Data de publicação: 05/02/2019
A guerra comercial entre EUA e China pode render um aumento de mais de US$ 10,5 bilhões para as exportações no Brasil.
Tal situação também pode afetar a competitividade de setores de alimentação que usam a soja como insumos, segundo previsão da Organização das Nações Unidas (ONU), em um novo levantamento. O Brasil ainda ganharia US$ 800 milhões em equipamentos de comunicação no mercado americano, além de outros US$ 800 milhões em instrumentos de precisão e US$ 570 milhões em móveis e produtos de madeira.
Fonte: Diário do Comércio e Indústria - DCI
Mostrando postagens com marcador Guerra Comercial. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Guerra Comercial. Mostrar todas as postagens
A guerra comercial se amplia
Novos estragos serão produzidos pela guerra comercial neste início de ano, com perdas também para o Brasil, se a União Europeia cumprir a recém-lançada ameaça de barreiras à importação de aço. As medidas poderão dificultar o ingresso de sete produtos siderúrgicos brasileiros no mercado europeu. O País será menos atingido que outros produtores, mas qualquer problema adicional pode ter um peso significativo para um governo já confrontado, em começo de mandato, por enormes dificuldades fiscais num ambiente de alto desemprego. O lance europeu agrava as tensões comerciais criadas pela política protecionista do presidente americano, Donald Trump. Dirigido principalmente contra a China, esse protecionismo acabou produzindo efeitos globais desde o ano passado.
Fonte:O Estado de S.Paulo
Fonte:O Estado de S.Paulo
Países ricos acusam o Brasil na OMC
Autor(es): JAMIL CHADE
O Estado de S. Paulo - 02/10/2012
Países ricos acusam o Brasil de ter transformado barreiras temporárias em políticas industriais protecionistas, fazem ameaças e dizem que o País corre sério risco de queda dos investimentos estrangeiros nos próximos anos.
O Estado de S. Paulo - 02/10/2012
Europa, Japão, EUA e Austrália atacam barreiras e dizem que o País corre sério risco de queda dos investimentos nos próximos anos
Países ricos acusam o Brasil de ter transformado barreiras temporárias em políticas industriais protecionistas, fazem ameaças e dizem que o País corre sério risco de queda dos investimentos estrangeiros nos próximos anos.
O recado foi dado ontem na Organização Mundial do Comércio (OMC), onde o Brasil escutou uma enxurrada de críticas às barreiras criadas pelo governo de Dilma Rousseff. Europa, Japão, Estados Unidos e Austrália advertem que, embora o Brasil tenha prometido que as barreiras seriam apenas medidas criadas em época de crise, elas começam a se eternizar e poderão vigorar pelo menos até 2017, como no caso do setor automotivo.
O tom da reunião foi dado pela União Europeia. "A atitude do Brasil manda um sinal negativo e deve afetar o fluxo de investimentos diretos ao País", declarou Bruxelas. As críticas ocorreram na reunião do Comitê de Investimentos da OMC.
Se os países ainda não lançaram disputas nos tribunais da entidade, diplomatas admitem que vão continuar a pressionar o Brasil. "O governo brasileiro adotou uma tendência preocupante e não podemos deixar que se transforme na nova normalidade", disse a UE.
Um dos assuntos polêmicos foi a redução do IPI dos automóveis. Na avaliação dos países ricos, ao beneficiar empresas com produção nacional, o governo está discriminando bens importados e ferindo regras internacionais. Pior: o que era para ser uma medida temporária em 2011 se transformará em política permanente a partir de 2013, e até 2017.
Para a Europa, o que preocupa não é apenas a lei, mas o fato de ela se transformar em regra para o desenvolvimento do setor automotivo no País. A Austrália não poupou críticas e disse ter "preocupações" diante do que aparenta ser agora uma política permanente de Brasília. Segundo eles, a redução de IPI de 2011 já era irregular.
Para o governo australiano, o novo modelo anunciado em março "mantém as preferências discriminatórias". "O Brasil havia dito aos países que as medidas seriam temporárias. O acesso está condicionado a estabelecer uma fábrica no Brasil e atender às exigências de conteúdo local. Isso discrimina alguns países e favorece outros", insistem.
Teles. Outro ponto de atrito é a questão da telefonia móvel e, uma vez mais, o que parecia ser temporário ganha contornos de ser uma nova política industrial protecionista. Washington e Tóquio questionam as exigências do edital de licitação da faixa de frequência de 2,5 GHz - destinada ao serviço de quarta geração da telefonia móvel (4G).
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estipulou uma exigência de conteúdo nacional mínimo de 60% para quem quisesse participar de licitações, incluindo equipamentos e sistemas. O leilão marcado para 12 de junho arrecadou R$ 2,9 milhões.
O governo dos EUA deixou clara sua insatisfação com o modelo do leilão e teme que ele continue a ser implementado no País em novas licitações a partir de 2013. A Casa Branca quer saber qual a posição brasileira nos próximos anos em relação à sua política de tecnologia e chega a ironizar o argumento de que o Brasil quer que as operadoras usem "tecnologia brasileira". "Como é que o governo brasileiro vai determinar o que é essa "tecnologia brasileira"?", questionou a diplomacia americana, em documento enviado ao Itamaraty.
Tóquio atacou na mesma linha e questionou o governo se o mesmo padrão de favorecimento às indústrias nacionais será repetido "quando o Brasil conduzir leilões sobre os direitos de outras frequências".
"Apesar das preocupações levantadas por países em reuniões anteriores, o Brasil conduziu seu leilão", disse a delegação japonesa, destacando o fato de que os vencedores tiveram de se comprometer a comprar tecnologia nacional e adotar 70% de produtos nacionais em projetos de infraestrutura nos próximos cinco anos. "Diante dessas circunstâncias, o Japão pede ao Brasil para explicar como essas exigências serão implementadas de forma a não violar os acordos da OMC."
Itamaraty culpa países ricos e valorização do real
O Estado de S. Paulo - 02/10/2012
Para se defender das críticas e justificar suas barreiras, o Itamaraty optou por acusar países ricos por criar distorções no mercado automotivo internacional e alegou que adotou as políticas industriais em resposta à crise econômica mundial e ao real valorizado. Diplomatas dos países desenvolvidos rejeitaram as explicações e consideraram as respostas "insatisfatórias". Ao sair da reunião, avisaram que não vão ceder nas cobranças até que o Planalto adote nova postura em relação ao comércio.
Em um discurso lido pela diplomata Márcia Donner Abreu ontem na OMC, o Brasil insistiu que o governo trabalhava nos últimos anos num esquema de incentivos para permitir uma "melhoria qualitativa" na produção nacional, com veículos com melhor tecnologia e segurança.
Seguindo um padrão, a representante culpou o real valorizado pela situação. "O câmbio também teve um impacto negativo no nosso setor automotivo, já que o real continua sobrevalorizado em relação às moedas de nossos principais parceiros comerciais, como no caso do euro e do dólar", indicou.
"Além disso, desde o começo da atual crise, em 2008, nossa indústria teve de lidar com os efeitos sistêmicos dos planos de recuperação dos vários países ricos para resgatar sua indústria automotiva", alertou, em relação aos pacotes de ajuda da Casa Branca à GM e à Ford, além dos incentivos europeus a montadoras locais. "A combinação desses fatores causou distorções nas condições de comércio no setor automotivo no Brasil."
O Itamaraty também rejeitou a acusação de que os incentivos que entrarão em vigor em 2013 sejam apenas continuação da lei de 2011, reduzindo o IPI. Segundo o governo, o Inovar-Auto é "fundamentalmente diferente" e foi desenhado para "permitir que o setor automotivo do Brasil recupere sua competitividade".
No que se refere às cobranças ao setor de telecomunicações, o governo disse que o leilão do 4G ocorreu no marco de um setor "conhecido por sua abertura". "O procedimento é consistente com a OMC", disse Márcia. / J.C.
Guerra cambial pode abrir guerra no comércio
Sergio Leo
Valor Econômico - 25/04/2011
Os Estados Unidos abriram o placar, e o Brasil decide, em breve, se participará também do jogo de salvaguardas contra as importações chinesas. Em dezembro, a Organização Mundial do Comércio (OMC) deu ganho de causa, por goleada, aos EUA, no primeiro caso de aplicação de salvaguardas especiais (aumento de tarifas extraordinário) contra importações da China. No Brasil, as indústrias de máquinas e equipamentos acabam de pedir barreiras semelhantes, ao Ministério do Desenvolvimento. A reação dos chineses a essas medidas ainda é uma incógnita.
Valor Econômico - 25/04/2011
Os Estados Unidos abriram o placar, e o Brasil decide, em breve, se participará também do jogo de salvaguardas contra as importações chinesas. Em dezembro, a Organização Mundial do Comércio (OMC) deu ganho de causa, por goleada, aos EUA, no primeiro caso de aplicação de salvaguardas especiais (aumento de tarifas extraordinário) contra importações da China. No Brasil, as indústrias de máquinas e equipamentos acabam de pedir barreiras semelhantes, ao Ministério do Desenvolvimento. A reação dos chineses a essas medidas ainda é uma incógnita.
''Crise de dívida de ricos traz risco de guerras comerciais e cambiais''
Autor(es): Fernando Dantas
O Estado de S. Paulo - 24/04/2011
Mohamed El-Erian Principal executivo do Pimco, fundo americano
O economista Mohamed El-Erian, principal executivo do Pimco, maior fundo de investimento do mundo (US$ 1,2 trilhão no final de 2010), disse em entrevista ao Estado que uma crise da dívida americana pode provocar fragmentação e guerras comerciais e cambiais na economia global.
O Estado de S. Paulo - 24/04/2011
Mohamed El-Erian Principal executivo do Pimco, fundo americano
O economista Mohamed El-Erian, principal executivo do Pimco, maior fundo de investimento do mundo (US$ 1,2 trilhão no final de 2010), disse em entrevista ao Estado que uma crise da dívida americana pode provocar fragmentação e guerras comerciais e cambiais na economia global.
Perplexidade, ceticismo, desespero
Perplexidade - após mais de dois anos de déficits fiscais de dois dígitos, taxas de juros próximas a zero e compra de ativos financeiros públicos e privados pelos bancos centrais, o mundo desenvolvido (Estados Unidos, Europa e Japão) continua a ter um desempenho econômico anêmico: baixo crescimento, altas taxas de desemprego e risco de deflação. Essas políticas conseguiram reverter o colapso do mercado de crédito. Mas não estão conseguindo reativar as economias.
Ceticismo - diante da avaliação de que déficits fiscais de dois dígitos são insustentáveis, aumentar a liquidez se tornou o único instrumento disponível para tentar reativar as economias no curto prazo. Como resultado, o Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano, em sua última reunião, sinalizou que irá aumentar a liquidez por meio de novas compras de títulos do governo. Mas, com juros próximos de zero, famílias endividadas, perda de riqueza decorrente da crise e elevada incerteza, a avaliação geral é de que essa política terá pouco ou nenhum efeito sobre as variáveis reais da economia.
Desespero - porém, com a elevada taxa de desemprego e o risco não desprezível de deflação, o Fed se sente obrigado a fazer algo, ainda que "algo" possa gerar efeitos colaterais negativos para a economia global. A liquidez adicional deverá se direcionar para a compra de ativos financeiros nos Estados Unidos (ações e títulos) e ativos financeiros e reais em países emergentes (ações, títulos, imóveis, commodities, etc.), gerando pressões inflacionárias, bolhas nos preços dos ativos reais (nos emergentes) e financeiros (em todo o mundo), aumento dos preços das commodities e valorização das moedas em relação ao dólar.
Para evitar a valorização de sua moeda a China adotou uma estratégia de manter o valor de sua moeda, o renminbi, estável em relação ao dólar, via acumulação de reservas, desde o início da crise financeira em 2008. Essa política também aumenta a pressão sobre as moedas dos outros países que, espremidos entre a China e os Estados Unidos, passaram a intervir no mercado de câmbio e a introduzir controles de capitais, uma situação já caracterizada como de "guerra cambial".
Esse cenário apresenta dois riscos para a economia global. Primeiro, para tentar forçar a China a permitir uma valorização mais rápida de sua moeda, o único instrumento de que dispõem os Estados Unidos é a introdução de restrições comerciais, o que levaria a uma muito provável retaliação por parte da China. Por outro lado, como as intervenções no câmbio têm custos elevados e efeitos passageiros, o incentivo para introduzir barreiras comerciais aumenta com o tempo. Neste contexto, transformar "guerra cambial" em "guerra comercial" é uma questão de tempo, o que fatalmente traria de volta a recessão.
Segundo, como uma parte relevante da demanda pelos bens produzidos na China vem do exterior (o consumo interno significa apenas 40% do PIB do país), uma valorização muito rápida da moeda poderá diminuir fortemente a demanda externa e o crescimento do produto e do emprego. O exemplo do Japão nos anos 90 mostra que não se deve desprezar a probabilidade de que isso ocorra. Como a China é hoje o único motor autônomo de crescimento da economia mundial, o risco de volta da recessão não é desprezível. Daí a reticência da Europa e dos países emergentes em se juntar aos Estados Unidos na pressão por uma rápida valorização do renminbi.
A autoridade monetária norte-americana está planejando dobrar a dose do remédio, aumentar a liquidez, com base no diagnóstico de que os resultados foram fracos porque a dose foi pequena. Como esse diagnóstico está errado, dobrar a aposta só irá aumentar os efeitos colaterais negativos do remédio. O problema da economia norte-americana (assim como da Europa, exceto Alemanha, e do Japão) é estrutural: déficits e dívidas públicas excessivamente elevadas; sistema de aposentadorias generoso e potencialmente deficitário; taxas de poupança muito baixas; qualificação da mão de obra inadequada à demanda por trabalho, em razão da mudança na estrutura produtiva gerada pela migração de grande parte da base industrial para os países emergentes; e incerteza e instabilidade regulatória são alguns dos problemas que precisam ser resolvidos para que estas economias voltem a uma trajetória de crescimento saudável. E esses problemas exigem reformas estruturais que demandam tempo e paciência (quem se recorda do Consenso de Washington?). Dobrar a dose do remédio, além de gerar mais bolhas de ativos, traz consigo o risco de destruir as duas principais fontes de recuperação da economia mundial: a retomada do comércio internacional e o crescimento chinês.
JOSÉ MÁRCIO CAMARGO - PROFESSOR DO DEPARTAMENTO DE ECONOMIA DA PUC/RIO, É ECONOMISTA DA OPUS GESTÃO DE RECURSOS
Fonte: Estadão.com.br
Ceticismo - diante da avaliação de que déficits fiscais de dois dígitos são insustentáveis, aumentar a liquidez se tornou o único instrumento disponível para tentar reativar as economias no curto prazo. Como resultado, o Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano, em sua última reunião, sinalizou que irá aumentar a liquidez por meio de novas compras de títulos do governo. Mas, com juros próximos de zero, famílias endividadas, perda de riqueza decorrente da crise e elevada incerteza, a avaliação geral é de que essa política terá pouco ou nenhum efeito sobre as variáveis reais da economia.
Desespero - porém, com a elevada taxa de desemprego e o risco não desprezível de deflação, o Fed se sente obrigado a fazer algo, ainda que "algo" possa gerar efeitos colaterais negativos para a economia global. A liquidez adicional deverá se direcionar para a compra de ativos financeiros nos Estados Unidos (ações e títulos) e ativos financeiros e reais em países emergentes (ações, títulos, imóveis, commodities, etc.), gerando pressões inflacionárias, bolhas nos preços dos ativos reais (nos emergentes) e financeiros (em todo o mundo), aumento dos preços das commodities e valorização das moedas em relação ao dólar.
Para evitar a valorização de sua moeda a China adotou uma estratégia de manter o valor de sua moeda, o renminbi, estável em relação ao dólar, via acumulação de reservas, desde o início da crise financeira em 2008. Essa política também aumenta a pressão sobre as moedas dos outros países que, espremidos entre a China e os Estados Unidos, passaram a intervir no mercado de câmbio e a introduzir controles de capitais, uma situação já caracterizada como de "guerra cambial".
Esse cenário apresenta dois riscos para a economia global. Primeiro, para tentar forçar a China a permitir uma valorização mais rápida de sua moeda, o único instrumento de que dispõem os Estados Unidos é a introdução de restrições comerciais, o que levaria a uma muito provável retaliação por parte da China. Por outro lado, como as intervenções no câmbio têm custos elevados e efeitos passageiros, o incentivo para introduzir barreiras comerciais aumenta com o tempo. Neste contexto, transformar "guerra cambial" em "guerra comercial" é uma questão de tempo, o que fatalmente traria de volta a recessão.
Segundo, como uma parte relevante da demanda pelos bens produzidos na China vem do exterior (o consumo interno significa apenas 40% do PIB do país), uma valorização muito rápida da moeda poderá diminuir fortemente a demanda externa e o crescimento do produto e do emprego. O exemplo do Japão nos anos 90 mostra que não se deve desprezar a probabilidade de que isso ocorra. Como a China é hoje o único motor autônomo de crescimento da economia mundial, o risco de volta da recessão não é desprezível. Daí a reticência da Europa e dos países emergentes em se juntar aos Estados Unidos na pressão por uma rápida valorização do renminbi.
A autoridade monetária norte-americana está planejando dobrar a dose do remédio, aumentar a liquidez, com base no diagnóstico de que os resultados foram fracos porque a dose foi pequena. Como esse diagnóstico está errado, dobrar a aposta só irá aumentar os efeitos colaterais negativos do remédio. O problema da economia norte-americana (assim como da Europa, exceto Alemanha, e do Japão) é estrutural: déficits e dívidas públicas excessivamente elevadas; sistema de aposentadorias generoso e potencialmente deficitário; taxas de poupança muito baixas; qualificação da mão de obra inadequada à demanda por trabalho, em razão da mudança na estrutura produtiva gerada pela migração de grande parte da base industrial para os países emergentes; e incerteza e instabilidade regulatória são alguns dos problemas que precisam ser resolvidos para que estas economias voltem a uma trajetória de crescimento saudável. E esses problemas exigem reformas estruturais que demandam tempo e paciência (quem se recorda do Consenso de Washington?). Dobrar a dose do remédio, além de gerar mais bolhas de ativos, traz consigo o risco de destruir as duas principais fontes de recuperação da economia mundial: a retomada do comércio internacional e o crescimento chinês.
JOSÉ MÁRCIO CAMARGO - PROFESSOR DO DEPARTAMENTO DE ECONOMIA DA PUC/RIO, É ECONOMISTA DA OPUS GESTÃO DE RECURSOS
Fonte: Estadão.com.br
Assinar:
Postagens (Atom)