Mostrando postagens com marcador OMC. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador OMC. Mostrar todas as postagens

Brasil leva a Davos projeto de 'refundação' da OMC

Data de publicação:21/01/2019

O governo brasileiro prepara um projeto para acelerar o processo de reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC) e tentar acomodar os interesses de exportadores de produtos agrícolas e as exigências do governo de Donald Trump. Diplomatas brasileiros e estrangeiros ouvidos pelo 'Estado' querem que o Fórum Econômico Mundial, que começa hoje em Davos, na Suíça, seja transformado no palco do início da refundação da OMC, ameaçada de ser marginalizada pelo governo americano.

A OMC passou a ser alvo de um questionamento direto do governo americano, que a acusa de ser insuficiente para frear a expansão comercial da China. Numa tentativa de evitar o esvaziamento da entidade, a UE se apressou em apresentar propostas em um debate com americanos, canadenses e japoneses.

Fonte:O Estado de S.Paulo

Conselho da Camex aprova estudo para questionar a China na OMC

Decisão unânime se deve à aplicação de salvaguardas à importação de açúcar e a procedimento antidumping relacionado à exportação de carnes de aves do Brasil

O Conselho de Ministros da Camex aprovou, por unanimidade, a elaboração de estudos para avaliação de existência de solidez jurídica para abertura de questionamentos na Organização Mundial do Comércio (OMC) quanto à aplicação pelo governo chinês de medidas de salvaguarda a importações de açúcar e de antidumping aplicada a exportações brasileiras de carne de aves.

O governo chinês implementou medidas de salvaguarda às importações de açúcar em maio de 2017, no formato de sobretaxa ao imposto de importação de 40%, o que resulta em uma alíquota de 90%. A medida impactou as exportações brasileiras do produto àquele mercado, que era destino de 10% das vendas externas do produto (2011- 2016). As exportações brasileiras para a China caíram 86% de 2016 a 2017, de 2,5 milhões de toneladas para 334 mil toneladas. O principal país afetado foi o Brasil, fornecedor de 62% das importações chinesas de açúcar. Avaliações preliminares apontam para a existência de fortes indícios de violação das obrigações daquele país junto à OMC.

Em 9 de junho, a China iniciou a aplicação de medida antidumping provisória às exportações brasileiras de frango. A medida varia de 18,8% a 38,4% sobre o valor das importações, a depender da empresa e abrange frango in natura, inteiro ou em partes, resfriado ou congelado. Ao longo de investigações iniciadas em agosto do ano passado, foram feitas diversas manifestações junto àquele governo e indicadas fragilidades encontradas no processo.

Atualmente, a China é destino de 10% das exportações brasileiras de frango (equivalentes a USD 800 milhões/ano).

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

OMC registra aumento das restrições ao comércio nos países do G20

A Organização Mundial do Comércio (OMC) registrou 39 novas medidas de restrição ao comércio aplicadas por países integrantes do G20 (grupo das 20 maiores economias mundiais), de 16 de outubro de 2017 a 15 de maio deste ano. Isso representa uma média de seis decisões restritivas por mês, segundo a avaliação periódica que a OMC faz das barreiras comerciais dos países do G20.

"A tendência mais preocupante durante esse período é o aumento das medidas restritivas do comércio que apareceram em um momento de crescentes tensões comerciais. A comunidade internacional deveria estar preocupada", ressalta o relatório.

As restrições incluem aumento de tarifas, procedimentos de alfândega mais limitativos e impostos e taxas sobre importações.

As 20 economias mais industrializadas ou emergentes que constituem o G20 também aplicaram no período observado 47 medidas com o objetivo de facilitar o comércio, entre as quais a eliminação ou redução de tarifas, simplificação de procedimentos alfandegários e redução das taxas de importação.

O número médio de disposições de facilitação do comércio foi estabelecido em sete por mês, frente às seis registradas na avaliação anterior.

A cobertura estimada das medidas de facilitação do comércio (US$ 82,7 bilhões) é maior que a das restritivas (US$ 74,1 bilhões), destacta o documento.

No entanto, a cobertura estimada das medidas restritivas à importação é mais de uma vez e meia maior que no mesmo período entre 2016 e 2017.

Quanto ao início de investigações de remédios comerciais, esta continua sendo a medida mais frequentemente aplicada pelo G20, já que representa 49% de todas as implementadas entre meados de outubro e meados de maio.

A cobertura das iniciações de remédios comerciais teve um "aumento significativo" nos dois últimos relatórios, dado que se situou em US$ 52,3 bilhões, enquanto a de terminação dos mesmos foi estimada em US$ 6,2 bilhões.

"Em uma conjuntura na qual a economia global está finalmente começando a gerar crescimento econômico sustentado após a crise financeira mundial, a incerteza criada pela proliferação de ações restritivas do comércio poderia colocar em risco a recuperação", adverte o texto.

A OMC acrescenta que "o sistema multilateral do comércio foi construído para resolver os problemas. No entanto, o aumento das medidas restritivas poderia acarretar riscos para o próprio sistema".

Por isso, o relatório recomenda aos membros do G20 que façam tudo o que for necessário para desativar a situação e promover a recuperação comercial.

Fonte: Agência Brasil

Camex autoriza início de tratativas para abertura de contencioso na OMC

Os ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex) autorizaram por unanimidade o início das tratativas de abertura de contencioso junto à Organização Mundial do Comércio (OMC) contestando barreiras impostas pela União Europeia à carne de frango brasileira. A proposta foi encaminhada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) depois que o bloco econômico decidiu embargar exportações alegando a presença de salmonella no produto.

“A comunidade européia argumenta com uma questão sanitária, mas se os frigoríficos brasileiros pagarem uma tarifa de 1.024 euros por tonelada e mandarem tudo como carne in natura, o produto entra na UE sem problemas sanitários”, informou o ministro Blairo Maggi. “Então não é uma questão de saúde. E é isso que nós vamos reclamar na OMC”, explicou. Pagando a tarifa extra-cota, as exigências sanitárias quanto a salmonellas são reduzidas de 2600 tipos da bactéria para dois.

O ministro Blairo Maggi encontrou-se antes da reunião da Camex com os ministros de Relações Exteriores, Aloysio Nunes, e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge, para esclarecer os problemas enfrentados com a UE.

Cota tarifária

A UE impõe critérios microbiológicos diferentes para detecção e controle de Salmonella para carnes de aves in natura sem sal e carnes de aves in natura com sal. O critério aplicado à carne de aves sem sal restringe-se à detecção de apenas dois tipos de bactéria (S. Enteritidis e S. Typhimurium). Nas carnes de aves salgada e temperada (cruas), o critério é de detecção de Salmonella spp (qualquer um dos mais de 2.500 tipos da bactéria).

Em função da semelhança existente entre os dois produtos de carne de aves (não submetidas a nenhum processo de preservação além do resfriamento ou o congelamento), o Mapa entende que a adoção de critérios tão distintos constitui barreira sanitária às importações e à comercialização, sobretudo em virtude da falta de comprovação ou evidência científica que sustente o tratamento diferenciado.

Resolução de controvérsias

A abertura de um painel acionando o Sistema de resolução de controvérsias na OMC proposto pelo Mapa visa fazer com que prevaleçam segurança e previsibilidade no sistema multilateral de comércio.

A Camex é integrada pelos ministros: chefe da Casa Civil da Presidência da República, que o preside; da Indústria, Comércio Exterior e Serviços; das Relações Exteriores; da Fazenda; dos Transportes, Portos e Aviação Civil; da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão; e chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Mercosul

Ainda na reunião desta quarta-feira (25.04) o Conselho de Ministro da Camex aprovou a criação de Grupo de Trabalho para harmonizar critérios de avaliação de risco de insumos agropecuários utilizados no Mercosul. A medida visa promover a competitividade do agronegócio na região, com base na harmonização de procedimentos regulatórios.

O grupo abordará questões referentes aos custos de insumos agrícolas, como agroquímicos, máquinas, equipamentos agrícolas e peças. A facilitação do comércio na região é o objetivo principal do grupo de trabalho.
A secretaria executiva da Camex delegou a coordenação do GT ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A primeira reunião deverá ser convocada ainda nesta semana.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

OMC prevê mais um ano de comércio mundial fraco

Data: 08/04/2016
VALOR ECONÔMICO -SP
Assis Moreira | De Genebra

Veja a matéria no site de origem

A Organização Mundial do Comércio (OMC) prevê que o ritmo de expansão das importações dos países ricos deve diminuir, e na América Latina continuará havendo contração. Isso fará o comércio mundial crescer de forma "decepcionante" pelo quinto ano seguido, abaixo de 3% em volume.

As trocas globais sofreram perda de US$ 2,5 trilhões em valor em 2015, com a flutuação do câmbio e a queda nos preços das commodities. O valor total do comércio de mercadorias, em dólar, caiu 13%, ficando em US$ 16,5 trilhões. A perda em volume já foi maior, cerca de 20%, no auge da crise global.

Em volume (ajustado pela inflação e câmbio entre os países), as trocas globais crescem, mas em ritmo menor. Como o Valor antecipou, a OMC prevê para 2016 crescimento de só 2,8% nas trocas globais em volume, ante a projeção anterior de 4,5%. Em 2015, essa taxa de expansão foi de 2,8%.

Para o diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo, a volatilidade dos mercados financeiros erodiu a confiança das empresas e dos consumidores e pode ter contribuído para a redução da demanda mundial de certos bens duráveis.

As importações dos países desenvolvidos devem crescer a um ritmo menor, de 3,3%, ante alta de 4,5% em 2015. Persiste inquietação com as Américas do Sul e Central, afetadas pela recessão no Brasil: a expectativa é de queda de 4,5% nas importações da região, após queda de 5,8% em volume em 2015.

Em 2015, a OMC sugeria que os exportadores deveriam tentar ampliar vendas nos EUA e na Europa. Agora, a recomendação é para insistir com a Ásia. As importações voltaram a aumentar na região, inclusive na China, desde o fim do ano, e os temores de uma desaceleração brutal chinesa diminuíram.

Com isso, espera-se moderação na valorização do dólar e ligeira retomada dos preços de matérias-primas, mas nada significativo.

A OMC rebaixou suas projeções, mas avisa que é possível que haja tanto mais queda como maior recuperação. De um lado, persistem os riscos de uma desaceleração maior da economia da China, caso a volatilidade dos mercados financeiros se agrave e os países já muito endividados enfrentem fortes flutuações das taxa de câmbio.

Mas a entidade aponta ainda potencial de alta das exportações e importações, se o estímulo de liquidez dado pelo Banco Central Europeu (BCE), com taxa de juro negativa, conseguir reforçar o crescimento na zona do euro.

Em 2016, o comércio global deve crescer no mesmo ritmo do PIB mundial, e não o dobro, como foi no passado. Um período tão longo e ininterrupto de crescimento fraco do comércio é sem precedentes, e a OMC alerta que não se deve subestimar sua importância.

UE questiona Brasil sobre impostos de carros importados na OMC

RedacaoT1

União Europeia cita alta do IPI de importados e programa Inovar-Auto. Processo também inclui outros produtos, como computadores e celulares.

Com o Inovar-Auto, BMW anunciou que vai produzir carros no Brasil (Foto: Divulgação)

A União Europeia (UE) comunicou nesta quinta-feira (19) que entrou com processo na Organização Mundial do Comércio (OMC) questionando os impostos brasileiros sobre importações de produtos, que vão de carros a computadores. No entanto, a organização declara que a disputa não deve ter qualquer influência sobre delicadas negociações de livre comércio.

Barreiras sanitárias, atalho para medidas protecionistas

Autor(es): Tarso Veloso
Fonte: Valor Econômico - 16/12/2013

SÃO PAULO – A utilização crescente de barreiras sanitárias e fitossanitárias no comércio de commodities tem se transformado em um atalho para omitir os reais interesses de governos: a proteção da produção nacional. O aumento desta tendência continua a ser apontada por especialistas e motiva conversações em reuniões da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Especialistas ouvidos pelo Valor afirmam que a tendência deverá crescer nos próximos anos no comércio internacional. De acordo com o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, essa tendência não é nova e afeta especialmente países com poucos acordos bilaterais. “Para escapar das restrições protecionistas impostas pela OMC, esse expediente tem sido usado para evitar prejudicar as produções internas de alguns países”, afirmou ele.

Ainda é pouco

Autor(es): Celso Ming
Fonte: O Estado de S.Paulo - 10/12/2013

Não há quem não aplauda o primeiro acordo de comércio exterior em 18 anos no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), obtido no último fim de semana.

Foi, também, a primeira vitória pessoal do atual gerente-geral, o embaixador brasileiro Roberto Azevêdo, apenas três meses após ser empossado no cargo, o que também reúne forças para os próximos passos que se destinam a retomar as negociações da Rodada Doha, paradas desde 2008.

O acordo de Bali

Editorial Gazeta do Povo - PR
Gazeta do Povo - PR - 10/12/2013

As negociações tiveram vários lances difíceis, e um personagem sai fortalecido dessa rodada: o brasileiro Roberto Azevedo, diretor-geral da OMC

A globalização é destacada por sua capacidade de transformar o planeta Terra em um mercado único, uma verdadeira “aldeia global”, expressão cunhada por Herbert Marshall McLuhan para dizer que as novas tecnologias de comunicação encurtariam distâncias e, ao lado do progresso tecnológico, transformariam o mundo numa espécie de país único. Ao se intensificar nos últimos 30 anos, a globalização ampliou o movimento de mercadorias, de pessoas, de capitais e de tecnologias entre os países.

O Brasil e o sucesso da OMC

Editorial o Estadão
O Estado de S.Paulo - 10/12

O governo brasileiro tem motivos especiais para festejar o sucesso da conferência ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Bali, na Indonésia. O acordo entre os 159 participantes deu novo fôlego à maior negociação comercial da história, a Rodada Doha, reforçou o prestígio da OMC e foi a primeira vitória do novo diretor-geral da entidade, o brasileiro Roberto Azevêdo. Ruim para todos, o fracasso teria sido um desastre para o Brasil, porque seria mais uma derrota do sistema multilateral. Há dez anos a diplomacia petista pôs de lado os acordos com os países mais desenvolvidos, adotou uma política terceiro-mundista e subordinou a estratégia brasileira a um Mercosul cada vez mais emperrado pelo protecionismo argentino. Ao mesmo tempo, manteve a bandeira do multilateralismo, enquanto no resto do mundo se multiplicavam acordos bilaterais e inter-regionais.

Embora modesto em termos materiais, o pacote de Bali renova as possibilidades do multilateralismo. Mas novos avanços serão trabalhosos e acordos parciais continuarão sendo construídos. Em alguns casos, esses acordos poderão criar referências para a negociação mais ampla. Isso poderá ocorrer, por exemplo, na área de serviços, a partir de entendimentos entre várias grandes economias, incluídas a americana e a chinesa.

Países se concentram na redução de obstáculos aduaneiros

21/11/2013 - Valor Econômico
 
Países na Organização Mundial do Comércio (OMC) convergem para um entendimento na área agrícola e agora vão se concentrar em medidas para facilitação de comércio, na expectativa de fecharem um modesto acordo em Bali, dentro de duas semanas.

Na nova fase, os Estados Unidos dão ênfase a uma regra obrigatória para desembaraço de remessas expressas, ou passagem mais rápida possível na aduana. A regra foi apelidada de "provisão Fedex". Washington diz que, se não obtiver isso, não tem acordo. Na verdade, entre o que os EUA queriam, e o que está na mesa, as mudanças foram muitas.

OMC e o salve-se quem puder

EDITORIAL CORREIO BRAZILIENSE
CORREIO BRAZILIENSE - 11/09

A lei deve valer igualmente para todos no país em que foi democraticamente instituída. Sem isso, a tendência é a barbárie, o predomínio do mais forte ou do mais desonesto. Não é diferente para as regras de convivência acordadas entre países, seja para evitar abusos no campo militar, seja para conter medidas protecionistas no campo do comércio internacional.

Mas a realidade tem mostrado o quanto é difícil manter equilibradas essas relações nos períodos de crise. Depois de alguns anos de prosperidade quase generalizada, em que o mundo do comércio caminhava para um acordo que entraria para a história da civilidade, a crise financeira que eclodiu em setembro de 2008 jogou tudo por terra. Fez aflorar a fúria protecionista de competidores envolvidos na tentativa desesperada de blindar seus mercados, garantir o funcionamento de suas economias e perder o menor número possível de empregos.

Indústria brasileira espera que Azevêdo mude regras de comércio internacional

Autor(es): Carolina Gonçalves
Agência Brasil - 30/08/2013

Brasília – Com a promessa de buscar novos caminhos para o comércio internacional, a posse de Roberto Azevêdo, que assume a diretoria-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), no próximo dia 9, é aguardada com expectativa pela indústria brasileira. O setor espera que Azevêdo promova mudanças no regime de comércio mundial capazes de facilitar regras, reduzir taxas e agilizar o desembaraço de mercadorias.

Em uma nota divulgada hoje (30), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) destacou que Azevêdo trará estímulos e novas oportunidades para os negócios e garantiu que o otimismo não tem relação com o fato do novo diretor ser brasileiro. As indústrias nacionais acreditam que o novo dirigente da OMC buscará o acordo de modernização dos procedimentos aduaneiros e o fim de entraves burocráticos.

Às vésperas de tomar posse na OMC, Azevêdo define nomeações de sua equipe

Autor(es): Renata Giraldi*
Agência Brasil - 29/08/2013


Brasília - Eleito há três meses, o novo diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Cavalho de Azevêdo, toma posse na segunda-feira (1º). Ele já nomeou praticamente toda a equipe. O brasileiro escolheu especialistas de distintas nacionalidades – portuguesa, australiana, francesa, sul-coreana e brasileira. Os principais desafios da equipe são relançar a liberalização do comércio mundial e reforçar os pactos multilaterais de comércio.

Azevêdo substitui o francês Pascal Lamy, que ficou oito anos no cargo. Com 55 anos, o embaixador brasileiro trabalha com assuntos econômicos e comerciais há mais de 20 anos. De 2005 a 2006, ele comandou a delegação brasileira nas negociações da Ronda Doha da OMC, que atua na liberalização de mercados e foi embaixador permanente do Brasil na entidade, a partir de 2008.

China reclama de excesso de medidas antidumping contra seus produtos

De Genebra - A China, maior parceiro comercial do Brasil, questionou o país sobre a existência, ou não, de orientação especial para impor, com tanta frequência, sobretaxas contra seus produtos e pediu para o governo brasileiro reconhecer, na prática, Pequim como economia de mercado.

Atualmente, 35% das medidas antidumping no Brasil atingem importações originárias da China. E a queixa chinesa no exame da política comercial brasileira, encerrado ontem na Organização Mundial do Comércio (OMC), pode aumentar. No segundo semestre, o país concluirá investigações que levarão a mais sobretaxas, atingindo também mais produtos chineses.

Em plenário, a China fez elogios ao Brasil durante o exame. Mas foi também, discretamente, o parceiro que mais inundou o país de questionamentos por escrito, com 99 perguntas, comparado a 57 dos EUA e 98 da União Europeia, conforme o Valor apurou nas 331 páginas de respostas brasileiras aos parceiros.

Pequim reclamou que o Brasil oficialmente reconhece a China como economia de mercado, mas que, na prática, continua aplicando medidas antidumping e abrindo investigações baseadas em preço alternativo de terceiros países - o que eleva a margem de dumping. Segundo os chineses, isso dificulta ainda mais a defesa de suas empresas, que diz serem submetidas a tratamento injusto.

Azevêdo pede combate a protecionismo

Autor(es): Por Assis Moreira | De Genebra
Valor Econômico - 09/05/2013

Em sua primeira entrevista como diretor-geral eleito da Organização Mundial do Comércio (OMC), o brasileiro Roberto Azevêdo incorporou o papel de xerife do mercado global, conclamando por combate ao protecionismo. Ao mesmo tempo, alertou para o risco de fragmentação dos mercados até o ponto em que seja insustentável o sistema multilateral de comércio. E sem harmonização das regras comerciais, uma das consequências seria o encarecimento dos negócios.
Em respostas a dezenas de jornalistas espremidos na sala de reuniões da missão brasileira em Genebra, Azevêdo observou que a tarefa número 1 da OMC é promover a liberalização comercial. E que é preciso enfrentar as tendências protecionistas que continuam emergindo desde 2008, quando explodiu a crise econômica global.
O tom da mensagem chamou mais atenção pelo fato de o Brasil ser um dos países mais acusados de adotar barreiras, e essa política restritiva foi vinculada à sua candidatura para tentar tomar seus votos. "O protecionismo não é um fenômeno localizado em um ou três países, está se alastrando pelo mundo inteiro e devemos combatê-lo", afirmou, ao ser perguntado sobre a situação brasileira.

OMC: Azevêdo diz que sua eleição representa a força da América Latina

Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil
Brasília – Na primeira entrevista coletiva como diretor-geral eleito da Organização Mundial do Comércio (OMC), o embaixador brasileiro Roberto Carvalho de Azevêdo, disse ontem (8) que sua vitória representa o crescimento da participação da América Latina no comércio internacional e nas negociações multilaterais. Primeiro brasileiro e latino-americano no comando do órgão, Azevêdo acrescentou que sua preocupação é com a “paralisia” da OMC. Ele se referiu indiretamente à estagnação na Rodada Doha, sobre a liberalização de mercados.
“[A América Latina] é uma região cada vez mais influente no comércio mundial, cada vez mais ativa nas negociações e acredito que, simplesmente, [a nomeação] é uma consequência natural desta crescente participação no comércio e nas negociações”, disse Azevêdo. “Não se trata do que o sistema [multilateral de comércio] tem dado à América Latina, mas sim do que a América Latina tem dado ao sistema.”

Brasil é criticado por protecionismo

Autor(es): Eliane Oliveira
O Globo - 08/05/2013

BRASÍLIA Enquanto o Brasil é chamado de protecionista pelas nações desenvolvidas, principalmente Estados Unidos, Europa Ocidental, Japão e Coreia do Sul, o candidato brasileiro eleito diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, terá como incumbência lutar pela liberalização comercial no mundo. Curiosamente, coube a Azevêdo, como embaixador do país na OMC, provar aos parceiros que os incentivos dados às indústrias nacionais, incluindo redução de tributos e aumento das restrições aos importados, não ferem as regras internacionais.
Até agora, os argumentos apresentados por Azevêdo e outros integrantes do governo brasileiro têm convencido os árbitros do organismo. Tanto é assim que, desde o início das medidas protecionistas tomadas pelo Brasil, há cinco anos, o que existem são apenas questionamentos que não se transformaram em ações movidas por outros países na OMC.

Especialistas em comércio exterior apostam em avanços da Rodada Doha, com Roberto Azevêdo na OMC

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – A eleição do embaixador brasileiro Roberto Azevêdo para o cargo de diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) poderá fazer com que algumas questões que travam a Rodada Doha possam avançar. A avaliação é do presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. “É a oportunidade que nós temos de fazer com que alguns assuntos que estão travados no mercado internacional possam movimentar um pouquinho, pela competência dele, pela experiência”, disse.
O presidente da AEB admitiu, no entanto, que Roberto Azevêdo encontrará dificuldades para conseguir esse avanço, tendo em vista que o mundo econômico passa por um período de retração, claramente protecionista. “Com Roberto, a gente tem uma luzinha de possibilidade de alguma coisa avançar. Ele tem muita capacidade de buscar uma solução de expansão do comércio. Acho que a escolha foi ótima, sob todos os aspectos”, ressaltou.

Brasileiro vence disputa e será diretor-geral da OMC


Foto: DivulgaçãoRoberto Azevêdo, diplomata brasileiro de 55 anos, ganhou disputa contra o mexicano Hermínio Blanco e será o próximo diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), a partir de setembro. As informações são do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), mas o anúncio oficial será feito pela OMC, responsável por conduzir as rodadas que visam a liberalização do comércio mundial, nesta quarta-feira.
Na época em que o nome do diplomata foi lançado, uma nota foi divulgada pelo Itamaraty, afirmando que "a candidatura brasileira representa a importância atribuída pelo país ao fortalecimento da OMC e procura contribuir para o progresso institucional da Organização e para o desenvolvimento econômico e social mundial".
Esta é a primeira vez que um brasileiro é escolhido para comandar a organização. Azevêdo está no Itamaraty desde 1983.
Fonte: SRZD