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Vídeo | Dornelles e Alvaro Dias criticam plebiscito para a reforma política

01/07/2013 - 19h52 Especial - Atualizado em 01/07/2013 - 19h52
Da Redação
Para o senador Francisco Dornelles (PP-RJ), um plebiscito com apenas quatro ou cinco questões tira da sociedade o poder de se manifestar sobre a amplitude da reforma nas regrais eleitorais. O senador Alvaro Dias (PSDB-PR), por sua vez, diz que não dá para responder com um simples sim ou não às questões da reforma política.
Agência Senado

'Tem coisa que é impossível atender'

Autor(es): agência o globo:IDELI SALVATTI
O Globo - 09/12/2011

BRASÍLIA. Depois de passar três dias instalada no gabinete da liderança do governo no Senado, a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, disse ao GLOBO que são "legítimas, justas e republicanas" as demandas dos senadores aliados, como liberação de emendas e indicação para cargos, nas negociações para garantir votos em projetos importantes para o governo, como a aprovação da Emenda 29, que fixa gastos com a Saúde, e a DRU. A ministra admite que há "pedidos inadequados" e que esses não podem ser atendidos, como o de criação de um Tribunal Regional Federal em Minas.

Gerson Camarotti
gcamarotti@bsb.oglobo.com.br

Qual foi a estratégia para aprovar a DRU?

IDELI SALVATTI: Sei que há disputas internas nos partidos da base. Mas tento minimizar esses problemas internos para conseguir uma unidade. Até porque, quando os problemas têm relevância maior, o governo acaba tendo que negociar votações com a oposição. E é sempre melhor ter segurança dentro da base do que buscar entendimentos com a oposição.

Mas houve negociações com algumas bancadas, como as de Espírito Santo, Santa Catarina e Goiás, que queriam tirar a urgência do projeto que reduz ICMS para importação. Por que o governo negociou isso?

IDELI: A resolução 72 que trata disso é para evitar a guerra fiscal. Mas criou-se um impasse. A economia do Espírito Santo seria muito prejudicada neste momento. Para chegar a um acordo, vamos analisar a matéria sem regime de urgência. Foi uma negociação correta (com o Espírito Santo). Com isso, conseguimos votar a DRU.

Senadores de Minas Gerais pediram a instalação do TRF em Belo Horizonte. O senador Ivo Cassol (RO) queria controlar o setor de energia no estado. Como ficaram esses pleitos?

IDELI: Num processo como esse, existem demandas legítimas, justas e republicanas. E tem coisa que é impossível atender. A criação de um TRF é iniciativa do Judiciário. Não dá para negociar uma coisa dessas. É impossível. Tentamos resolver a votação da DRU na negociação política. Mas há pedidos que não são adequados.

Aumentou também a demanda por emendas de parlamentares nesses últimos dias...

IDELI: A média histórica dos últimos anos é uma liberação total de emendas parlamentares (individuais, de bancada e de comissão) entre 25% e 35% do aprovado. Até o momento, o governo empenhou 9,4% do total. Ou seja, o governo está absolutamente atrasado no atendimento legítimo dos parlamentares. Este Congresso correspondeu às necessidades do país nos temas importantes. E votou com um percentual muito baixo de emendas. Não há crime algum na liberação de emendas.

O governo negociou cargos?

IDELI: Pedir cargo também é legítimo. Mas depende da disponibilidade dos ministros. E, para alguns cargos, depende da decisão da presidente.

A presidente Dilma Rousseff resistia a negociar a votação da regulamentação da Emenda 29 antes da DRU. O que mudou?

IDELI: Haveria duplo desgaste para retirar a urgência da regulamentação da Emenda 29, já que depois teria que ser votada novamente. Mas a posição da presidente Dilma foi respeitada. Porque não se trocou a DRU pela Emenda 29. Não haverá o gasto de 10% com a Saúde por parte da União.

Seis meses de política externa sob Dilma

Autor(es): Pedro da Motta Veiga e Sandra Polónia Rios
O Estado de S. Paulo - 13/07/2011

As principais heranças deixadas pelos dois governos Lula para sua sucessora foram a projeção adquirida pelo Brasil nos foros econômicos multilaterais e o condicionamento da estratégia econômica externa a objetivos propriamente políticos.

As diferenças entre as histórias e personalidades dos presidentes Lula e Dilma Rousseff - e os impactos dessas diferenças sobre as percepções externas em relação aos dois - parecem suficientes para explicar o padrão de administração da herança de Lula, adotado pela nova presidente, no que se refere à projeção internacional alcançada pelo Brasil.

PALOCCI CAI E ENFRAQUECE DILMA COM APENAS 5 MESES DE GOVERNO

TODO-PODEROSO EM 2 GOVERNOS, PALOCCI CAI PELA SEGUNDA VEZ
Autor(es): agência o globo: Chico de Gois e Luiza Damé
O Globo - 08/06/2011

Após 24 dias de crise, Dilma escolhe Gleisi para a Casa Civil e procura articulador político

Apenas cinco meses após a posse, e depois de 24 dias de desgaste na maior crise política do governo Dilma Rousseff, Antonio Palocci perdeu ontem o posto de topo-poderoso chefe da Casa Civil, criando duas situações inéditas: foi duas vezes desalojado do cargo de ministro sob suspeição e o mais breve ocupante do cargo no Palácio do Planalto. Para seu lugar, a presidente Dilma escolheu a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), mulher do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo (PT-PR), também um fato inédito na República.

Dúvidas na política externa brasileira

Sergio Leo
Valor Econômico - 11/04/2011

É difícil falar com segurança que houve uma guinada sensível na política externa brasileira. A mudança de estilo é inegável: o gosto pelo improviso e aparições públicas de Luiz Inácio Lula da Silva deu lugar à dosagem homeopática de pronunciamentos da sucessora, Dilma Rousseff, o empenho elétrico em abrir frentes de ação nas esferas internacionais, puxado pelo ex-chanceler Celso Amorim, foi substituído pela ação discreta e comedida do novo ministro, Antonio Patriota, nas instâncias desbravadas pelo antecessor.

Houve, é claro, a nova ênfase em direitos humanos, provocada pessoalmente pela presidente ex-militante nos movimentos armados de esquerda durante a ditadura militar, presa e torturada pelos agentes de repressão política. A novidade traduziu-se em uma votação, na qual foi nomeado um relator para verificar possíveis abusos no Irã dos aiatolás. A determinação de Dilma levou o Itamaraty a uma reavaliação do modus operandi diplomático, que resistia a um engajamento brasileiro em condenações individualizadas e seletivas de países-problemas na comunidade internacional.

O papel de Mantega nos cem dias

Guido ganha o status de ministro mais poderoso
Autor(es): Raymundo Costa | De Brasília
Valor Econômico - 08/04/2011

Na atual geografia do poder, fica fora do Palácio do Planalto o gabinete do ministro mais influente dos primeiros cem dias do governo Dilma Rousseff: Guido Mantega. A fonte de seu poder reside na dificuldade de se distinguir onde termina o que Dilma pensa e onde começa o que quer o ministro. Em seu nome foram abertos os "créditos" ao governo - eventuais "faturas" também serão enviadas a seu endereço.

Na atual geografia do poder, fica fora do Palácio do Planalto o gabinete do ministro mais influente dos primeiros cem dias do governo Dilma. Para ser mais preciso, no quinto andar do quinto prédio contado a partir do Palácio, onde despacha o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Poucos são os que sabem distinguir onde termina o que Dilma pensa e começa o que acha e quer Guido Mantega. São coisas que se confundem e ajudam a explicar a fonte de seu poder. Mantega é o sujeito oculto e a face visível de alguns dos principais atos da administração federal, quando ela comemora o centésimo dia da nova governança. Em seu nome foram abertos os créditos do governo; a fatura também será enviada para seu endereço.

CONSTRUÇÃO DE BELO MONTE PROVOCA CRISE INTERNACIONAL

ALTA TENSÃO
Autor(es): agencia o globo :Eliane Oliveira e Mônica Tavares
O Globo - 06/04/2011

OEA pede ao governo para suspender licença de Belo Monte por risco a índios e irrita Dilma

As pressões contrárias à construção da usina de Belo Monte (PA) ultrapassaram as fronteiras e causaram um abalo inédito nas relações entre o Brasil e a Organização dos Estados Americanos (OEA). A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da instituição multilateral solicitou oficialmente ao governo brasileiro a suspensão do processo de licenciamento da hidrelétrica, sob o argumento de que as comunidades indígenas ainda não foram ouvidas. O teor da decisão irritou a presidente Dilma Rousseff, que determinou ao Itamaraty que redigisse uma nota "à altura", demonstrando "perplexidade". No comunicado, o Ministério das Relações Exteriores chamou de "precipitadas e injustificáveis" as recomendações da CIDH.

Anvisa proíbe uso, comercialização e importação do emagrecedor Dietrine

O Globo - 01/04/2011

Remédio, fabricado por empresa desconhecida, nunca teve registro

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a fabricação, a importação, a distribuição e o uso do emagrecedor Dietrine, que nunca teve registro junto ao órgão. O emagrecedor, segundo a Anvisa, é fabricado e importado por empresa desconhecida. A determinação foi publicada ontem, no Diário Oficial da União.

Para que um produto seja registrado como medicamento, é preciso que a Anvisa o aprove em relação à eficácia e à segurança. Não se sabe desde quando o Dietrine está sendo vendido no Brasil, e acredita-se que entre no país por meio de contrabando.

Brasil firma acordo de colaboração sanitária com a China

Autor(es): Lígia Formenti
O Estado de S. Paulo - 30/03/2011

O Brasil e a China firmaram um acordo de colaboração na área sanitária. Um dos objetivos do trato, estabelecido na semana passada, é melhorar a fiscalização da qualidade das substâncias importadas daquele país e usadas na fabricação de remédios pelo Brasil. O que é muita coisa: 80% dos insumos importados usados em remédios no País vêm da China.

A China, além de ser o maior fornecedor, é também o país campeão de reclamações. Das notificações recebidas pela Anvisa sobre insumos de medicamentos reprovados pelos fabricantes, 22% são relativas a produtos chineses. Em seguida estão produtos indianos, com 17%, e vindos dos EUA, com 6%.

Dos insumos chineses reprovados, 87% se referem a substâncias ativas dos remédios e 13%, a outros produtos usados na composição dos medicamentos.

CAE aprova mais dois nomes para o Cade

Autor(es): Juliano Basile | De Brasília
Valor Econômico - 30/03/2011

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, ontem, a indicação de mais dois integrantes do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e, com isso, completou o "plenário de doutores" do órgão antitruste que será responsável por decidir as principais fusões e aquisições do país. Falta apenas a aprovação dos nomes no plenário - votação que foi adiada por causa da morte de José Alencar, vice-presidente da República entre 2003 e 2010.

Os dois aprovados - o advogado Marcos Paulo Veríssimo e o economista Elvino de Carvalho Mendonça - são professores e doutores pela USP e pela UnB. Eles vão fazer parte de um plenário composto de sete integrantes, no qual todos têm doutorado e atuação universitária.

Resultados da visita de Obama

Autor(es): Rubens Barbosa
O Estado de S. Paulo - 29/03/2011

Pelas perspectivas que promete abrir no médio e no longo prazos, a recente visita do presidente Barack Obama ao Brasil, embora no contexto das incertezas e instabilidades globais, poderá ser um marco no relacionamento Brasil-EUA.

Essas relações apresentam três desafios a serem enfrentados e superados para que os entendimentos se possam desenvolver de maneira pragmática e positiva: de que forma conectar interesses comuns, como modificar as percepções de Washington em relação ao Brasil e como definir o que o nosso país quer da relação com os EUA.

Aécio vê perdas para Minas e reage

Autor(es): Caio Junqueira | De Brasília
Valor Econômico - 25/03/2011

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), articulam uma reação política a duas decisões do governo federal que resultou em perdas para o Estado e benefícios para potenciais adversários políticos no futuro: os governadores de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e da Bahia, Jaques Wagner (PT).

Aécio e Anastasia querem se articular com o ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e empresários do Estado para pressionar a Petrobras a recuar da decisão de sustar o plano de construção de uma planta industrial para produção de ácido acrílico num projeto de ampliação da refinaria Gabriel Passos em Betim e Ibirité.

Receita revoga portaria sobre quebra de sigilo

Autor(es): agencia o globo: Martha Beck
O Globo - 24/03/2011

MP com maior punição perdeu validade; órgão estuda enviar novo texto

BRASÍLIA. Diante da perda de validade da Medida Provisória 507 - que fixava punições mais severas para a quebra de sigilo fiscal -, a Receita Federal foi obrigada a revogar ontem a portaria 2.166, que disciplinava a medida, e agora estuda como retomar o assunto. Uma possibilidade é enviar ao Congresso uma nova MP ou um projeto de lei nos mesmos termos da medida que foi derrubada.

No comércio, apelo brasileiro ainda sem resposta

Autor(es): agência o globo: Eliane Oliveira, Gerson Camarotti e Regina Alvarez
O Globo - 21/03/2011

Para governo e empresários, mau momento de Obama nos EUA limita avanços na redução de barreiras tarifárias

BRASÍLIA. A debilidade política do presidente Barack Obama nos Estados Unidos limitou os avanços na agenda econômico-comercial durante a visita oficial ao Brasil, avaliam governo, analistas e empresários brasileiros. Sem forças para aprovar no Congresso americano projetos como a reforma do sistema de saúde e o Orçamento, Obama não deu sinais de nenhum avanço concreto sobre demandas centrais endereçadas pela presidente Dilma Rousseff: redução de barreiras comerciais a produtos brasileiros e mudança de orientação nas ações que visam à recuperação dos EUA, cujo efeito colateral é a diminuição da competitividade brasileira.

Em busca do livre comércio

Autor(es): Rosana Hessel e Ivan Iunes
Correio Braziliense - 20/03/2011

A VISITA DE OBAMA

Dilma Rousseff e Barack Obama defendem a redução das barreiras e o aumento dos investimentos, mas câmbio é problema

Os presidentes Dilma Rousseff e Barack Obama mandaram mensagens parecidas sobre a necessidade de derrubar barreiras comerciais e estimular investimentos entre os dois países aos empresários convidados para o almoço realizado ontem no Palácio do Itamaraty. “Os Estados Unidos e o Brasil perseguem, juntos, a conclusão bem-sucedida da Rodada Doha, da OMC (Organização Mundial de Comércio), com regras de comércio mais transparentes e mais justas”, disse Dilma. “No comércio bilateral, estou certa de que é mútuo o interesse de promover a geração de fluxos mais equilibrados, tanto em termos quantitativos como qualitativos.”

Com Obama, Brasil espera nova relação comercial com os EUA

"Estamos em outro patamar e sabemos que eles têm muitos interesses aqui"
Autor(es): Vivian Oswald
O Globo - 20/03/2011

BRASÍLIA. A passagem do presidente Barack Obama pelo Brasil deve lançar as bases para um novo relacionamento comercial entre os dois países. Ao GLOBO, o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Alessandro Teixeira, disse que foi a primeira vez que os comandos de Brasil e Estados Unidos se encontraram "olho no olho".

- Estamos em outro patamar e sabemos que eles têm muitos interesses no Brasil, sobretudo no que diz respeito à Copa, aos jogos olímpicos e ao pré-sal. Queremos saber o que vão nos oferecer em troca - disse.

Dilma cobra de Obama fim de barreiras comerciais

Autor(es): Tânia Monteiro e Denise Chrispim Marin
O Estado de S. Paulo - 20/03/2011

No primeiro dia de visita, presidente americano ouve pedidos de ‘relação comercial mais justa’ com Brasil

Em nome da “franqueza” e para construir “relação de maior profundidade”, a presidente Dilma Rousseff disse ao presidente dos EUA, Barack Obama, que uma relação comercial mais justa exige “que sejam rompidas as barreiras que se erguem contra nossos produtos”. Ao lado do americano em seu primeiro dia de visita ao Brasil, Dilma citou “etanol, carne bovina, algodão, suco de laranja e aço”. Dilma lembrou que estavam juntos a primeira mulher presidente do Brasil e o primeiro “afrodescendente” presidente dos EUA. Ela reivindicou a inclusão do País como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, com o argumento de que “um mundo mais multilateral produzirá benefícios para a paz entre os povos”. Já Obama disse que os EUA pretendem ser “grandes clientes” do petróleo brasileiro.

Interpretação equivocada

Autor(es): Luiz Carlos Azedo
Correio Braziliense - 19/03/2011

a Visita de obama

Embora o presidente norte-americano represente uma renovação da política daquele país, o governo brasileiro ainda o vê como ator do velho mericanismo e perde a chance, durante a visita deste fim de semana, de entrar em sintonia com o chefe de estado dos EUA

O Brasil está desperdiçando a oportunidade de dar uma dimensão política renovadora à visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tratada com exagerado pragmatismo econômico pelo governo Dilma, avalia o cientista político Luiz Werneck Vianna, autor do livro A revolução passiva. Iberismo e americanismo no Brasil (Editora Revan, 1997). Segundo o professor da PUC-Rio, a abstenção do Brasil na votação do Conselho de Segurança da ONU que aprovou sanções contra a Líbia, na quinta-feira, foi um sinal de falta de sintonia política entre os dois países. “O que está acontecendo no mundo árabe tem alcance universal e ultrapassa a ótica do petróleo”, destaca.

Para Werneck, o papel de Obama para a renovação da política norte-americana não está sendo valorizado pelo governo brasileiro, que ainda o vê como um ator do velho “americanismo” hegemonista. Sua visita poderia ter outro significado. Na questão da Líbia, por exemplo, o Brasil perdeu uma oportunidade de afirmar uma posição clara a favor da democratização do mundo árabe e, ao mesmo tempo, entrar em sintonia política com Obama. “Nossa posição é marcada pelo pragmatismo, a eleição de Obama não foi pouca coisa e o reposicionamento dos Estados Unidos na política internacional está dado desde o seu discurso no Cairo”, avalia Werneck.

Argentina de olho na visita de Obama ao Brasil

Autor(es): agência o globo: Janaína Figueiredo
O Globo - 18/03/2011

Jornais comentam que presidente será recebido como "herói".

BUENOS AIRES. A visita do presidente Barack Obama está sendo acompanhada pelos meios de comunicação argentinos e pela Casa Rosada. Ontem, o jornal "La Nación" publicou um artigo do analista político Carlos Pagni intitulado "Brasil recebe Obama como herói".

Para o analista, Obama será tratado como uma estrela de rock e sua visita, similar a de um papa. "As paredes do Rio de Janeiro já estão cobertas de cartazes com o rosto do líder democrata, a silhueta do Corcovado e o Pão de Açúcar". Segundo o diário, a visita de Obama será uma prolongação do carnaval: "O presidente dos EUA, apresentado como uma estrela pop, repetirá o trajeto de outras celebridades: uma foto sob o Cristo Redentor e um tour por alguma favela mais ou menos apresentável, onde lhe receberão com batucadas e apresentações de capoeira".

"Agora entende-se porque era necessário excluir a Argentina (onde há forte sentimento contra os EUA). Se tem uma coisa que Obama não precisa neste momento é que o fustiguem ou lhe deem lições sobre como o mundo funciona, experiências às quais sempre estão expostos os interlocutores de Cristina Kirchner", diz o analista.

'De igual para igual'

Autor(es): agência o globo: Eliane Oliveira e Demétrio Weber
O Globo - 18/03/2011

Patriota diz que Brasil mudou e quer ter novo tratamento por parte dos EUA.

O Ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse ontem que o Brasil quer ser tratado "de igual para igual" pelos Estados Unidos. Ele enfatizou que a conjuntura mundial é outra, assim como o peso do Brasil no cenário internacional, o que só reforça a expectativa do governo brasileiro de receber novo tratamento da Casa Branca a partir da visita do presidente Barack Obama, amanhã e domingo.