Os portos, a incerteza jurídica e a concorrência

Autor(es): Eduardo Augusto Guimarães
Valor Econômico - 08/05/2013

Em meados da década passada, o crescente interesse de investidores nacionais e estrangeiros pelas oportunidades de empreendimentos em infraestrutura no Brasil se traduziu em um conjunto de projetos de investimento em terminais privativos, voltados sobretudo à movimentação de contêineres. Essa onda de investimento foi afetada pela incerteza jurídica gerada por uma decisão da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e por ação judicial iniciada pelos terminais de contêineres de uso público junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). Essas iniciativas, se contrapondo a entendimento da Lei dos Portos vigente desde sua aprovação, visavam condicionar a instalação de terminal de uso privativo a compromisso com movimentação de volume mínimo de carga própria, que de resto justificasse por si só a sua implantação, limitando-os a movimentar apenas eventual e subsidiariamente carga de terceiros. Em 2008, decreto presidencial recepcionou essas teses, criando clara barreira à instalação de novos terminais privativos, restringindo o investimento privado na expansão do sistema portuário e limitando a concorrência entre terminais. O decreto resultou no abandono definitivo dos projetos de investimentos em gestação.

Ex-ministro Delfim Netto e secretários da Fazenda de SP e PE estarão na Amcham-SP em seminário sobre ICMS


Na sexta-feira (17/05), às 8h, a Amcham–São Paulo realiza o seminário ‘O ICMS que interessa a todos’, sobre os efeitos das mudanças do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) no setor privado brasileiro.
A Resolução do Senado 13/2012, em discussão no Congresso, propõe redução para 4% da alíquota do ICMS em operações interestaduais com insumos importados e 7% para alguns estados e produtos. Esta redução unificaria gradualmente a alíquota para produtos nacionais até 2025.
O painel será mediado pelos economistas Delfim Netto e Fernando Rezende, e contará com os secretários da Fazenda dos Estados de São Paulo, Andrea Calabi, e de Pernambuco, Paulo Henrique Saraiva Câmara.
Sérgio Pompílio, vice-presidente Jurídico da Johnson & Johnson, e Pedro Bentancourt, gerente de relações governamentais da General Motors, também participarão do seminário, abordando aspectos estratégicos, logísticos e tributários à luz das novas medidas.
Saiba como participar do evento aqui
Fonte: Amcham

Dólar desvaloriza 0,27% com otimismo no exterior

A moeda norte-americana encerrou cotada a R$ 2,0075 na venda. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 2,8 bilhões.
O dólar encerrou em queda frente ao real nesta terça-feira (7/5), refletindo o otimismo nos mercados internacionais diante de sinais animadores sobre a economia alemã e da perspectiva de continuidade de estímulos monetários em todo o mundo.
Os ganhos foram limitados, no entanto, pois investidores continuam a evitar grandes apostas no mercado cambial devido ao temor de novas intervenções do Banco Central.
A moeda norte-americana caiu 0,27%, para R$ 2,0075 na venda. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 2,8 bilhões.
O número de encomendas à indústria alemã subiu novamente em março, em um sinal animador sobre as perspectivas econômicas da principal economia da Zona do Euro. Ainda assim, declarações de autoridades europeias nessa semana sugerem que essa melhora não é suficiente para motivar o fim dos estímulos monetários implementados na região.
Os dados deram novo impulso aos mercados, elevando a demanda por ativos arriscados como ações de países emergentes e pressionando para baixo as cotações do dólar. Minutos antes do fechamento, o principal índice da Bovespa avançava 1,4%.
As flutuações do dólar frente ao real têm sido contidas, no entanto, pela perspectiva de que o BC intervenha no mercado caso a divisa norte-americana ultrapasse as extremidades de uma banda cambial informal ditada pelo BC. Segundo analistas, esta banda atualmente se situaria entre R$ 1,95 e R$ 2,03.
"É isso que faz todo mundo ter cautela", disse o economista-chefe do Espírito Santo Investment Bank, Jankiel Santos, para quem atuações do BC serão desencadeadas por "volatilidade dissociada de fundamentos".
Isso levou o dólar a se estabilizar em torno do patamar de R$ 2,00, considerado confortável pelas autoridades brasileiras. Analistas afirmam que a estabilidade do dólar nesse nível ajuda o setor exportador, sem causar pressões inflacionárias adicionais.
"Nesse mercado em que você não tem notícias, não tem alteração drástica em termos de fundamentos, não dá para fazer grandes movimentações", acrescentou Santos.
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Fonte: Brasil Econômico

Especialistas em comércio exterior apostam em avanços da Rodada Doha, com Roberto Azevêdo na OMC

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – A eleição do embaixador brasileiro Roberto Azevêdo para o cargo de diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) poderá fazer com que algumas questões que travam a Rodada Doha possam avançar. A avaliação é do presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. “É a oportunidade que nós temos de fazer com que alguns assuntos que estão travados no mercado internacional possam movimentar um pouquinho, pela competência dele, pela experiência”, disse.
O presidente da AEB admitiu, no entanto, que Roberto Azevêdo encontrará dificuldades para conseguir esse avanço, tendo em vista que o mundo econômico passa por um período de retração, claramente protecionista. “Com Roberto, a gente tem uma luzinha de possibilidade de alguma coisa avançar. Ele tem muita capacidade de buscar uma solução de expansão do comércio. Acho que a escolha foi ótima, sob todos os aspectos”, ressaltou.

Aprovada pela CAE, reforma do ICMS vai com urgência para o Plenário




As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e o estado do Espírito Santo obtiveram, nesta terça-feira (7), uma vitória na votação da reforma do ICMS na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), ao excluir da unificação gradual das alíquotas interestaduais as operações de comércio e serviços para as demais regiões do país. A reforma segue agora, em regime de urgência, para votação em Plenário.
A alteração relativa a produtos originados dos estados chamados de "emergentes" foi a principal sofrida pelo substitutivo apresentado em 24 de abril pelo relator da matéria (PRS 1/2013), senador Delcídio do Amaral (PT-MS), que já havia aceitado alíquota interestadual de 7%, a partir de 2018, para os produtos industriais, agropecuários e beneficiados dessas três regiões, quando destinados ao Sul e ao Sudeste. Na votação desta terça-feira, a comissão divergiu do relator e aprovou emenda do senador José Agripino (DEM-RN) estendendo os 7% às transações de comércio e serviços.

CAE mantém 12% de alíquota de ICMS para produtos da Zona Franca de Manaus


Os produtos da Zona Franca de Manaus poderão manter a atual alíquota de 12% de ICMS, como exceção em reforma que reduz a 4% alíquotas interestaduais de mais de 90% das transações no país (PRS 1/2013). A manutenção da regra atual para o Polo Industrial de Manaus foi aprovada há pouco, por 16 votos a 9, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), após mais de duas horas de debates. Este foi o primeiro de 14 destaques apresentados ao projeto de reforma do ICMS que estão na pauta da CAE. Depois de concluídas as votações na CAE, o projeto vai a Plenário.
O texto-base do relator Delcídio do Amaral (PT-MS) para a reforma, já aprovado na CAE, prevê como regra geral e para a maioria dos produtos uma alíquota de 4%, que passaria a valer para Sul e Sudeste em 2016 e para Norte, Nordeste e Centro-Oeste, além do Espírito Santo, em 2021.
A Zona Franca de Manaus está entre as exceções previstas, que incluem ainda o gás natural, com alíquota também de 12%, e produtos industrializados, beneficiados e agropecuários que saem do Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Espírito Santo para os demais estados, com 7%.
Os destaques ao texto base estão sendo discutidos por bloco. Após a decisão sobre a Zona Franca de Manaus, os senadores da CAE discutem o processo produtivo básico e em seguida tratam do gás natural, regras de comércio intra bloco, condicionalidades para vigência das novas regras e informática.
Fonte: Agência Senado

Líderes governistas já admitem que MP dos Portos pode perder validade

RedacaoT1

Foto: Ivan Pacheco
Líderes da base governista na Câmara dos Deputados cobraram nesta terça-feira mais “diálogo” do Palácio do Planalto na discussão da medida provisória que vai regular o setor dos portos.
Eles admitem que há risco da matéria perder a validade.
As principais resistências são do PSB e do PDT, além do PMDB que estaria insatisfeito com a atuação da Casa Civil desautorizando acordos fechados na comissão especial que tratou do texto.
“Se não conversar, a MP corre o risco de caducar”, disse o líder do PSB, Beto Albuquerque (RS). “Não está clara a posição do governo. Não sabemos até que ponto tem acordo”, completou.
Apesar das críticas, o líder do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que o “o governo não trabalha com plano B” para a aprovação da MP. “Qualquer antecipação é temerária”, afirmou.
O petista indicou que a posição do governo é com o texto original da MP especialmente sobre as regras para os contratos.
Chinaglia admite que há dificuldades para a aprovação do texto, se a Câmara não votar até amanhã. A validade da MP termina no próximo dia 16 no Congresso.
Fonte: Folha de S. Paulo, Por Márcio Falcão

Estudos para concessão de Galeão e Confins saem nas próximas semanas

RedacaoT1

Foto: Reprodução
O carioca Galeão e o mineiro Confins, próximos aeroportos a serem concedidos à iniciativa privada pelo governo, estão em fase final dos estudos que levarão à confecção dos contratos de licitação. De acordo com Marcelo Guaranys, presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), os trabalhos serão entregues à agência na próxima semana.
Depois disso, a Anac vai costurar o contrato das duas concessões. O cronograma prevê que o passo seguinte será o de consultas públicas e entrega do documento para avaliação pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
“Os moldes serão parecidos com os contratos de Guarulhos, Viracopos e Brasília. A Infraero segue com 49% do controle dos aeroportos e o operador terá que ter 25% de participação no consórcio e precisará ter operação em um aeroporto com 35 milhões de passageiros anuais como pré-requisito”, disse na manhã desta terça-feira.
Guaranys não deu um prazo específico para o leilão dos aeroportos carioca e mineiro. No entanto, ele afirmou que o tempo também será similar ao verificado no processo das três primeiras concessões, realizadas ano passado.
“O processo foi realizado em tempo recorde, segundo minha experiência com concessões. Em um ano saiu do papel para o leilão. Em Confins e Galeão vamos fazer semelhante”, disse durante o 8º Encontro de Logística e Transportes realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista.
Fonte: Valor Econômico, Por Rodrigo Pedroso

Francisco Dornelles pede atenção para contas externas


O senador Francisco Dornelles (PP-RJ) afirmou ser hora de o governo olhar com maior atenção as contas externas. Para ele, é necessária a redução do custo Brasil, medida que considerou essencial para o incremento da exportação de manufaturados. Em discurso em Plenário, nesta terça-feira (7), o senador defendeu também o aperfeiçoamento da administração tributária, no intuito de diminuir a burocracia e permitir que as empresas utilizem, em prazo mais curto, os créditos tributários acumulados com a exportação.
Dornelles observou ser preciso, acima de tudo, que o governo adote uma política de câmbio flutuante “de verdade”. Essa política, para ele, “é sempre a mais forte vacina contra qualquer problema de natureza cambial”.
Ele lembrou que a balança comercial, que alcançou superávit de US$ 20 bilhões em 2012, apresentou, no primeiro trimestre deste ano, um déficit em torno US$ 5 bilhões. As razões, segundo ele, foram a queda da exportação de produtos industrializados, de semi-elaborados e de primários, bem como a diminuição do número de países que receberam nossos produtos. Outros motivos da queda na exportação, enumerou, foram a economia desaquecida dos países desenvolvidos; a queda no preço da maioria dos  produtos primários; o protecionismo argentino em relação aos produtos industrializados; e o câmbio ainda valorizado.

Brasileiro vence disputa e será diretor-geral da OMC


Foto: DivulgaçãoRoberto Azevêdo, diplomata brasileiro de 55 anos, ganhou disputa contra o mexicano Hermínio Blanco e será o próximo diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), a partir de setembro. As informações são do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), mas o anúncio oficial será feito pela OMC, responsável por conduzir as rodadas que visam a liberalização do comércio mundial, nesta quarta-feira.
Na época em que o nome do diplomata foi lançado, uma nota foi divulgada pelo Itamaraty, afirmando que "a candidatura brasileira representa a importância atribuída pelo país ao fortalecimento da OMC e procura contribuir para o progresso institucional da Organização e para o desenvolvimento econômico e social mundial".
Esta é a primeira vez que um brasileiro é escolhido para comandar a organização. Azevêdo está no Itamaraty desde 1983.
Fonte: SRZD

Brasil “perde” US$ 6 bilhões em exportações para principais parceiros


RedacaoT1

Foto: Jerome Favre/Bloomberg
O Brasil vem perdendo espaço em todos os seus principais mercados no exterior e a fatura dessa presença cada vez mais tímida tem sido alta para as contas do país: só neste ano, já deixou de ganhar pelo menos US$ 6 bilhões com exportações.
O valor corresponde ao que o país teria vendido para China, Estados Unidos, União Europeia e Argentina nos dois primeiros meses deste ano caso tivesse mantido a mesma participação nas importações totais desses blocos em 2012.

CAE discute alíquotas para Zona Franca de Manaus na reforma do ICMS


Os senadores da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) começaram pelas regras tarifárias da Zona Franca de Manaus a discussão de 14 destaques ao projeto de reforma do ICMS interestadual. O projeto (PRS 1/2013), de iniciativa do Executivo, foi aprovado em 24 de abril e neste momento os senadores discutem as emendas destacadas.
A Zona Franca de Manaus está entre as exceções previstas no texto-base do relator, Delcídio Amaral (PT-MS), aprovado na CAE e que prevê regra geral de redução de alíquota até 4%. Para o Pólo Industrial de Manaus, o relator manteve a alíquota atual de 12%.
Conforme sugestão do presidente da CAE, senador Lingbergh Farias (PT-RJ), os destaques serão votados em cinco blocos: Zona Franca de Manaus, projeto produtivo básico, gás natural, comércio intra bloco, condicionalidades para vigência das novas regras e Informática.
Em emenda autônoma, os senadores Eduardo Suplicy (PT-SP) e Aloysio Nunes ferreira (PSDB-PT) propõem alíquota de 7% para a Zona Franca de Manaus. Senadores da Região Norte, como Eduardo Braga (PMDB-AM) e Romero Jucá (PMDB-RR), defendem a manutenção dos 12%.

Fonte: Agência Senado

Governo aceita negociar pontos da MP dos Portos

RedacaoT1

Foto: Paulo Whitaker / Reuters
O governo admite ceder na negociação com o Congresso para aprovar a MP dos Portos, que tem de passar pelos crivos da Câmara e do Senado até o dia 16, quando perde a validade.
O subchefe para assuntos jurídicos da Casa Civil, Luís Felipe Pinheiro, disse que o esforço é concentrado para aprovar a MP e que o governo aceita negociar alguns pontos. “Tem algumas sugestões que, em que pese o governo a priori não ser a favor, ele aceita negociar”, disse, após debate sobre o setor em evento promovido pela Fiesp, ontem em São Paulo.
Perguntado sobre a adaptação dos contratos feitos antes de 1993 que já expiraram, Pinheiro disse que se trata de um argumento “juridicamente muito falho”, pois são contratos que nunca foram licitados (feitos antes da Lei dos Portos, de 1993).

O câmbio ressuscitado, afinal

Antonio Delfim Netto
Valor Econômico - 07/05/2013

No seu 13º aniversário, o Valor publicou um magnífico caderno, "Rumos da Economia". Nele recolheu as opiniões do "crème de la crème" da profissão com competentes contribuições que abrangem quase todo espectro ideológico da economia. É importante conhecer as múltiplas respostas à questão fundamental colocada pelos editores: "Por que o Brasil não cresce?" Tratando-se da economia é natural obter respostas muito diferentes. O importante é que cada uma delas, no seu próprio contexto, parece fazer sentido.
O acepipe adicional é a inteligente e civilizada "entrevista cruzada" entre dois profissionais brilhantes que não habitam a mesma frequência: os professores Luiz Gonzaga Belluzzo e Edmar Bacha. Ambos chegaram à conclusão que é indispensável recuperar nosso sofisticado setor industrial.
Sua destruição e a substituição da produção nacional por importações não foi um acidente. Foi fruto de um cuidadoso descaso ideológico da política cambial dos últimos 30 anos. Na média do período 1981-1984 (no momento da grave crise do petróleo) a participação das exportações brasileiras com relação ao mundo era de 1,2%, igual à da Coreia e da China. Durante o primeiro mandato de FHC, uma política cambial alienante levou o país em 1998 à beira do "default", o que representou séria ameaça à sua reeleição. Esta foi salva graças a um "socorro" do FMI feito às pressas sob a intervenção política intempestiva do governo americano. Chegamos, assim, à dramática queda do valor das exportações para apenas 0,9% do comércio mundial. Para quê? Para esconder "artificialmente" a taxa de inflação!

INFLAÇÃO TORNA-SE A PRINCIPAL PREOCUPAÇÃO DE EMPRESÁRIOS

INFLAÇÃO VOLTA AO TOPO DAS PREOCUPAÇÕES DOS EXECUTIVOS
Valor Econômico - 07/05/2013

A inflação voltou ao topo das preocupações dos executivos brasileiros. Em uma lista de seis problemas imediatos - inflação, câmbio, mão de obra, inadimplência, custo do crédito e demanda fraca -, o aumento dos preços recebeu notas de oito a dez para a maioria dos 23 premiados na 13ª edição do "Executivo de Valor", durante evento realizado ontem à noite, em São Paulo. O prêmio é concedido aos melhores executivos em 23 setores da economia.
"Tudo o que a indústria tenta ganhar em produtividade para ser mais competitiva perde na inflação. Essa escalada inflacionária é uma grande ameaça", diz Fábio Venturelli, presidente do grupo sucroalcooleiro São Martinho. "A inflação reduz a capacidade de compra das pessoas e quem mais sofre são os que têm os menores salários", diz Márcio Utsch, presidente da Alpargatas.

Brasil assina acordo de cooperação com Antwerp Port

Guia Marítimo - 07/05/2013
Acordo visa à ampliação das relações comerciais

Líder de mercado no comércio entre a América do Sul e Europa a direção do Antwerp Port assinou um acordo de colaboração com o Estado de São Paulo para ampliação das relações comerciais.
O acordo foi assinado pelo Arnouts Luc, diretor comercial da Antwerp Port Authority, e Saulo de Castro Abreu Filho, secretário do Estado de São Paulo para o transporte e logística. O acordo inclui o maior porto da América Latina, o Porto de Santos, junto com São Sebastião, porto com grandes planos de expansão.

País teve a 5ª maior alta nas importações

Importação brasileira cresceu acima da média, mostra estudo
Valor Econômico - 07/05/2013

O Brasil foi o quinto país que mais aumentou suas importações entre 2007 e 2012, com as compras no exterior crescendo quase 15% por ano no período, segundo levantamento do Barclays Bank. O estudo coincide com o momento decisivo da escolha de novo diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), na qual alguns países procuraram vincular o candidato brasileiro, Roberto Azevêdo, ao que consideram uma política comercial restritiva de Brasília.
O comércio mundial cresceu 13% nos últimos cinco anos, em plena crise. As exportações globais de bens e serviços aumentaram em US$ 5 trilhões. Em volumes, a alta foi de US$ 1,9 trilhão, levando em conta os preços de 2005. Embora essas expansões tenham sido menos da metade das registradas nos cinco anos anteriores (2002 a 2007), ainda são cifras importantes.

Resultado da indústria é motivo de preocupação

Valor Econômico - 07/05/2013

O desempenho da indústria decepcionou neste início de ano a ponto de abater as previsões para o Produto Interno Bruto (PIB). A produção industrial aumentou 0,7% em março, o que é pouco depois que a retração de 2,4% em fevereiro anulou praticamente todo o crescimento de 2,7% de janeiro. No acumulado do primeiro trimestre, a produção industrial caiu 0,5%, e na comparação de março deste ano com o mesmo mês de 2012, recuou 3,3%, de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Dos 27 ramos da indústria acompanhados pelo IBGE, 14 registraram queda de produção e 13 tiveram expansão. O recuo da produção de bens de consumo semiduráveis e não duráveis de 0,5% entre fevereiro e março é sinal de que a inflação está reduzindo o poder de compra da população. Até a produção de alimentos teve queda (2,7%). Não fosse o aumento de 4,7% da produção de duráveis, puxada pela expansão de 5,1% dos veículos automotores, beneficiados pela manutenção do IPI reduzido, o setor de bens de consumo não teria crescido 1,4% no mês. No ano, porém, o balanço continua negativo, com queda acumulada de 2,8%.

Logística põe Brasil longe da excelência

Logística do país tem 33% do desempenho dos competidores
Autor(es): Por Sergio Leo | De Brasília
Valor Econômico - 07/05/2013

O Brasil precisaria aumentar em três vezes os índices de desempenho da infraestrutura de transportes para chegar aos melhores níveis praticados por seus competidores internacionais, diz estudo da Fiesp que será divulgado hoje. O levantamento constata que a maior malha viária no país, a de rodovias, com uma média de 2,5 km por 10 mil habitantes, é ainda 43% menor que o padrão de excelência internacional, de quase 4,8 km por 10 mil habitantes.
Desde o ano 2000 o indicador brasileiro oscila em torno de 50%. E esse é o item em que o país tem menor diferença em relação ao padrão desejável, o chamado "benchmark". O frete rodoviário, de US$ 51,75 por mil toneladas por km, era 270% maior que a média de excelência mundial, de US$ 14 em 2010, ano mais recente com números internacionais.

Primeira semana de maio tem superávit de US$ 409 milhões


Primeira semana de maio tem superávit de US$ 409 milhões

Brasília (6 de maio) – A balança comercial brasileira registrou saldo positivo de US$ 409 milhões, com média diária de  US$ 204,5 milhões, nos dois dias úteis da primeira semana de maio (2 e 3). A corrente de comércio, soma das exportações e importações, totalizou US$ 4,211 bilhões, com média de US$ 2,105 bilhões por dia útil.

No período, as exportações foram de US$ 2,310 bilhões, com média diária de US$ 1,155 bilhão. O resultado é 23,2% superior ao registrado em abril deste ano - média por dia útil de US$ 937 milhões. O valor também supera em 9,5% a  média diária de US$ 1,055 bilhão de maio de 2012.
Em relação às exportações de maio do ano passado, houve aumento das vendas externas de produtos manufaturados (21,8%) em razão, principalmente, das exportações de automóveis e autopeças, suco de laranja não congelado, açúcar refinado, hidrocarbonetos, etanol e tratores. Também cresceram os embarques de produtos básicos (13,4%) com o maior volume de vendas de farelo de soja, minério de ferro, carne bovina e suína e soja em grão. Por outro lado, foi registrada retração das exportações de semimanufaturados (-33,8%) motivada, em grande parte, pela diminuição nos embarques de óleo de soja em bruto, ferro fundido, semimanufaturados de ferro/aço e açúcar em bruto.

Com preços em queda, importado afeta, de novo, a produção local

Autor(es): Por Juliana Elias e Marta Watanabe | De São Paulo
Valor Econômico - 06/05/2013

Com a estratégia de preços mais baratos, a importação voltou a tirar espaço da produção doméstica. A produção industrial do país decepcionou as expectativas e encolheu 0,5% no primeiro trimestre, diante do mesmo período de 2012, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na mesma comparação, o volume importado no primeiro trimestre avançou 8,1%.
Essa relação entre produção em queda ou fraca e importação forte foi disseminada na indústria na comparação entre o começo deste ano e início de 2012. Segundo dados da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), a quantidade importada de bens não duráveis subiu 10,8% no primeiro trimestre, enquanto a produção de bens semi e não duráveis recuou 3,9%. Nos intermediários, a importação subiu 5,1%, enquanto a produção caiu 0,8%. Bens de capital foram exceção, pois a importação subiu 7,1%, abaixo da produção, que ficou 9,8% maior, puxada por caminhões.

Porto do Rio Grande já opera nas 24 horas

Cinco dos principais portos do País ingressam, a partir de hoje, no programa Porto 24h, que manterá o funcionamento ininterrupto de órgãos anuentes, como Receita Federal, Polícia Federal, Ibama e Anvisa - responsáveis pela liberação e fiscalização das cargas. O projeto, que já funcionava em Santos, Rio de Janeiro e Vitória, será implementado hoje em Rio Grande e também em Paranaguá, Suape, Itajaí e Fortaleza, de modo complementar às ações Porto Sem Papel, Carga inteligente e VTMS, iniciativas que, juntas, envolvem investimentos de R$ 800 milhões via Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Responsável pelo projeto, a Secretaria Especial dos Portos (SEP) iniciou, em 2010, o desenvolvimento de projetos denominados de “Inteligência Logística Portuária”, que envolvem a redução de burocracia por meio de ferramentas de tecnologia de informação nos processos de liberação de veículos e cargas. A ideia é sincronizar o fluxo de cargas para evitar filas e congestionamentos nos portos.

Órgãos federais abrem 24 horas no porto de Paranaguá

Começa hoje, segunda-feira(06), o funcionamento 24 horas dos serviços federais de fiscalização no Porto de Paranaguá. A mudança vale principalmente para a Anvisa e para a Receita Federal. Além do próprio porto, a Polícia Federal e a Capitania dos Portos já atuam de forma ininterrupta. Segundo a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), a Anvisa atua hoje em esquema de plantão das 8 às 20 horas, com dez servidores. No novo regime, mudará o plantão para duas escalas: das 7 às 19 horas e das 19 às 7 horas. Já a Receita Federal do terminal mudará o plantão, hoje feito de 12 por 36 horas semanais, para 24 horas. A expectativa é que trâmites como a liberação de cargas, principalmente contêineres, fique mais rápida.

Fonte: Gazeta do Povo (PR)

Pouca informação explica menor participação de pequenos no comércio exterior

Apesar das micro e pequenas empresas (MPEs) representarem 45% das companhias exportadoras brasileiras em 2011, a soma do valor em dólares das vendas externas dessas firmas representava apenas 0,8% do total das transações.

Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

A principal razão para a fraca participação, dizem especialistas, é a falta de informação sobre como exportar, além do pouco conhecimento sobre mercados externos.

Para Rose Mary Estacio, consultora de comércio exterior do Sebrae, muitas MPEs desconhecem as vantagens da internacionalização, que incluem isenções fiscais de IPI, PIS e Cofins em algumas modalidades de exportações.

Com foco nas vantagens do mercado externo, uma pequena empresa de Mogi das Cruzes (SP) conquistou espaço em diversos países antes de seu lançamento no Brasil. Segundo Jeferson Umezaki, gerente comercial da MN Própolis, a empresa fundada em 1992 já nasceu exportando toda a produção para o Japão.

Especializada em produtos orgânicos e derivados do mel, somente 12 anos depois, em 2004, a empresa passou a desenvolver produtos para atender ao mercado interno.

Umezaki diz que o fundador da empresa, Norihito Matsuda, sabia da demanda por própolis no Japão quando o produto ainda era pouco conhecido por aqui. Atualmente, a MN Própolis exporta para mais de dez países.

Nos últimos anos, passou a se dedicar também ao consumidor local e, hoje, 50% do faturamento da empresa já vem do mercado interno. 

Fonte: COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Equador anuncia que vai aderir ao Mercosul

Estadão Conteúdo
O Equador anunciou neste domingo que irá aderir ao Mercosul. O país era um dos três ainda em negociação para ingressar mas, na última reunião do bloco, em dezembro do ano passado, o presidente Rafael Correa levantou dificuldades sobre o processo, especialmente sobre o regime alfandegário ao qual o Equador teria que praticar.

O protocolo formal de adesão deverá ser assinado na próxima reunião, em julho, no Uruguai. Depois disso, a aceitação do Equador ainda terá que ser aprovada pelos Parlamentos de todos os cinco membros atuais - inclusive o Paraguai, hoje suspenso, mas que deve ser reintegrado depois das eleições presidenciais realizadas no mês passado.

Em dezembro, Rafael Correa afirmou que havia "coincidências ideológicas" com os demais participantes do grupo, mas que para o Equador, que não possui uma moeda nacional, o que sobra para corrigir potenciais problemas no setor externo é a política comercial, que seria limitada com a adesão. A avaliação agora é que as mudanças não seriam tão significativas a ponto de ofuscar os benefícios da adesão.

O Equador negociava desde 2009 o ingresso no bloco, juntamente com a Bolívia. Em dezembro, quando não se esperava uma resposta positiva de nenhum dos dois países, o presidente boliviano chegou a Brasília disposto a assinar imediatamente a adesão, o que fez a Bolívia passar a ser considerada o sexto membro do Mercosul, ainda que em processo de adesão. Ainda negociam o ingresso no bloco: Suriname e Guiana.

Siscomex - Segurança e controle de acesso


PORTARIA SRFB Nº 432, DE 5 DE ABRIL DE 2013
DOU 06/05/2013

Dispõe sobre a Segurança e o Controle de Acesso Lógico de Responsáveis e Representantes Legais aos Sistemas de Comércio Exterior da Secretaria da Receita Federal - RFB.

O SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL, no uso das atribuições conferidas pelo Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil, aprovado pela Portaria MF nº 203, de 14 de maio de 2012, e tendo em vista as disposições constantes da Portaria RFB nº 2.423, de 06 de outubro de 2009, e da Portaria SRF nº 450, de 28 de abril de 2004, resolve:

Art. 1º Aprovar os procedimentos e o Formulário de Cadastramento Inicial e Atualização de Responsáveis e Representantes Legais, constantes, respectivamente, dos anexos I e II desta Portaria, visando regulamentar o acesso desses usuários, mediante o uso de Certificado Digital, aos Sistemas de Comércio Exterior.

Art. 2º Cabe ao Cadastrador Local manter atualizado, para efeito de auditoria, arquivo organizado em pastas individuais por usuário, contendo a documentação comprobatória das solicitações que forem emitidas.

Art. 3º Os servidores da Carreira ARFB em exercício em unidade com atividade aduaneira, após realizar as devidas verificações constantes nos procedimentos do anexo I, são competentes para solicitar cadastramento, atualização, exclusão, habilitação e desabilitação de Representantes Legais e Responsáveis Legais em Sistemas de Comércio Exterior.

Dispensa do tratamento administrativo "MERCADORIA-NCM" pela SECEX


PORTARIA CONJUNTA Nº 561, DE 3 DE MAIO DE 2013
DOU 06/05/2013

Dispõe sobre consulta ao tratamento administrativo da mercadoria quando o órgão anuente for somente a SECEX por meio de Declaração Simplificada de Importação (DSI).

O SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL DO MINISTÉRIO DA FAZENDA E A SECRETÁRIA DE COMÉRCIO EXTERIOR DO MINISTÉRIO DO  DESENVOLVIMENTO,INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR, no uso das atribuições que lhes conferem o inciso XXI do art. 1º e os incisos III e XXVI do art. 280 do Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil, aprovado pela Portaria MF nº 203, de 14 de maio de 2012, e os incisos X e XVI do art. 1º do Anexo VI à Portaria GM/MDIC nº 6, de 11 de janeiro de 2008, respectivamente, considerando a observação de práticas reiteradas no despacho aduaneiro, e tendo em vista o disposto nos arts. 96 e 100 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 - Código Tributário Nacional (CTN), no inciso VI do art. 10 do Anexo VI da Portaria GM/MDIC nº 6, de 2008, e no inciso IV do art. 16 do Anexo I do Decreto nº 7.096, de 4 de fevereiro de 2010, resolvem:

Art. 1º As importações realizadas por meio de Declaração Simplificada de Importação (DSI) estão dispensadas do tratamento administrativo "MERCADORIA-NCM" quando o órgão anuente for somente a Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), ainda que conste da consulta ao tratamento administrativo da mercadoria a necessidade da anuência desse órgão.

Parágrafo único. As importações realizadas por meio de DSI com naturezas de operação tipo: 9 - admissão temporária; 10 – bagagem desacompanhada; ou 11 - reimportação/retorno, estão dispensadas de anuência da SECEX, em qualquer caso.

Art. 2º Os efeitos desta Portaria estendem-se aos despachos aduaneiros ocorridos sob a sistemática da Notícia Siscomex nº 0052, publicada em 1º de novembro de 2000.

Art. 3º Esta Portaria entra em vigor na data da sua publicação.

CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO
Secretário da Receita Federal do Brasil

TATIANA LACERDA PRAZERES
Secretária de Comércio Exterior

Despacho Aduaneiro de Importação - Alteração


INSTRUÇÃO NORMATIVA SRFB Nº 1.356, DE 3 DE MAIO DE 2013
DOU 06/05/2013

Altera a Instrução Normativa SRF nº 680, de 2 de outubro de 2006, que disciplina o despacho aduaneiro de importação.


O SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL no uso das atribuições que lhe conferem os incisos III e XXVI do art. 280 do Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil, aprovado pela Portaria MF nº 203, de 14 de maio de 2012, e tendo em vista o disposto nos arts. 554, 562, 565, 578 e 579 do Decreto nº 6.759, de 5 de fevereiro de 2009, resolve:

Art. 1º Os arts. 18, 46, 47, 48 e 50 da Instrução Normativa SRF nº 680, de 2 de outubro de 2006, passam a vigorar com a seguinte redação:

"Art. 18. ...................................................................................
...................................................................................................

§ 2º ..........................................................................................

I - .............................................................................................
...................................................................................................

c) nos despachos de mercadoria transportada ao país no modal aquaviário, acobertada por Conhecimento Eletrônico (CE), informado à autoridade aduaneira na forma prevista na Instrução Normativa RFB nº 800, de 27 de dezembro de 2007; e


II - ...........................................................................................

a) em importação que não corresponda a uma venda internacional da mercadoria, tal como o retorno de exportação temporária ou a admissão temporária de bens;

CAE pode votar projeto que isenta de impostos a importação de instrumentos musicais


A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado pode votar na próxima terça-feira (7), em reunião a partir das 10h, o projeto (PLS 86/2004) que isenta do Imposto sobre Importação (II) os instrumentos musicais adquiridos por músicos. Na pauta da comissão, ainda estão mais nove itens, entre eles, seis projetos que tratam de isenções de impostos ou deduções no cálculo do imposto de renda da pessoa física.
PLS 86/2004, de autoria do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), isenta do Imposto de Importação os instrumentos musicais importados diretamente por orquestras ou entidades afins e para uso pessoal, por músico profissional, regularmente inscrito no Conselho Regional da Ordem dos Músicos do Brasil.

MP dos Portos acirra disputa entre gigantes da exportação de soja



Foto: Ernesto de Souza
Mudanças de última hora no relatório da medida provisória que vai regular o setor de portos acirraram uma batalha já em curso entre gigantes da exportação de soja.
Há alguns dias, o governo promoveu uma alteração de prazo que ameaça investimentos de R$ 1 bilhão em novos terminais portuários no Norte do país, região considerada a mais importante para a exportação de grãos nos próximos anos.
O escoamento da produção pelo norte reduz custos e ajuda a descongestionar os portos do Sul e do Sudeste.

Alckmin pede à Dilma para unificar alíquota do ICMS

Alckmin pede à Dilma para unificar alíquota do ICMS
Governador quer barrar mudanças ao projeto feitas no Congresso com o apoio do Executivo Federal.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, quer a ajuda da presidente Dilma Rousseff para impedir a aprovação de mudanças nas propostas de reforma do ICMS em tramitação no Congresso Nacional.

Alckmin esteve reunido ontem com Dilma no Palácio do Planalto ao lado do Ministro da Fazenda, Guido Mantega, e do secretário executivo da pasta, Nelson Barbosa. O principal pedido do governador paulista é o resgate do projeto original do governo que unifica em 4% a alíquota do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para todos os estados.

Em conversa que durou cerca de uma hora e trinta minutos, o governador paulista pediu interferência do Executivo para demover a base do governo de aprovar mudanças que definem alíquotas diferenciadas para os estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste nas transações comerciais com os estados do Sul e do Sudeste.

As alíquotas diferenciadas constam de relatório do senador Delcídio Amaral (PT-MS) que está sendo analisado pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE).

Resolução do Senado Federal 13/2012

PERGUNTAS FREQUENTES

1) APLICAÇÃO – Para quais OPERAÇÕES, MERCADORIAS e BENS e será utilizada a alíquota de 4% ?
A alíquota de 4%, conforme definida pela Resolução do Senado Federal n.º 13/2012, será aplicada apenas para as operações INTERESTADUAIS.

Será aplicada para bens e mercadorias importados do exterior que, após o desembaraço aduaneiro:
    I - não tenham sido submetidos a processo de industrialização;
    II - ainda que submetidos a processo de transformação, beneficiamento, montagem, acondicionamento, reacondicionamento renovação ou recondicionamento, resultem em mercadorias ou bens com Conteúdo de Importação superior a 40% (quarenta por cento).
Observação 1: a alíquota de 4%, conforme definida pela Resolução do Senado Federal n.º 13/2012, será aplicada para bens e mercadorias importadas ou que possuam Conteúdo de Importação superior a 40%. Entretanto, nas operações de IMPORTAÇÃO, continuará a ser aplicada a alíquota definida pelo Estado sujeito ativo da obrigação tributária.

Exemplo: uma empresa importa determinada mercadoria e a deposita em seu estoque. Posteriormente a empresa vende a mercadoria importada para contribuinte situado em outro Estado. Ocorreram duas operações: importação e interestadual. A importação utilizará a alíquota de ICMS determinada pelo Estado sujeito ativo da obrigação tributária. Já a operação subsequente (interestadual) utilizará a alíquota de 4%.

Observação 2: mesmo que a operação interestadual não seja imediatamente subsequente à operação de importação, deverá ser utilizada a alíquota de 4%. A Res. SF 13/2012 é aplicável em todas as operações interestaduais subsequentes à importação.

Observação 3: a alíquota de 4% da Resolução do Senado Federal n.º 13/2012 é aplicável a todas as operações interestaduais a partir de 1º de janeiro de 2013 com bens e mercadorias importadas ou com Conteúdo de Importação maior que 40%,independentemente da sua data de importação. Ou seja, valerá inclusive para todos os bens e mercadorias existentes emestoque no dia 31 de dezembro de 2012.

Balança tem déficit recorde no quadrimestre

RedacaoT1

Foto: Joe Raedle/Getty Images
Com um forte déficit na balança comercial de petróleo e derivados, o comércio exterior brasileiro teve o pior resultado da história no começo do ano. As importações superaram as exportações em US$ 6,150 bilhões no acumulado até abril.
Apesar disso, o governo mantém a previsão de que o saldo das transações comerciais seja positivo em maio e em todo ano. Mas além das crescentes compras de petróleo e derivados realizadas em 2013, ainda vão entrar na conta US$ 1 bilhão referentes a importações desses itens feitas em 2012.

SEFAZ/PE: COMUNICADO SOBRE A FICHA DE CONTROLE DE IMPORTAÇÃO


A Secretaria da Fazenda (Sefaz-PE) informa que, conforme definição da Resolução do Senado Federal nº 13/2012, a partir de 01/05/2013, enquanto não forem criados campos próprios na NF-e, o contribuinte deverá informar no campo “INFORMAÇÕES ADICIONAIS “, a expressão:
“Resolução do Senado Federal nº 13/12, Valor da Parcela Importada R$………….., Numero da FCI…………., Conteúdo de Importação………%, Valor da Importação R$……………..”.
Fonte:  SEFAZ-PE

Um tribunal para o ICMS

As novas regras que entraram em vigor ontem para dar fim à guerra dos portos geraram uma correria ao judiciário. Segundo a secretaria estadual da Fazenda (Sefa), pelo menos 50 empresas e instituições informaram ao fisco estadual que procurariam a Justiça para não ter de discriminar os custos das suas mercadorias na nota fiscal. Estima-se, no entanto, que o número de ações e pedidos efetivos seja bem maior.

De acordo com a Resolução 13 aprovada pelo Senado no ano passado, as empresas devem discriminar o conteúdo de importação, em valores, na nota fiscal para que seja calculada qual alíquota de ICMS será cobrada em uma transação interestadual. Se o conteúdo de importação for inferior a 40%, a taxa é de 12%. Se for superior, a alíquota fica em 4%. O critério faz parte do esforço federal de dar fim à guerra fiscal entre estados, que oferecem diferentes cobranças de impostos para atrair grandes indústrias para seus territórios.

Governo projeta superávit da balança de maio e para o ano

por RedacaoT1

Foto: minplanpac /Creative Commons
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) manteve a projeção de superávit na balança comercial do ano apesar do déficit histórico de US$ 6,150 bilhões nos quatro primeiros meses de 2013.
De acordo com a secretária de Comércio Exterior do Mdic, Tatiana Prazeres, a recuperação já se iniciará neste mês. “A expectativa é que tenhamos superávit na balança comercial de maio”, disse, em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira. A secretária não apresentou os números projetados para maio ou para 2013.

Balança comercial tem pior resultado para meses de abril desde 1959

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A balança comercial (diferença entre exportações e importações) fechou abril com rombo de US$ 994 milhões, divulgou há pouco o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O resultado é o pior para o mês desde o início da série histórica, em 1959.
No acumulado de 2013, a balança comercial registra déficit de US$ 6,15 bilhões, o maior resultado negativo da história para o primeiro quadrimestre.
No mês passado, o país exportou US$ 20,632 bilhões, valor recorde para o mês. As importações, no entanto, somaram US$ 21,626 bilhões, também o maior montante registrado em meses de abril. As exportações em abril, no entanto, só foram recordes porque o mês teve maior número de dias úteis do que em 2012.
Pelo critério da média diária, as vendas externas fecharam abril em US$ 937,8 milhões, queda de 4,1% em relação a abril do ano passado. A média diária das importações, no entanto, somou US$ 983 milhões, com crescimento de 5,2% na comparação com o mesmo mês de 2012 e valor recorde para o mês.
De acordo com o MDIC, os rombos na balança comercial eram esperados no início de 2013 porque, entre dezembro e abril, o governo foi obrigado a registrar importações da Petrobras feitas ao longo de 2012 que ainda não haviam sido computadas.
Edição: Davi Oliveira

Supremo isenta de IPI importação de máquinas

Autor(es): Por Bárbara Pombo | De Brasília
Valor Econômico - 02/05/2013

Ministro Dias Toffoli: Pouco importa se o importador é pessoa física ou pessoa jurídica prestadora de serviços
Em decisão inédita, a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) afastou a cobrança do IPI sobre produtos importados por empresa que não é contribuinte do imposto. O precedente, segundo advogados, é importante para reverter o resultado da disputa travada entre as companhias - principalmente prestadores de serviços - e a Receita Federal. Atualmente, todos os tribunais regionais federais (TRFs) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidem a favor do Fisco.
Para os ministros do Supremo, a importação não poderia ser tributada porque haveria violação do princípio da não cumulatividade do IPI, previsto no artigo 153 da Constituição. Se as prestadoras de serviço, por exemplo, fossem tributadas, não conseguiriam usar os créditos do imposto. A decisão foi unânime.

BRASIL PERDE ESPAÇO EM SEUS MAIORES MERCADOS

BRASIL PERDE MERCADO NOS MAIORES PARCEIROS
Autor(es): Por Marta Watanabe | De São Paulo
Valor Econômico - 02/05/2013

O desaquecimento da economia mundial não é a única explicação para a queda das exportações brasileiras, de 7,7% no primeiro trimestre em comparação a igual período de 2012. O Brasil perdeu participação nos principais mercados internacionais em razão da alta dependência da pauta brasileira de exportações em relação às commodities e da falta de competitividade da indústria doméstica.
No primeiro trimestre, segundo a Organização Mundial do Comércio (OMC), a China aumentou as suas importações totais em 8,4% em relação ao mesmo período do ano passado. A exportação brasileira para o país asiático, porém, teve queda de 2,2%. Destino de 15% das exportações brasileiras, a China é o principal parceiro comercial do país. A importação total da Argentina no trimestre aumentou em 5%, enquanto as vendas brasileiras para o país vizinho caíram 10,4%. Para o Chile, os números são parecidos. Enquanto a importação total chilena cresceu 6,3%, a exportação brasileira para o país caiu 11,7%