Autor(es): Assis Moreira | De Genebra
Valor Econômico - 18/04/2011
A União Europeia (UE) planeja cancelar a preferência tarifária que concede a exportações do Brasil e de outros emergentes, pelo Sistema Geral de Preferências (SGP), medida que deverá afetar a competitividade de manufaturados brasileiros no mercado europeu. O comissário europeu de Comércio, Karel de Gutch, proporá em maio a revisão desse mecanismo pelo qual a UE elimina ou reduz, unilateralmente, as tarifas sobre produtos exportados por países em desenvolvimento para o mercado comunitário. O objetivo da reforma "será focar os benefícios naqueles que realmente precisam disso" - ou seja, as nações mais pobres.
Wilson Sons aposta no setor de petróleo
Autor(es): Francisco Góes | Do Rio
Valor Econômico - 18/04/2011
A prestação de serviços para a indústria de petróleo e gás vai ganhar força nos negócios da Wilson, Sons, um dos maiores operadores integrados de logística portuária, marítima e terrestre do mercado brasileiro. Em 2011 e 2012, a empresa planeja investir mais de US$ 400 milhões para sustentar estratégia de crescimento apoiada, em boa parte, no segmento de óleo e gás. Serão aplicados US$ 200 milhões este ano, valor recorde, nas diferentes atividades desenvolvidas pela empresa, e cifra semelhante está prevista para o ano que vem.
Valor Econômico - 18/04/2011
A prestação de serviços para a indústria de petróleo e gás vai ganhar força nos negócios da Wilson, Sons, um dos maiores operadores integrados de logística portuária, marítima e terrestre do mercado brasileiro. Em 2011 e 2012, a empresa planeja investir mais de US$ 400 milhões para sustentar estratégia de crescimento apoiada, em boa parte, no segmento de óleo e gás. Serão aplicados US$ 200 milhões este ano, valor recorde, nas diferentes atividades desenvolvidas pela empresa, e cifra semelhante está prevista para o ano que vem.
Alta de tributos eleva caixa do governo em R$16,3 bi
Autor(es): agência o globo: Martha Beck
O Globo - 18/04/2011
BRASÍLIA. A equipe econômica vai contar com um reforço de caixa de, pelo menos, R$16,3 bilhões decorrente de aumentos de tributos para cumprir sua meta fiscal de 2011. A maior parte é fruto de medidas para desacelerar a inflação e conter a entrada de dólares no país, o que teve até agora efeito limitado. O valor representa 13,8% dos R$117,9 bilhões que o governo se comprometeu a economizar para pagar juros da dívida pública (o chamado superávit primário) este ano.
Além de elevar a carga tributária de bebidas frias, o que resultará num ganho de R$948 milhões para o Tesouro, o governo vem subindo o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) - somente este ano já foram quatro aumentos - para tentar conter o consumo e o derretimento do dólar.
Segundo dados da Receita Federal, a alta do IOF para as compras com cartão de crédito de pessoas físicas no exterior, por exemplo, deve dar uma arrecadação adicional de R$802 milhões. Já o IOF mais alto para investimentos estrangeiros em renda fixa renderá R$4,5 bilhões. A ação mais recente da equipe econômica - subir o imposto para operações de crédito de pessoas físicas - deve render R$10 bilhões em 2011, segundo cálculos do economista Felipe Salto, da consultoria Tendências:
- O governo está unindo o útil ao agradável. As mudanças são ainda uma forma de garantir o cumprimento da meta de superávit primário cheia em 2011 e uma tentativa de mostrar austeridade ao mercado.
O Globo - 18/04/2011
BRASÍLIA. A equipe econômica vai contar com um reforço de caixa de, pelo menos, R$16,3 bilhões decorrente de aumentos de tributos para cumprir sua meta fiscal de 2011. A maior parte é fruto de medidas para desacelerar a inflação e conter a entrada de dólares no país, o que teve até agora efeito limitado. O valor representa 13,8% dos R$117,9 bilhões que o governo se comprometeu a economizar para pagar juros da dívida pública (o chamado superávit primário) este ano.
Além de elevar a carga tributária de bebidas frias, o que resultará num ganho de R$948 milhões para o Tesouro, o governo vem subindo o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) - somente este ano já foram quatro aumentos - para tentar conter o consumo e o derretimento do dólar.
Segundo dados da Receita Federal, a alta do IOF para as compras com cartão de crédito de pessoas físicas no exterior, por exemplo, deve dar uma arrecadação adicional de R$802 milhões. Já o IOF mais alto para investimentos estrangeiros em renda fixa renderá R$4,5 bilhões. A ação mais recente da equipe econômica - subir o imposto para operações de crédito de pessoas físicas - deve render R$10 bilhões em 2011, segundo cálculos do economista Felipe Salto, da consultoria Tendências:
- O governo está unindo o útil ao agradável. As mudanças são ainda uma forma de garantir o cumprimento da meta de superávit primário cheia em 2011 e uma tentativa de mostrar austeridade ao mercado.
China, parceiro inevitável
Sergio Leo
Valor Econômico - 18/04/2011
Está no calendário da Organização Mundial do Comércio: em 2016, todos os sócios da OMC terão de reconhecer a China como uma economia de mercado - e, portanto, ao criar tarifas de importação punitivas, antidumping, terão de provar que as vendas chinesas são feitas com preços abaixo do "normal" no mercado chinês. Na prática, será mais difícil proteger concorrentes nacionais das mercadorias da China alegando que elas têm preços desleais. Estratégias para a China baseadas em medidas de proteção serão cada vez mais custosas, e arriscadas.
Faltam cinco anos para esse momento. Há sete, o Brasil, o campeão mundial de medidas antidumping contra os chineses, prometeu reconhecer a China como economia de mercado, mas não regulamentou a medida até hoje. Quase 100 países já fizeram o reconhecimento, mas grandes parceiros, como EUA, União Europeia e Índia, não. Por isso, a China insistiu tanto e conseguiu tirar do governo brasileiro, em 2004, o reconhecimento formal - que, para ter efeito, precisaria ser regulamentado.
Valor Econômico - 18/04/2011
Está no calendário da Organização Mundial do Comércio: em 2016, todos os sócios da OMC terão de reconhecer a China como uma economia de mercado - e, portanto, ao criar tarifas de importação punitivas, antidumping, terão de provar que as vendas chinesas são feitas com preços abaixo do "normal" no mercado chinês. Na prática, será mais difícil proteger concorrentes nacionais das mercadorias da China alegando que elas têm preços desleais. Estratégias para a China baseadas em medidas de proteção serão cada vez mais custosas, e arriscadas.
Faltam cinco anos para esse momento. Há sete, o Brasil, o campeão mundial de medidas antidumping contra os chineses, prometeu reconhecer a China como economia de mercado, mas não regulamentou a medida até hoje. Quase 100 países já fizeram o reconhecimento, mas grandes parceiros, como EUA, União Europeia e Índia, não. Por isso, a China insistiu tanto e conseguiu tirar do governo brasileiro, em 2004, o reconhecimento formal - que, para ter efeito, precisaria ser regulamentado.
Contra o avanço chinês, Abimaq quer salvaguarda
Autor(es): Marcelo Rehder
O Estado de S.Paulo - 18/04/2011
Entidade protocolou pedido no Departamento de Defesa Comercial de 3 produtos: caminhões guindaste, válvulas tipo borboleta e chaves de fenda.
A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) pediu ao governo a aplicação de medidas de salvaguarda transitória contra a importação de três produtos chineses.
Na terça-feira, a entidade protocolou ação no Departamento de Defesa Comercial, do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, alegando que as importações de caminhões-guindaste, válvulas tipo borboleta e chaves de fenda da China causam desorganização no mercado brasileiro.
O Estado de S.Paulo - 18/04/2011
Entidade protocolou pedido no Departamento de Defesa Comercial de 3 produtos: caminhões guindaste, válvulas tipo borboleta e chaves de fenda.
A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) pediu ao governo a aplicação de medidas de salvaguarda transitória contra a importação de três produtos chineses.
Na terça-feira, a entidade protocolou ação no Departamento de Defesa Comercial, do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, alegando que as importações de caminhões-guindaste, válvulas tipo borboleta e chaves de fenda da China causam desorganização no mercado brasileiro.
China resiste ao trem-bala brasileiro
Autor(es): Cláudia Trevisan
O Estado de S. Paulo - 17/04/2011
Vice-ministro do Comércio da China diz que empresas "hesitam" em participar da licitação porque as condições são muito ""duras""
As empresas chinesas "hesitam" em participar da licitação do Trem de Alta Velocidade (TAV) brasileiro porque as condições estabelecidas pelo governo são muito "duras" e alguns trechos da obra apresentam dificuldades para sua execução, afirmou em entrevista ao "Estado" o vice-ministro do Comércio da China, Wang Chao, responsável pelo relacionamento com Brasil.
O Estado de S. Paulo - 17/04/2011
Vice-ministro do Comércio da China diz que empresas "hesitam" em participar da licitação porque as condições são muito ""duras""
As empresas chinesas "hesitam" em participar da licitação do Trem de Alta Velocidade (TAV) brasileiro porque as condições estabelecidas pelo governo são muito "duras" e alguns trechos da obra apresentam dificuldades para sua execução, afirmou em entrevista ao "Estado" o vice-ministro do Comércio da China, Wang Chao, responsável pelo relacionamento com Brasil.
Escoamento comprometido
Autor(es): Sílvio Ribas
Correio Braziliense - 17/04/2011
Infraestrutura
Precariedade de rodovias e ferrovias encarece o transporte e a exportação em até 15%. Melhorias custariam R$ 405 bilhões
Apesar de o Brasil ter voltado a investir em infraestrutura de transportes na última década, é ainda preciso aplicar pelo menos R$ 405 bilhões para superar gargalos históricos. A demanda por aeroportos, ferrovias e hidrovias ficou evidente com a aceleração de exportações e da economia doméstica e já se traduz em aumento de custos. Para analistas ouvidos pelo Correio, algumas áreas dão sinais claros de estrangulamento.
Alguns exemplos são o maior porto graneleiro da América Latina e segundo maior do país, o Paranaguá (PR), fechado por excesso de movimentação em plena entressafra, os caminhões de soja atolados em estradas de terra do Mato Grosso, e os aeroportos industriais que não saem do papel há anos. Para Hugo Braga, professor da Fundação João Pinheiro (FJP), as falhas logísticas tiram mais a competitividade dos produtos brasileiros do que o real valorizado. “As deficiências estruturais para escoar a produção são piores do que o câmbio desfavorável, pois podem tirar mercados do país permanentemente”, explica. Segundo Braga, o gargalo implica, na média, em custo extra de 15% para exportadores brasileiros se comparado com competidores internacionais.
Ao fato de 88% das rodovias não serem pavimentadas, soma-se uma frota com idade média de 21 anos. Para piorar, 61,1% dos volumes produzidos no território nacional são movimentados por caminhões. “Nenhum outro grande mercado do mundo transporta sobre pneus volumes expressivos de grãos por longas distâncias”, sublinha.
Lentidão
Em outros modais de transporte o problema se repete. A maioria dos portos tem profundidade média de 12 metros, o que impede receber grandes navios. “Enquanto no exterior o tempo máximo para descarregar é de três dias, aqui chega a 21”, ilustra Braga. No caso das ferrovias, enquanto o Brasil tem 29 mil quilômetros de trilhos, a China implantou 27 mil só no ano passado.
Flávio Benatti, presidente da Associação Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (NTC&Logística), ressalta a urgência dos investimentos, pois os custos logísticos inviabilizam negócios, sobretudo com produtos de menor valor. “A integração, expansão e aperfeiçoamento dos meios de transporte são necessidades, conforme revelam os 748 projetos prioritários listados pela CNT (Confederação Nacional dos Transportes)”, afirma.
Na avaliação de Benatti, os governos não conseguirão resolver tudo sozinhos, tendo de abrir espaços à participação da iniciativa privada, via concessões, parcerias público-privadas (PPP) e outras formas. “A presidente (Dilma Rousseff) já sinalizou essa possibilidade, começando por aeroportos”, disse.
Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), os custos de logística no Brasil correspondem a 20% do Produto Interno Bruto (PIB), o dobro do percentual gasto nos Estados Unidos. Em outros países da América Latina, como México e Chile, ele não passa de 18%. “Isso revela que existe um espaço grande para acertarmos a competitividade global via aumento dos investimentos”, afirma o presidente da entidade, Robson Andrade.
Correio Braziliense - 17/04/2011
Infraestrutura
Precariedade de rodovias e ferrovias encarece o transporte e a exportação em até 15%. Melhorias custariam R$ 405 bilhões
Apesar de o Brasil ter voltado a investir em infraestrutura de transportes na última década, é ainda preciso aplicar pelo menos R$ 405 bilhões para superar gargalos históricos. A demanda por aeroportos, ferrovias e hidrovias ficou evidente com a aceleração de exportações e da economia doméstica e já se traduz em aumento de custos. Para analistas ouvidos pelo Correio, algumas áreas dão sinais claros de estrangulamento.
Alguns exemplos são o maior porto graneleiro da América Latina e segundo maior do país, o Paranaguá (PR), fechado por excesso de movimentação em plena entressafra, os caminhões de soja atolados em estradas de terra do Mato Grosso, e os aeroportos industriais que não saem do papel há anos. Para Hugo Braga, professor da Fundação João Pinheiro (FJP), as falhas logísticas tiram mais a competitividade dos produtos brasileiros do que o real valorizado. “As deficiências estruturais para escoar a produção são piores do que o câmbio desfavorável, pois podem tirar mercados do país permanentemente”, explica. Segundo Braga, o gargalo implica, na média, em custo extra de 15% para exportadores brasileiros se comparado com competidores internacionais.
Ao fato de 88% das rodovias não serem pavimentadas, soma-se uma frota com idade média de 21 anos. Para piorar, 61,1% dos volumes produzidos no território nacional são movimentados por caminhões. “Nenhum outro grande mercado do mundo transporta sobre pneus volumes expressivos de grãos por longas distâncias”, sublinha.
Lentidão
Em outros modais de transporte o problema se repete. A maioria dos portos tem profundidade média de 12 metros, o que impede receber grandes navios. “Enquanto no exterior o tempo máximo para descarregar é de três dias, aqui chega a 21”, ilustra Braga. No caso das ferrovias, enquanto o Brasil tem 29 mil quilômetros de trilhos, a China implantou 27 mil só no ano passado.
Flávio Benatti, presidente da Associação Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (NTC&Logística), ressalta a urgência dos investimentos, pois os custos logísticos inviabilizam negócios, sobretudo com produtos de menor valor. “A integração, expansão e aperfeiçoamento dos meios de transporte são necessidades, conforme revelam os 748 projetos prioritários listados pela CNT (Confederação Nacional dos Transportes)”, afirma.
Na avaliação de Benatti, os governos não conseguirão resolver tudo sozinhos, tendo de abrir espaços à participação da iniciativa privada, via concessões, parcerias público-privadas (PPP) e outras formas. “A presidente (Dilma Rousseff) já sinalizou essa possibilidade, começando por aeroportos”, disse.
Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), os custos de logística no Brasil correspondem a 20% do Produto Interno Bruto (PIB), o dobro do percentual gasto nos Estados Unidos. Em outros países da América Latina, como México e Chile, ele não passa de 18%. “Isso revela que existe um espaço grande para acertarmos a competitividade global via aumento dos investimentos”, afirma o presidente da entidade, Robson Andrade.
Um novo patamar com a China
Autor(es): DENISE ROTHENBURG
Correio Braziliense - 17/04/2011
Entrevista Fernando Pimentel
Para o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, houve destravamento da relação bilateral
Integrante da comitiva da presidente Dilma Rousseff, o ministro Fernando Pimentel volta ao Brasil com a sensação de que vender produtos de valor agregado para a China é questão de tempo. Nesta entrevista, ele elenca o que considerou mais positivo na área e avisa: “A China compreendeu e vai mudar seu patamar de investimentos no Brasil”.
Correio Braziliense - 17/04/2011
Entrevista Fernando Pimentel
Para o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, houve destravamento da relação bilateral
Integrante da comitiva da presidente Dilma Rousseff, o ministro Fernando Pimentel volta ao Brasil com a sensação de que vender produtos de valor agregado para a China é questão de tempo. Nesta entrevista, ele elenca o que considerou mais positivo na área e avisa: “A China compreendeu e vai mudar seu patamar de investimentos no Brasil”.
Pé atrás industrial
Correio Braziliense - 17/04/2011
A missão empresarial que integrou a comitiva de Dilma à China saiu menos otimista do que o governo no quesito substituição das exportações brasileiras de commodities por produtos de maior valor agregado. “Vejo oportunidades, mas há dificuldades”, disse ao Correio o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade. O vice-presidente da Associação Brasileira da Indústrias de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Cardoso, que também participou da missão empresarial, é tachativo em seu ceticismo. “É muito louvável a luta da presidente Dilma pela exportação de produtos mais elaborados, mas acho que não vai passar da vontade”, diz ele.
Para Andrade e Cardoso, o problema está no intrincado sistema tributário e em outros fatores que oneram a produção. “Nossos produtos são de qualidade, mas são caros”, comenta o vice-presidente da Abimaq.
Mesmo no quesito investimentos, o empresariado nacional olha para alguns projetos prometidos à presidente com certa desconfiança. É o caso da fábrica da Foxconn, que promete investir US$ 12 bilhões. Nas conversas informais, muitos nomes importantes da indústria brasileira consideraram o valor muito alto e afirmaram que a empresa pode estar exagerando para obter incentivos fiscais.
A missão empresarial que integrou a comitiva de Dilma à China saiu menos otimista do que o governo no quesito substituição das exportações brasileiras de commodities por produtos de maior valor agregado. “Vejo oportunidades, mas há dificuldades”, disse ao Correio o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade. O vice-presidente da Associação Brasileira da Indústrias de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Cardoso, que também participou da missão empresarial, é tachativo em seu ceticismo. “É muito louvável a luta da presidente Dilma pela exportação de produtos mais elaborados, mas acho que não vai passar da vontade”, diz ele.
Para Andrade e Cardoso, o problema está no intrincado sistema tributário e em outros fatores que oneram a produção. “Nossos produtos são de qualidade, mas são caros”, comenta o vice-presidente da Abimaq.
Mesmo no quesito investimentos, o empresariado nacional olha para alguns projetos prometidos à presidente com certa desconfiança. É o caso da fábrica da Foxconn, que promete investir US$ 12 bilhões. Nas conversas informais, muitos nomes importantes da indústria brasileira consideraram o valor muito alto e afirmaram que a empresa pode estar exagerando para obter incentivos fiscais.
O que a China fez e nós, não
Alberto Tamer - Alberto Tamer
O Estado de S. Paulo - 17/04/2011
O que a China fez e nós, não
A presidente Dilma Rousseff encerra sua viagem à China com resultados práticos, investimento em tecnologia, por exemplo, e promessas a confirmar. Sem dúvida, um ponto alto no qual ela insistiu e obteve muito, foi convencer empresas chinesas, como a ZTE, a investir mais US$ 200 milhões em telecomunicação no Brasil.
Outras virão, por que, disse ela, "temos uma combinação de crescimento acelerado, projeto estratégico de desenvolvimento, ciência, tecnologia, inovação e inclusão social."
Ela obteve o que podia, bem mais que Lula conseguiu na viagem de 2009. A China cresceu muito e passou a depender de matérias-primas e alimentos do Brasil.
Os chineses dão prioridade ao comércio com países que podem abastecê-lo com petróleo, alimento e minérios, mas não fazem concessões com produtos industrializados.
Nessa área, o que o Brasil obteve é uma promessa vaga.
O Estado de S. Paulo - 17/04/2011
O que a China fez e nós, não
A presidente Dilma Rousseff encerra sua viagem à China com resultados práticos, investimento em tecnologia, por exemplo, e promessas a confirmar. Sem dúvida, um ponto alto no qual ela insistiu e obteve muito, foi convencer empresas chinesas, como a ZTE, a investir mais US$ 200 milhões em telecomunicação no Brasil.
Outras virão, por que, disse ela, "temos uma combinação de crescimento acelerado, projeto estratégico de desenvolvimento, ciência, tecnologia, inovação e inclusão social."
Ela obteve o que podia, bem mais que Lula conseguiu na viagem de 2009. A China cresceu muito e passou a depender de matérias-primas e alimentos do Brasil.
Os chineses dão prioridade ao comércio com países que podem abastecê-lo com petróleo, alimento e minérios, mas não fazem concessões com produtos industrializados.
Nessa área, o que o Brasil obteve é uma promessa vaga.
JAPÃO - Um pedido ao Brasil
Notas
Correio Braziliense - 17/04/2011
JAPÃO
Um pedido ao Brasil
O ministro das Relações Exteriores do Japão, Takeaki Matsumoto (D), pediu ontem a seu colega brasileiro, Antonio Patriota (E), que o Brasil limite as medidas de controle sobre as importações de alimentos japoneses, tomadas para evitar uma contaminação radioativa depois do acidente na central nuclear de Fukushima. Patriota, em visita oficial ao país, afirmou que o Brasil considerará a possibilidade de mudar ou abandonar essas medidas excepcionais. O Brasil anunciou no fim de março que suas autoridades sanitárias supervisariam os alimentos chegados do Japão para detectar qualquer eventual radiação. Também indicou que exigiriam certificados das autoridades sanitárias japonesas para qualquer importação procedente das províncias próximas a Fukushima.
Correio Braziliense - 17/04/2011
JAPÃO
Um pedido ao Brasil
O ministro das Relações Exteriores do Japão, Takeaki Matsumoto (D), pediu ontem a seu colega brasileiro, Antonio Patriota (E), que o Brasil limite as medidas de controle sobre as importações de alimentos japoneses, tomadas para evitar uma contaminação radioativa depois do acidente na central nuclear de Fukushima. Patriota, em visita oficial ao país, afirmou que o Brasil considerará a possibilidade de mudar ou abandonar essas medidas excepcionais. O Brasil anunciou no fim de março que suas autoridades sanitárias supervisariam os alimentos chegados do Japão para detectar qualquer eventual radiação. Também indicou que exigiriam certificados das autoridades sanitárias japonesas para qualquer importação procedente das províncias próximas a Fukushima.
John Deere demite 230 trabalhadores no RS
Panorama econômico
Autor(es): SAMUEL PESSÔA
O Estado de S. Paulo - 17/04/2011
EMPREGO
John Deere demite 230 trabalhadores no RS
A John Deere, uma das gigantes na fabricação de máquinas agrícolas, demitiu 230 trabalhadores da fábrica de Horizontina no Rio Grande do Sul. O corte foi provocado por causa das inseguranças no mercado argentino. Desde janeiro, o governo do país vizinho tem atrasado a emissão de licença de importação de máquinas brasileiras.
Autor(es): SAMUEL PESSÔA
O Estado de S. Paulo - 17/04/2011
EMPREGO
John Deere demite 230 trabalhadores no RS
A John Deere, uma das gigantes na fabricação de máquinas agrícolas, demitiu 230 trabalhadores da fábrica de Horizontina no Rio Grande do Sul. O corte foi provocado por causa das inseguranças no mercado argentino. Desde janeiro, o governo do país vizinho tem atrasado a emissão de licença de importação de máquinas brasileiras.
O governo vai ter de aumentar a carga tributária'
Autor(es): Fernando Dantas
O Estado de S. Paulo - 17/04/2011
ENTREVISTA - Samuel Pessôa, economista da Tendências
O economista Samuel Pessôa, da consultoria Tendências, está perplexo com a falta de ação da presidente Dilma Rousseff diante dos problemas que se acumulam na gestão da economia.
Ele avalia que Dilma está na culminância do seu capital político e deveria, como Lula em 2003, fazer as "maldades" necessárias para tornar possíveis os múltiplos objetivos perseguidos pela política econômica: crescimento, controle da inflação, câmbio competitivo para a indústria e uma política de grandes aumentos do salário mínimo a partir de 2012.
De forma polêmica, Pessôa diz que a solução é aumentar a carga tributária, embora fosse melhor não ter o forte gasto da atual regra de aumento do mínimo. A seguir, a entrevista:
O Estado de S. Paulo - 17/04/2011
ENTREVISTA - Samuel Pessôa, economista da Tendências
O economista Samuel Pessôa, da consultoria Tendências, está perplexo com a falta de ação da presidente Dilma Rousseff diante dos problemas que se acumulam na gestão da economia.
Ele avalia que Dilma está na culminância do seu capital político e deveria, como Lula em 2003, fazer as "maldades" necessárias para tornar possíveis os múltiplos objetivos perseguidos pela política econômica: crescimento, controle da inflação, câmbio competitivo para a indústria e uma política de grandes aumentos do salário mínimo a partir de 2012.
De forma polêmica, Pessôa diz que a solução é aumentar a carga tributária, embora fosse melhor não ter o forte gasto da atual regra de aumento do mínimo. A seguir, a entrevista:
A China conduz o quinteto
O Estado de S. Paulo - 16/04/2011
Brasil, Rússia, Índia, China e, a partir de agora, África do Sul formam talvez o mais peculiar dos blocos no cenário mundial. Para começar, não nasceu da iniciativa de nenhum dos seus membros, mas de um artifício de redação de um analista econômico da megafinanceira Goldman Sachs, em 2001. Ordenando a seu gosto as iniciais dos quatro países, o autor cunhou a sigla Bric, que soa em inglês como brick, tijolo, para designar as forças emergentes fadadas a influir cada vez mais na construção do novo sistema multipolar nas relações internacionais. O analista não tinha a intenção de sugerir que essas potências em ascensão estariam igualmente fadadas a agir como um bloco, falando com uma só voz, ou a criar mais uma instância multilateral no espaço global já saturado de organismos do gênero.
Brasil, Rússia, Índia, China e, a partir de agora, África do Sul formam talvez o mais peculiar dos blocos no cenário mundial. Para começar, não nasceu da iniciativa de nenhum dos seus membros, mas de um artifício de redação de um analista econômico da megafinanceira Goldman Sachs, em 2001. Ordenando a seu gosto as iniciais dos quatro países, o autor cunhou a sigla Bric, que soa em inglês como brick, tijolo, para designar as forças emergentes fadadas a influir cada vez mais na construção do novo sistema multipolar nas relações internacionais. O analista não tinha a intenção de sugerir que essas potências em ascensão estariam igualmente fadadas a agir como um bloco, falando com uma só voz, ou a criar mais uma instância multilateral no espaço global já saturado de organismos do gênero.
BC INDICA QUE ALTA DOS JUROS NÃO VAI TERMINAR TÃO CEDO
Tombini indica que vai elevar os juros
Autor(es): Denise Chrispim Marin e Luciana Antonello Xavier
O Estado de S. Paulo - 16/04/2011
Tombini diz que o País está ‘meio de um ciclo de aperto monetário’; para analistas, taxa deve ir a 12,25%
A menos de uma semana da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, sinalizou que o ciclo de aumento da taxa básica de juros não terminará tão cedo quanto o imaginado pelo mercado. A maioria dos analistas prevê alta de 0,5 ponto porcentual, dos atuais 11,75% para 12,25%. Tombini indicou ainda que o BC e o Ministério da Fazenda já estão se preparando para um período de saída de capitais, motivado pelo aumento dos juros nos EUA e na Europa. “Estamos no meio de um ciclo de aperto monetário. Já subimos os juros em 300 pontos básicos e temos mais trabalho a fazer”, afirmou Tombini em palestra em Washington. O FMI advertiu ontem que o superaquecimento e a inflação ameaçam o Brasil e outros países latino-americanos.
Autor(es): Denise Chrispim Marin e Luciana Antonello Xavier
O Estado de S. Paulo - 16/04/2011
Tombini diz que o País está ‘meio de um ciclo de aperto monetário’; para analistas, taxa deve ir a 12,25%
A menos de uma semana da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, sinalizou que o ciclo de aumento da taxa básica de juros não terminará tão cedo quanto o imaginado pelo mercado. A maioria dos analistas prevê alta de 0,5 ponto porcentual, dos atuais 11,75% para 12,25%. Tombini indicou ainda que o BC e o Ministério da Fazenda já estão se preparando para um período de saída de capitais, motivado pelo aumento dos juros nos EUA e na Europa. “Estamos no meio de um ciclo de aperto monetário. Já subimos os juros em 300 pontos básicos e temos mais trabalho a fazer”, afirmou Tombini em palestra em Washington. O FMI advertiu ontem que o superaquecimento e a inflação ameaçam o Brasil e outros países latino-americanos.
FMI aponta risco de superaquecimento
Autor(es): Rolf Kuntz
O Estado de S. Paulo - 16/04/2011
Fundo alerta que a inflação ameaça o Brasil e outros países latino-americanos e diz que é cedo para avaliar o efeito das medidas do Banco Central
- O Estado de S.Paulo
Superaquecimento e inflação ameaçam o Brasil e outros países latino-americanos, adverte o Fundo Monetário Internacional (FMI). O governo brasileiro já reagiu e o Banco Central aumentou os juros, tentando manter a inflação dentro da meta, mas é cedo para prever resultados, disse ontem o diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do Fundo, o ex-ministro de Finanças do Chile Nicolás Eyzaguirre.
O Estado de S. Paulo - 16/04/2011
Fundo alerta que a inflação ameaça o Brasil e outros países latino-americanos e diz que é cedo para avaliar o efeito das medidas do Banco Central
- O Estado de S.Paulo
Superaquecimento e inflação ameaçam o Brasil e outros países latino-americanos, adverte o Fundo Monetário Internacional (FMI). O governo brasileiro já reagiu e o Banco Central aumentou os juros, tentando manter a inflação dentro da meta, mas é cedo para prever resultados, disse ontem o diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do Fundo, o ex-ministro de Finanças do Chile Nicolás Eyzaguirre.
Cide poderá ser reduzido para não reajustar gasolina
Autor(es): Luciana Xavier
O Estado de S. Paulo - 16/04/2011
- O Estado de S.Paulo
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, garantiu que não haverá alta de gasolina em abril e disse que, se houver no futuro essa necessidade, caso o petróleo continue subindo, então o governo poderá reduzir a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), que incide sobre a importação e a comercialização de petróleo e seus derivados, para neutralizar o efeito da alta.
O Estado de S. Paulo - 16/04/2011
- O Estado de S.Paulo
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, garantiu que não haverá alta de gasolina em abril e disse que, se houver no futuro essa necessidade, caso o petróleo continue subindo, então o governo poderá reduzir a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), que incide sobre a importação e a comercialização de petróleo e seus derivados, para neutralizar o efeito da alta.
DOCUMENTO ORIGINAL, CÓPIA E FOTOCÓPIA
Autor(a): ANGELO L. LUNARDI
Aduaneiras - 15/04/2011
Um documento original é aquele que parece ser original e que não tem qualquer evidência de que seja uma cópia. Esse é o princípio que deve nortear o analista de documentos apresentados sob um crédito documentário, quando este for emitido ao amparo da UCP 600, da Câmara de Comércio Internacional.
Aduaneiras - 15/04/2011
Um documento original é aquele que parece ser original e que não tem qualquer evidência de que seja uma cópia. Esse é o princípio que deve nortear o analista de documentos apresentados sob um crédito documentário, quando este for emitido ao amparo da UCP 600, da Câmara de Comércio Internacional.
COMÉRCIO EXTERIOR CARECE DE PROJETOS
Aduaneiras - 15/04/2011
A 17ª Intermodal South America, segundo maior evento do mundo no segmento de transporte, logística e comércio exterior, reuniu na capital paulista 550 expositores, de 18 países, os quais puderam apresentar ao público novidades e oportunidades de negócios. Em paralelo, conferências, seminários e workshops proporcionaram amplo espaço para debate de problemas e questões que afetam o dia a dia dos profissionais da área.
As ideias discutidas no fórum JOC Infra Portos & Intermodal consideraram um cenário de oportunidades em face do crescimento econômico do País para o qual são impostos desafios em relação à infraestrutura e logística.
A 17ª Intermodal South America, segundo maior evento do mundo no segmento de transporte, logística e comércio exterior, reuniu na capital paulista 550 expositores, de 18 países, os quais puderam apresentar ao público novidades e oportunidades de negócios. Em paralelo, conferências, seminários e workshops proporcionaram amplo espaço para debate de problemas e questões que afetam o dia a dia dos profissionais da área.
As ideias discutidas no fórum JOC Infra Portos & Intermodal consideraram um cenário de oportunidades em face do crescimento econômico do País para o qual são impostos desafios em relação à infraestrutura e logística.
LEGISLAÇÃO COMÉRCIO EXTERIOR - 15.04.2011
CIRCULAR SECEX 15/2011
Prorroga por até seis meses, a partir de 19 de abril de 2011, o prazo para conclusão da investigação de dumping nas exportações para o Brasil de papel supercalandrado, comumente classificadas no item 4806.40.00 da Nomenclatura Comum do Mercosul - NCM, originárias da República Francesa, República Italiana e República da Hungria, e de dano à indústria doméstica decorrente de tal prática, de que trata a Circular SECEX no 13, de 16 de abril de 2010, publicada no Diário Oficial da União - D.O.U. de 19 de abril de 2010.
DECRETO 7.460/2011
Dispõe sobre a execução no Território Nacional da Resolução nº 1970, de 26 de fevereiro de 2011, do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que estabelece regime de sanções à Jamahiriya Árabe da Líbia e prevê, entre outras providências, o embargo de armas e a remessa da situação do país ao Tribunal Penal Internacional, além de determinar proibição de viagens e congelamento de fundos de indivíduos especificamente designados.
OS IRF/SP 05/2011
Dispõe sobre a entrega e o trâmite de documentos relativos aos procedimentos previstos na IN SRF nº 650/2006, resolvendo que a recepção de documentos e protocolização de processos, na referida Unidade, será efetuada exclusivamente no ambiente da Central de Atendimento ao Contribuinte - CAC, disciplinada pela OS IRF/SPO Nº 7, de 21/12/2004, publicada no DOU de 14/01/2005, em arquivo digital compatível com o e-processo. Excetuando do disposto a documentação entregue para juntada a processos administrativos em papel já existentes.
PORTARIA DRF/NHO 51/2011
Altera a Portaria DRF/NHO nº 208/2010, que trata da delegação de competências.
Prorroga por até seis meses, a partir de 19 de abril de 2011, o prazo para conclusão da investigação de dumping nas exportações para o Brasil de papel supercalandrado, comumente classificadas no item 4806.40.00 da Nomenclatura Comum do Mercosul - NCM, originárias da República Francesa, República Italiana e República da Hungria, e de dano à indústria doméstica decorrente de tal prática, de que trata a Circular SECEX no 13, de 16 de abril de 2010, publicada no Diário Oficial da União - D.O.U. de 19 de abril de 2010.
DECRETO 7.460/2011
Dispõe sobre a execução no Território Nacional da Resolução nº 1970, de 26 de fevereiro de 2011, do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que estabelece regime de sanções à Jamahiriya Árabe da Líbia e prevê, entre outras providências, o embargo de armas e a remessa da situação do país ao Tribunal Penal Internacional, além de determinar proibição de viagens e congelamento de fundos de indivíduos especificamente designados.
OS IRF/SP 05/2011
Dispõe sobre a entrega e o trâmite de documentos relativos aos procedimentos previstos na IN SRF nº 650/2006, resolvendo que a recepção de documentos e protocolização de processos, na referida Unidade, será efetuada exclusivamente no ambiente da Central de Atendimento ao Contribuinte - CAC, disciplinada pela OS IRF/SPO Nº 7, de 21/12/2004, publicada no DOU de 14/01/2005, em arquivo digital compatível com o e-processo. Excetuando do disposto a documentação entregue para juntada a processos administrativos em papel já existentes.
PORTARIA DRF/NHO 51/2011
Altera a Portaria DRF/NHO nº 208/2010, que trata da delegação de competências.
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