brasil é potência mundial.

Os principais pontos de negociação brasileira com a UE são relacionados à carne bovina, regionalização do produto termoprocessado, rastreabilidade, retomada do pré-listing, ractopamina da carne suína e reabertura para o pescado brasileiro.

Durante o encontro, Novacki demonstrou insatisfação com a dinâmica do bloco europeu, pelo fato de os pleitos serem entregues a cada país membro, mas que acabam sendo encaminhados à análise da UE.

No ano passado, as exportações do agronegócio brasileiro para a União Europeia somaram US$ 13,46 bilhões. Os principais produtos embarcados para os países europeus foram itens do complexo soja (34,35%), café (18,73%), carnes (12,15%), sucos (9,67%), fumo (5,95%), cereais (5,65%), frutas (4,82%) e outros (8,69%).

O Brasil importou US$ 1,989 bilhão em itens do agronegócio europeu, em 2017, sendo a maior parte formada por produtos industrializados.

Fruit Attraction 2018

A delegação brasileira, integrada por empresários, participou da Fruit Atraction 2018, em Madri, que está em sua décima edição, e onde o secretário executivo do Mapa, fez a abertura oficial do Pavilhão Brasil, na terça-feira.

Novacki falou sobre o potencial brasileiro no comércio mundial e especificamente sobre as exportações de frutas. Lembrou esforços feitos pelo governo em parceria com entidades do setor privado com o objetivo de melhorar a qualidade, aumentar a produção, o consumo interno e as exportações de frutas, como a implementação, neste ano, do Plano Nacional de Desenvolvimento da Fruticultura (PNDF).

As metas de longo prazo do PNDF, com data fixada até 2028, incluem participar com R$ 60 bilhões no mercado global de alimentos, aumentar o consumo interno de frutas para 70 quilos per capita ao ano e atingir US$ 2 bilhões em exportações de frutas frescas e derivados.

Segundo a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) a meta é a de atingir US$ 1 bilhão em exportação no ano que vem, com crescimento de 23% sobre o resultado de 2017. E, partir de então, crescer pelo menos 10% ao ano.

Para este ano, o presidente da Abrafrutas, Luiz Roberto Barcelos, que integrou a delegação brasileira, disse que a expectativa é “chegar aos US$ 950 milhões em vendas externas com volume de 964 mil toneladas de frutas frescas”. 
As principais frutas exportadas pelo Brasil são melão (23,7%) e manga (21,14%). Também se destacam o limão e a lima ácida (13%), a maçã (8,8%), a melancia (7,7%) e o mamão (5,5%), segundo as vendas externas em 2017.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Chanceleres do Mercosul se reunirão para alavancar negociações com UE

Os chanceleres dos quatro países que compõem o Mercosul - Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai -, se reunirão no dia 15 de outubro em Montevidéu para definir posições e alavancar as negociações do acordo de associação com a União Europeia (UE).

O chanceler do Paraguai, Luis Alberto Castiglioni, confirmou nesta segunda-feira (1°) a data diante de alguns veículos de imprensa e explicou que antes desse encontro com seus homólogos: Jorge Faurie, da Argentina; Aloysio Nunes, do Brasil; e Rodolfo Nin, do Uruguai, vai acontecer uma reunião dos chefes negociadores, também em Montevidéu, entre 9 e 11 de outubro.

"Os presidentes [do Mercosul] tomaram a decisão de nós, os chanceleres, nos reunirmos em 15 de outubro, depois de uma reunião dos negociadores dos quatro países, para que com todas essas informações da parte técnica, sobre o que será decidido conceder, não conceder e solicitar, os chanceleres possam dar um impulso político final", afirmou Castiglioni.

Essa decisão foi tomada no dia 25 de setembro, quando os presidentes de Argentina, Mauricio Macri; Brasil, Michel Temer; Paraguai, Mario Abdo Benítez; e Uruguai, Tabaré Vázquez, dialogaram sobre o acordocom a UE, durante a Assembleia Geral da ONU em Nova York.

Nesse cenário, Castiglioni conversou com a comissária europeia de Comércio, Cecilia Malmstrom, com quem concordou que "já não deveria haver argumentos" para que o acordo não esteja selado antes do fim do ano, "ou pelo menos nos primeiros meses do ano que vem", como disse hoje o chanceler.

"Diante desta realidade de outras partes do mundo, nas quais querem erguer muralhas no âmbito econômico e comercial, a UE e o Mercosul querem ser um modelo positivo de mercados abertos para que o comércio e as transações econômicas em geral entre ambas as partes, entre ambos os blocos, sejam um exemplo de cooperação e desenvolvimento", expressou Castiglioni.

No entanto, o chanceler paraguaio lembrou que ainda continuam as negociações de algumas questões, mas que já estão "nos temas finais".

O Mercosul e a UE negociam desde 1999 um amplo acordo de associação, incluindo o tratado de livre-comércio, embora as negociações tenham ficado completamente estagnadas entre 2004 e 2010 e só tenham sido retomadas em 2016.

Fonte: Agência Brasil

Ministros discutem em Brasília o Acordo Mercosul-União Europeia

Reunião sobre o Acordo Mercosul-União Europeia foi realizada nesta quinta e sexta-feira (24), no Itamaraty, em Brasília, com a presença de ministros dos países participantes do bloco econômico da América do Sul para discutir os rumos das negociações iniciadas em 1999.

De acordo com o secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Odilson Ribeiro e Silva, muitos pontos avançaram bastante nos últimos anos, mas ainda há os que precisam de mais negociação, especialmente questões ligadas ao setor agropecuário.

Fizeram parte das discussões regras de origem, indicações geográficas, direito de exportação, cotas, além de expectativas para a próxima rodada de negociações. O ministro da Agricultura do Brasil, Blairo Maggi, disse ter ficado animado com o andamento do acordo, especialmente após os entendimentos mantidos com o contraparte argentino, Luis Miguel Etchevehere.

As negociações entre Mercosul e União Europeia, de acordo com o secretário Odilson Ribeiro, pela primeira vez estão próximas a um consenso, pelo menos na disposição do lado do Mercosul.

O próximo encontro está marcado para o próximo mês, entre os dias 10 a 14, em Montevidéu, no Uruguai, onde são esperados representantes da União Europeia, como a comissária de Comércio, a sueca Cecilia Malmström, ou o comissário de Agricultura da UE, Phil Hogan, para a continuação dos entendimentos.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA

É preciso dar salto nas relações econômicas entre Mercosul e Japão, diz presidente da CNI

O fortalecimento das relações econômicas e o aprofundamento de uma agenda estratégica entre Mercosul e Japão são prioridade para a indústria brasileira. Em discurso na abertura da 21a Reunião do Comitê de Cooperação Econômica Brasil-Japão, em Tóquio, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, analisou o cenário externo e os renovados esforços do Brasil e do Mercosul em aumentar sua integração ao mercado global. “Diante desse novo cenário, faz-se ainda mais necessário um salto nas relações entre Mercosul e Japão”, disse.

Sediado em 2018 pela Keidanren, principal entidade representativa do setor privado japonês, o encontro anual é o principal evento na agenda entre as indústrias dos dois países. Nesta edição, que ocorre até esta terça-feira (24), estão reunidos empresários e representantes industriais para discutir os próximos passo da agenda de comércio exterior e de investimentos, estruturada em 2015, com vistas para a celebração de um futuro Acordo de Parceria Econômica (EPA, na sigla em inglês), entre Mercosul e Japão.

Além dos temas relacionados às pautas de comércio e de investimentos, o Comitê Econômico Brasil-Japão também tem como prioridades, em 2018, a revisão do Acordo para Evitar a Dupla Tributação, em vigor desde 1967 e encontra-se defasado, para racionalizar a carga tributária sobre empresas que têm operações nos dois países; e a permanência do Acordo para Compartilhamento de Exames de Patentes, que está em fase de projeto piloto até 2020. ”A questão da propriedade intelectual é a base para a agenda de inovação e para setores intensivos em tecnologia, pesquisa e desenvolvimento”, afirmou Andrade.

OPORTUNIDADES - O presidente da CNI também destacou as oportunidades que o Brasil oferecerá, nos próximos anos, durante o processo de retomada do crescimento e para futuras rodadas de concessões e privatizações. Na área de infraestrutura de transportes, por exemplo, há necessidade de melhorias e da ampliação para que o país tenha um fluxo de mercadorias e um escoamento de sua produção mais eficientes. “Há grandes oportunidades de investimentos. Os recursos destinados, atualmente, representam, em média, 2% do PIB, quando deveriam ser de 5%”, observou.

Andrade lembrou que houve avanços institucionais importantes no Brasil, como a modernização das leis do trabalho e o aperfeiçoamento dos mecanismos de controle e regulação, em linha com os princípios do livre mercado e da livre iniciativa. Segundo ele, embora o crescimento da economia tenha sido moderado, as reformas em curso e o aperfeiçoamento de marcos legais contribuirão para taxas de expansão econômica mais robustas nos próximos anos. “Após as eleições de outubro, esperamos ter um cenário mais promissor e de maior previsibilidade. Quem não investir no Brasil agora, perderá grandes oportunidades”, disse.

O ENCONTRO - Durante dois dias, executivos de empresas e representantes do setor produtivo de Brasil e Japão participarão de painéis para debater as relações bilaterais, os cenários econômicos dos dois países e caminhos para o fortalecimento da relações comerciais. Além disso, também será discutida a segunda edição do relatório que traça um roteiro para a celebração de um EPA entre Mercosul e Japão, que será entregue aos representantes dos governos japonês e dos países do bloco sul-americano.

Fonte: Agência CNI de Notícias

Sem consenso, acordo entre Mercosul e UE terá nova etapa de negociação

Daqui a um mês, os ministros do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) e os comissários europeus de Comércio e Agricultura se reunirão novamente, em Montevidéu (Uruguai). Será mais uma rodada de negociações de alto nível em torno dos termos para o acordo entre o bloco e União Europeia. Até lá, seguem as discussões em nível técnico.

A nova etapa de reuniões foi marcada pela tentativa de avançar os termos do acordo, após os ministros concluírem hoje (19.07) uma série de conversas, em Bruxelas (Bélgica). As tratativas ocorrem há quase 20 anos.

Representando o Brasil participaram dos dois dias de reuniões os ministros das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge.

A comissária europeia de Comércio, Cecilia Malmström, disse que foram registrados avanços. “Estamos realizando bons progressos. Estamos tratando sobre algumas questões muito difíceis. Há ainda uma longa lista sobre a qual é preciso trabalhar”.

Na terça-feira (17.07), representantes das indústrias do Brasil e da Alemanha assinaram uma carta em que defendem a conclusão do acordo comercial e afirmam existir condições políticas favoráveis. O documento foi assinado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), Federação das Indústrias Alemã (BDI) e pelo Conselho da Indústria Alemã para a América Latina (LADW).

Nas reuniões, os acordos comerciais entre os dois blocos giram em torno dos temas relativos à carne bovina, ao açúcar e ao etanol. Mais recentemente entrou em discussão a solicitação da União Europeia para reduzir o percentual das tarifas de importação de automóveis produzidos pelos países do Mercosul.

Fonte: Agência Brasil

Mercosul e comissários europeus retomam reunião em busca de acordo

Ministros do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) retomam em, Bruxelas (Bélgica), nesta quinta-feira (19.07) reunião com os comissários europeus de Comércio e Agricultura para negociar o acordo com a União Europeia (UE). Ontem a reunião foi encerrada sem consenso e as conversas tiveram que ser estendidas para hoje. Fontes do governo afirmam que as expectativas não são otimistas.

Representando o Brasil estão o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, e o da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge.
O acordo começou a ser discutido em 1999 e a negociações foram interrompidas entre 2004 e 2010.

Anteontem (17.07), representantes das indústrias do Brasil e da Alemanha assinaram uma carta em que defendem a conclusão do acordo comercial e afirmam existir condições políticas favoráveis. O documento foi assinado pela Confederação Nacional da Indústria, Federação das Indústrias Alemã e pelo Conselho da Indústria Alemã para a América Latina.
Expectativas

Na última segunda-feira (16.07), o comissário europeu de Agricultura, Phil Hogan, afirmou que a União Europeia não está satisfeita com os progressos das negociações e descartou a hipótese de um pacto definitivo ser anunciado ainda nesta semana.

Na reunião de ontem, Phil Hogan, fez uma breve aparição e logo se retirou da reunião, afirmando ter outros compromissos. A atitude foi entendida pelos ministros do Mercosul como sinal de que o acordo não deve avançar. Hogan, até o início da tarde de hoje, não havia comparecido ao encontro.

Fonte: Agência Brasil

Chanceler brasileiro viaja para negociar acordo entre Mercosul e UE

O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, estará amanhã (17), em Bruxelas (Bélgica), para a reunião com os chanceleres do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai). Na quarta-feira (18), eles têm encontro marcado com a comissária de Comércio da Comissão Europeia, Cecília Malmström, e com o Comissário de Agricultura, Phil Hogan.

Antes da chegada dos chanceleres, houve reuniões técnicas com representantes dos dois blocos, sem avanços expressivos. Mercosul e União Europeia buscam acordos específicos para os automóveis, peças de automoção, indicações geográficas, transporte marítimo e produtos lácteos.

Também estão na lista de preocupações do Mercosul os temas relativos à carne bovina, ao açúcar e ao etanol. Mais recentemente entrou em discussão também a pressão da União Europeia para reduzir o percentual das tarifas de importação de automóveis produzidos pelos países do Mercosul.

Nos últimos contatos entre representantes dos dois blocos, maio e junho, porta-vozes afirmaram que o consenso é dificultado pela falta de compromisso e de flexibilidade nas ofertas.

Em abril, representantes do Mercosul e da União Europeia se reuniram, em Buenos Aires (Argentina), e não chegaram a um consenso sobre temas controvertidos de um eventual acordo de livre comércio. Há quase duas décadas o assunto é tema de reuniões dos dois blocos.

Fonte: Agência Brasil

UE reitera que Mercosul tem "trabalho a fazer" para avançar em acordo

A Comissão Europeia - o órgão executivo da União Europeia - avisou nesta segunda-feira (18) que o Mercosul ainda tem "trabalho a fazer" em vários capítulos em relação à conclusão do tratado de livre-comércio entre ambos os blocos, depois que o chanceler uruguaio, Rodolfo Nin Novoa, pediu aos europeus "vontade real" de selar o acordo.

"Para conseguir um acordo, ambas as partes precisam ceder e está claro que nossos sócios do Mercosul ainda têm trabalho a fazer em alguns capítulos-chave que já foram colocados sobre a mesa na reunião ministerial de janeiro", lembrou o porta-voz de Comércio da UE, Daniel Rosario, na entrevista coletiva diária da Comissão.

Essa foi a resposta do porta-voz após ser questionado sobre os comentários de Nin Novoa durante a reunião de ontem dos chanceleres do Mercosul antes da cúpula de hoje, quando o uruguaio avisou que as partes estavam "perto de presenciar uma ruptura" das negociações e recomendou que o Mercosul fizesse uma "mudança" em sua busca de acordos de livre-comércio, priorizando outras regiões, como a China.

"A UE permanece comprometida para alcançar um acordo com o Mercosul. Obtivemos grande progresso até agora, notavelmente durante a rodada do início de junho em Montevidéu", afirmou o porta-voz da Comissão.

No fim de maio, fontes da Comissão Europeia pediram ao Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) que realizasse um "esforço considerável" em relação às negociações de junho em Montevidéu.

Na negociação entre os dois blocos, que já dura quase duas décadas, mas com progresso real apenas nos últimos dois anos, ainda não há consenso para temas como as indicações geográficas, o acesso aos mercados em produtos como a carne bovina, o açúcar, os produtos lácteos e a indústria automobilística.

Fonte: Agência Brasil

Mercosul e União Europeia podem fechar acordo de livre comércio

O Mercosul e a União Europeia estão “muito próximos” de assinar um acordo de livre comércio. O embaixador da União Europeia (UE) no Brasil, João Cravinho, disse acreditar que o acordo deve sair entre junho e julho deste ano. O fechamento do acordo, segundo ele, depende apenas que os dois lados superem algumas diferenças nos setores agroindustrial e industrial.

A declaração do embaixador foi feita em meio ao início em todo o Brasil da 14ª edição da Semana Europeia, que começou nesta quarta-feira (9), data de celebração do Dia da Europa.

Cravinho não quis entrar em detalhes sobre as diferenças que existem entre as propostas da União Europeia e as do Mercosul. “Isso faz parte do segredo do negócio”, argumentou. Admitiu, porém que as diferenças atrasam o processo de negociação, uma vez que “têm algum impacto e algum valor para o lado europeu e para o lado brasileiro, e o lado do Mercosul em geral”.

O embaixador afirmou que, apesar das dificuldades em curso, tanto os consumidores europeus quanto os do Mercosul terão muitos benefícios com o acordo, lembrando que os produtores brasileiros poderão colocar café, carne e inúmeros outros artigos nas prateleiras do comércio varejista da Europa, de maneira mais fácil e barata.

“Quero também que o consumidor brasileiro possa beber um bom vinho europeu e comprar os produtos europeus em níveis [valores] muito mais baixos do que atualmente estão disponíveis”, disse Cravinho.

A União Europeia e o Mercosul negociam um acordo de livre comércio há 20 anos. A assinatura foi adiada durante todo esse período em razão da resistência de setores industriais ou agrícolas dos dois lados. Os agricultores franceses têm sido um dos setores que mais opuseram resistência à celebração de um documento União Europeia-Mercosul, por temerem a concorrência da carne brasileira em solo europeu.

14ª Semana da Europa

A Semana da Europa é realizada Brasil desde 2004 com eventos, como exposição fotográfica, concerto e festival gastronômico, além do Festival de Cinema Europeu. Itinerante, a mostra começa em Curitiba e vai percorrer, até o início de julho, 11 capitais brasileiras. 
Os eventos são promovidos pela Associação dos Institutos Culturais, embaixadas e consulados de países membros da União Europeia (Eunic Brasil) e delegação da União Europeia no Brasil.

A Eunic é uma rede global formada por 36 instituições que representam todos os 28 países membros da UE e tem mais de duas mil filiais e milhares de parceiros locais em mais de 150 países do mundo.

Fonte: Agência Brasil

Indústria brasileira aponta ganhos no início das negociações entre Mercosul e Canadá

A negociação do acordo comercial entre o Mercosul e o Canadá criará condições para expansão do comércio e dos investimentos entre o Brasil e Canadá, avalia a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Um levantamento da instituição mostrou que há oportunidades em 321 grupos de produtos brasileiros, que hoje, por falta de um acordo, chegam mais caros e competem em desigualdade no mercado canadense. 

Décima economia do mundo, o Canadá é também um grande importador, tendo comprado mais de US$ 500 bilhões em 2017. Para se ter uma ideia, o número equivale a quase 4 vezes o total de importações dos parceiros brasileiros no Mercosul. Apesar do grande mercado, a corrente de comércio entre o Brasil e o Canadá alcançou apenas US$ 4,5 bilhões em 2017.

Na avaliação da CNI, um acordo entre Mercosul e Canadá vai reduzir a posição competitiva desfavorável que o Brasil enfrenta no país. Apesar de o Canadá ser um mercado bastante aberto, exportadores industriais brasileiros enfrentam tarifas de importação, como em autopeças (6%) ou calçados (16%). No caso de bens agroindustriais, essa barreira pode chegar a 70%.

INVESTIMENTOS - O diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi, aponta outros dois ganhos com o acordo entre Mercosul e Canadá: aumento do investimento no Brasil e maior acesso ao mercado de compras governamentais canadense. Apesar de ser o 8° maior investidor mundial, o Canadá destina apenas 3% dos recursos ao Brasil. No caso das compras governamentais, o mercado dos potenciais parceiros é de US$ 246 bilhões, 57% maior do que o brasileiro. 

“O Canadá possui uma rede ampla de acordos comerciais e um acordo com o Mercosul daria às empresas brasileiras a oportunidade de competir em igualdade de condições com seus concorrentes”, diz Abijaodi. 

A indústria calcula que há oportunidades na parte automotiva, de equipamentos de transporte, produtos químicos, metalurgia, agricultura e pecuária, produtos minerais, equipamentos de informática entre outros. Estudo da CNI mostra que o Canadá tem se comprometido com eliminação imediata de tarifas em seus acordos comerciais para a grande maioria dos produtos. Uma das poucas exceções é para o setor automobilístico. 

A negociação ocorre em um momento favorável com o Mercosul unido e o Canadá em busca de uma diversificação setorial e geográfica das exportações. Atualmente, os Estados Unidos concentram 77% das exportações e 54% das importações.

Fonte: Agência de Notícias CNI

Mercosul e Canadá iniciam negociação de acordo de livre comércio

Os ministros brasileiros Marcos Jorge de Lima e Aloysio Nunes – Indústria, Comércio Exterior e Serviços e das Relações Exteriores – estão hoje em Assunção, no Paraguai, para a cerimônia de lançamento das negociações do acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e o Canadá. Também participam do evento os chanceleres Eladio Loizaga (Paraguai), Rodolfo Nin Novoa (Uruguai) e Jorge Faurie (Argentina). Do lado canadense, o ministro François-Philippe Champagne (Comércio Internacional). A primeira rodada negociadora já está marcada para a semana de 19 de março, em Ottawa.

Na avaliação do ministro Marcos Jorge, um acordo de livre comércio com o Canadá demonstra o quanto o Mercosul vem trabalhando para uma maior abertura comercial. “O Canadá é um importante e exigente mercado consumidor. Em 2017, o fluxo comercial entre Brasil e Canadá foi de cerca de US$ 4,5 bilhões, com um superávit para o Brasil de pouco mais de US$ 950 milhões. Esperamos aumento expressivo e a diversificação da nossa pauta exportadora que hoje é bastante concentrada”, disse. O ministro ressalta que Mercosul e o Canadá negociam um acordo amplo que envolve temas como o comércio de bens, serviços, compras governamentais, pequenas e médias empresas, barreiras não tarifárias e propriedade intelectual.

Marcos Jorge considera muito estratégico o momento para o início dessas negociações, que ressalta a determinação do Brasil de maior abertura e participação no comércio internacional. O lançamento ocorre após os estados unidos anunciarem medidas que podem impactar as exportações brasileiras de produtos siderúrgicos e de alumínio para aquele mercado. “Enquanto alguns atores internacionais se fecham, o Brasil e os sócios do Mercosul têm demonstrado que é fundamental a integração dos nossos mercados às cadeias globais de valor. A negociação de novos acordos, como este com o Canadá, é um importante caminho", avaliou.

Histórico

Em 2010, o Canadá manifestou interesse em avaliar com o Mercosul interesses mútuos em negociar acordo de livre comércio. Em maio de 2016, Mercosul e Canadá retomaram as discussões sobre eventual negociação de acordo comercial, que não ocorriam desde 2012.

Em janeiro de 2017, o Governo brasileiro recebeu a visita do negociador-chefe canadense, David Usher, quando foram discutidos os interesses em temas de bens, serviços, investimentos, compras governamentais, regras de origem, barreiras técnicas ao comércio (TBT), medidas sanitárias e fitossanitárias (SPS), propriedade intelectual, meio ambiente e legislação trabalhista. O Canadá também mencionou interesse nos temas de concorrência e empresas estatais.

Em abril e julho de 2017, foram realizadas reuniões técnicas entre o bloco sul-americano e o Canadá.

Ainda no ano passado, em novembro, foi finalizado o Panorama do Processo Exploratório entre Canadá e Mercosul, que estabelece os parâmetros para as negociações em cada grupo técnico e serve de base para a obtenção de mandato negociador pelas partes.

Comércio de Bens

Nos últimos anos, a participação brasileira nas importações canadenses oscilou em torno de 0,6%. Já os produtos canadenses representam entre 1% e 1,5% das compras brasileiras. A pauta comercial bilateral é bastante concentrada em produtos químicos inorgânicos, açúcar e produtos de confeitaria, pedras e metais preciosos (do lado brasileiro) e adubos e fertilizantes, reatores nucleares, máquinas e aparelhos, aeronaves e suas partes (do lado canadense).

Análises preliminares indicam potencial oportunidade para pelo menos 90 produtos brasileiros, principalmente calçados, produtos químicos, de borracha, minerais não metálicos e automóveis.

O Canadá aplica, em média, tarifa de 22,5% sobre a importação de produtos agrícolas e de 6% sobre produtos manufaturados. Na área industrial, acordos firmados pelo Canadá tendem a promover eliminação imediata de tarifas, com exceção do setor automotivo.

Serviços e compras governamentais

O comércio de serviços é pouco expressivo para ambos os países, com destaque apenas para as exportações brasileiras de serviços financeiros. De acordo com dados do MDIC, a corrente de comércio de serviços mais alta nos últimos dez anos foi registrada em 2014 (US$ 773 milhões). Pelo menos desde 2005, o Brasil registra déficits em suas transações de serviços com o Canadá. Com base em dados relativos a investimentos diretos de 2015, o estoque canadense no Brasil é de US$ 10 bilhões (participação de 1,2% dos investimentos canadenses), ao passo que o estoque brasileiro no Canadá é de US$ 15,8 bilhões (participação de 2,5% do total brasileiro).

No comércio de serviços e de compras governamentais, o objetivo do Brasil é buscar equalizar condições de acesso com os demais competidores. O Canadá é o terceiro maior mercado para compras governamentais entre os países desenvolvidos (US$ 246 bilhões).

Comércio inclusivo

A negociação entre Mercosul e Canadá vai incluir discussões sobre comércio inclusivo, que abarca temas como o desenvolvimento sustentável, pequenas e médias empresas, considerações relativas a gênero, legislação trabalhista e responsabilidade corporativa. 

Fonte: MDIC - Ministério da Indústia, Comércio Exterior e Serviços

Reunião do Mercosul termina sem consenso

Data: 12/07/2016
O GLOBO - RJ

BUENOS AIRES- O Mercosul continua mergulhado numa disputa interna cada vez mais tensa sobre o que fazer com a transferência da presidência pro tempore do bloco que, de acordo com o calendário oficial, deveria ser assumida este mês pela Venezuela. Ontem, sem a presença dos chanceleres do Brasil, José Serra, e da Argentina, Susana Malcorra, os demais ministros das Relações Exteriores do Mercosul e enviados dos governos brasileiro e argentino se reuniram em Montevidéu, na Uruguai, mas não conseguiram alcançar um consenso.

A chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, que não fora convidada para o encontro, fez questão de ir até a capital uruguaia para pressionar seus sócios, além de reunir-se com dirigentes da governista Frente Ampla e de sindicatos locais, que respaldam a posição dos venezuelanos numa queda de braço que praticamente paralisou o bloco.

Em entrevista ao GLOBO por telefone, o chanceler do Paraguai Eladio Loizada afirmou que seu país está firme na decisão de não apoiar uma eventual presidência venezuelana, o que, na prática, impede que o Uruguai possa passar o bastão do Mercosul ao governo do presidente Nicolás Maduro, já que a medida requer consenso.

- Esta é uma questão de compromisso e de princípios. Todos dentro do Mercosul devemos ter os mesmos compromissos com a defesa dos direitos humanos e a democracia - afirmou Loizaga.

APOIO APENAS DO URUGUAI

A mesma opinião compartilham os governos de Brasil e Argentina. O único país disposto a entregar a presidência do bloco à Venezuela é o Uruguai, atualmente no comando. Segundo fontes uruguaias, a posição do governo Tabaré Vázquez tem mais a ver com pressões internas da Frente Ampla - dominada pela ala chefiada pelo ex-presidente José Mujica, aliado de Maduro - do que com convicções pessoais do chefe de Estado uruguaio.

- O chanceler Rodolfo Nin Noboa está muito pressionado, não pode aderir às posturas de Paraguai, Brasil e Argentina, porque seria castigado internamente - comentou fonte uruguaia, que pediu para não ser identificada.

O encontro de ontem terminou sem acordo e em clima de guerra entre a chanceler venezuelana e os governos que não querem que seu país assuma a presidência do bloco. Antes de encerrada a reunião, da qual não participou, Delcy disse a jornalistas que o entendimento estava fechado e que a Venezuela receberia a presidência do bloco nos próximos dias. Pouco depois, o chanceler uruguaio a desmentiu e confirmou que haveria um intervalo de alguns dias, para que seus colegas de pasta e demais negociadores fizessem consultas a seus respectivos presidentes.

- Cada país manteve sua posição - declarou Nin Noboa.

Irritada, a chanceler venezuelana disse que os representantes de Brasil e Paraguai não quiserem se reunir com ela e "se esconderam no banheiro". `Perguntado sobre o comentário de Delcy, o chanceler paraguaio respondeu em tom de brincadeira: - Se fui ao banheiro foi porque a natureza me obrigou. Achei que o diálogo (com a chanceler venezuelana) não seria produtivo, por isso pedi a Noboa que lhe transmitisse nossa visão. 

CHANCELER VENEZUELANA CRITICA 

Fiel a seu estilo intempestivo, Delcy disse ter sido barrada do encontro e acusou os representantes de Brasil e Paraguai de sofrerem de "Almagrites", em referência ao secretário geral da Organização de Estados Americanos (OEA), o uruguaio Luis Almagro, que tem criticado duramente o governo de Maduro.

- Esta é a má educação da direita da região, que pretende não reconhecer as normas de funcionamento do Mercosul - alfinetou a chanceler venezuelana, que acusou Loizada.

PAÍS PODE SER DESVINCULADO DO MERCOSUL

Data de publicação: 22/03/2016

A chanceler argentina, Susana Malcorra, afirmou ontem que o Mercosul pode desvincular, temporariamente, o Brasil do Mercosul em caso de impeachment da presidente Dilma Roussef. No entanto, uma reunião de emergência entre chanceleres está sendo organizada para tratar a crise brasileira. "Há uma cláusula democrática no Mercosul e é preciso ver se algum dos requisitos existe e pode ser aplicado. Não estou segura de, e não discutimos ainda, quais seriam as condições. Não está agora em nossa agenda que se aplique uma desvinculação temporária do Brasil do Mercosul, mas poderia eventualmente existir", disse. 

As informações estão na edição de hoje do jornal O Estado de S.Paulo.

Brasil fecha proposta automotiva para a União Europeia

RedacaoT1
Foto: Johannes Simon/Getty Images
O Brasil vai propor à União Europeia que a tarifa de importação para automóveis só seja eliminada dentro de 15 anos.
Deve ser o prazo mais longo dentre os previstos na oferta brasileira para acordo de livre comércio entre o Mercosul e o bloco europeu, para eliminação de tarifas.
A oferta do Brasil prevê um período de carência de oito anos em que a alíquota de importação de 35% ficará inalterada. A tarifa começa a cair a partir do nono ano, chegando a zero no fim de 15 anos.

Continua a farsa argentina

Editorial o Estadão
O Estado de São Paulo - 17/12

Sem rumo, sem compromisso com a seriedade e guiado apenas por objetivos eleitorais, o governo argentino continua vivendo de expedientes, de remendos e de farsa. A presidente Cristina Kirchner nomeou no mês passado três novos ministros, mas nada mudou até agora na política econômica. A ordem é improvisar e seguir intervindo nos mercados, para conter o vazamento de reservas, disfarçar a inflação e chegar às datas de vencimento com algum dinheiro para as contas. A alta de preços ao consumidor deve aproximar-se de 30% neste ano, segundo consultorias privadas, mas nos cálculos oficiais a taxa deve permanecer próxima de 10%. O Brasil continuará pagando parte da fatura, porque o protecionismo se mantém e novas medidas já foram anunciadas.

Carroças e o bonde que não anda

Autor(es): Vinicius Torres Freire
Folha de São Paulo - 17/12/2013

Tentativa de abrir o comércio com Argentina fez 23 anos; negociação com União Europeia vai debutar

UMA DAS novidades do ano foi a indústria relançar, de modo turbinado, uma campanha de abertura comercial. Isto é, de redução de impostos e outros obstáculos à importação de bens. Ou melhor, parte da indústria está interessada em acordos de livre-comércio. Outra, quer mais proteção. Um terceiro grupo diz que aceita negociar. Mas em que termos?

Argentina vai liberar a entrada de bens importados do Brasil

Autor(es): Janaína Figueiredo
O Globo - 06/12/2013

Mercadorias, que vão de sapatos a carros, estão paradas na fronteira com o país vizinho

O Brasil espera que a partir da semana que vem o governo argentino comece a liberar importações brasileiras que há várias semanas e, em alguns casos, meses, estão aguardando autorização para entrar no país. Um dos setores mais preocupados é o calçadista, que tem cerca de 700 mil pares de calçados esperando sinal verde para ingressar na Argentina. Após reunir-se com as principais autoridades econômicas do governo Cristina Kirchner, empossadas recentemente, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, assegurou ontem que "as perspectivas são boas"

— Nunca houve interrupção de diálogo, houve uma troca de equipe e achamos que foi positiva. O diálogo vai prosseguir, eu diria que revigorado — declarou Pimentel em frente à Casa Rosada, após ser recebido pelo novo chefe de gabinete argentino, Jorge Capitanich.

No dia anterior, o ministro brasileiro se reunira com o novo ministro da Economia, Axel Kicillof, e com o novo secretário de Comércio Interior, Augusto Costa, sucessor do polêmico Guillermo Moreno. Perguntado sobre a relação entre a melhora na relação bilateral e a saída de Moreno (enviado como adido econômico à embaixada argentina em Roma), Pimentel evitou fazer comentários sobre o ex-funcionário, considerado o grande artífice da política protecionista que a Argentina vem aplicando nos últimos anos, prejudicando até mesmo seus principais sócios do Mercosul.

— Não quero manifestar opinião sobre pessoas, não fica bem para mim falar sobre isso. Os calçados começarão a ser liberados a partir da semana que vem — limitou-se a dizer Pimentel.

Brasil precisa decidir seu futuro no Mercosul

EDITORIAL O GLOBO
O GLOBO - 14/11

A negociação de acordo com a União Europeia pode chegar a impasse, caso a protecionista Argentina mantenha boicote ao avanço das conversas

A longa crise por que passa o Mercosul enfrenta um teste, a depender do qual o bloco aumentará a velocidade no curso rumo ao esfacelamento. Este divisor de águas é a negociação de acordo comercial com a União Europeia, na agenda há mais de dez anos e, hoje, um projeto ainda mais importante para o próprio bloco. Este acordo, se fechado, será o primeiro de peso a ser assinado pelo Mercosul, signatário até hoje de tratados apenas com Israel, Egito e Autoridade Palestina, desprezíveis diante do tamanho do Brasil.

Caracas está fora de acordo Mercosul-UE

10 de novembro de 2013 | 2h 03
LISANDRA PARAGUASSU, BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

Recém-chegada ao Mercosul, a Venezuela está de fora da principal negociação do bloco desde sua criação, há 22 anos: o acordo de livre-comércio com a União Europeia.

Ainda sem conseguir se integrar efetivamente, Caracas terá de aceitar o pacote fechado. Informalmente, os venezuelanos podem pedir que algumas das suas preocupações sejam contempladas no acordo, que deve ser fechado em dezembro, mas não colocará uma lista sua de produtos para negociar com os demais países.