Com ajuda do Fed, dólar cai mais de 1% e fecha abaixo de R$ 1,75

Por Eduardo Campos | Valor

SÃO PAULO – Da abertura ao fechamento a direção do dólar foi uma só: para baixo. O dólar comercial terminou o dia com queda de 1,08%, a R$ 1,744 na venda, menor cotação desde 11 de novembro do ano passado. Na mínima, o dólar caiu a R$ 1,734 (-1,65%). Na semana, a moeda cai 0,85%, e em 2012 a baixa é de 6,7%.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar pronto caiu 1,07%, a R$ 1,7411, com giro de US$ 112 milhões.

Também na BM&F, o dólar para fevereiro mostrava queda de 0,82%, a R$ 1,748, antes do ajuste final. A moeda fez mínima a R$ 1,735 (- 1,56%).

A queda do dólar é fenômeno mundial nesta quinta-feira. Desde ontem, quando o Federal Reserve (Fed), banco central americano, anunciou juros baixos até o fim de 2014 e não descartou a possibilidade de novas medidas de estímulo, a moeda americana está sob forte pressão de venda.

O juro baixo nos EUA sempre foi um estímulo à arbitragem de taxas de juros. E esse quadro foi reforçado. Toma-se dólar “barato” no exterior e busca-se retorno em moedas emergentes, commodities e outros ativos de risco.

Em relatório, os analistas do Bank of America Merrill Lynch apontam que as moedas que mais vão ganhar com essa postura do Fed são, justamente, as emergentes e aquelas de países exportadores de commodities. “Esperamos que o fluxo direcionado aos emergentes, que começou no começo do ano, se intensifique ou ao menos se mantenha.”

Não por acaso, além do real, o rand sul-africano está entre as divisas que mais sobem ante o dólar no dia.

Por aqui, perdida a linha de R$ 1,750, o mercado passaria a mirar o R$ 1,70. No entanto, conforme o dólar cai, cresce a preocupação com intervenções do governo, diz o superintendente câmbio da Advanced Corretora, Reginaldo Siaca.

Hoje, em teleconferência, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, notou que o real está valorizado em função de uma depreciação da moeda americana. Na segunda-feira, Mantega tinha falado que não permitiria uma valorização da moeda brasileira.

No câmbio externo, o Dollar Index, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de moedas, caía 0,11%, a 79,37 pontos, mas fez mínima a 79,07 pontos. O euro devolou os ganhos e opera estável a US$ 1,31, após máxima em US$ 1,318.

(Eduardo Campos | Valor)

MDIC detém novamente importação de lápis de Taiwan

26/01/2012

Brasília (26 de janeiro) – Foi publicada hoje, no Diário Oficial da União (DOU), a Portaria n° 4 da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) que conclui mais uma investigação sobre falsa declaração de origem e que indefere o pedido de licença de importação para lápis de grafite e lápis de cor, caracterizados como lápis de madeira com diâmetro de 7 a 8 mm (NCM 9609.10.00), comercializados por uma empresa taiwanesa.

Com o término da investigação, ficou comprovado que a empresa não cumpria as condições necessárias para a mercadoria ser considerada originária de Taiwan, conforme regras definidas pela Resolução nº 80/2010 da Câmara de Comércio Exterior (Camex).

Eventuais novas solicitações de licenças da empresa taiwanesa investigada serão automaticamente indeferidas até que a mesma possa comprovar o cumprimento da legislação brasileira. O pedido de licença de importação objeto da investigação era para a comercialização de um lote no valor de US$ 368.263,02.

Essa é a quarta investigação de falsa declaração de origem concluída sobre lápis. Nas investigações anteriores (Portaria nº 41/2011, Portaria nº 47/2011 e Portaria nº 3/2012), a Secex também chegou à conclusão de que as operações não cumpriam com a legislação brasileira com o indeferimento das licenças de importação correspondentes.

O Brasil cobra direito antidumping de lápis de madeira originários da China desde 1997. A última revisão dos referidos direitos foi estabelecida pela Resolução Camex nº 2/2009 e instituiu direito antidumping ad valorem de 201,4% para lápis com mina de grafite e 202,3% para lápis com mina de cor.

Assessoria de Comunicação Social do MDIC
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André Diniz
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Camex delibera sobre lista de produtos que terão elevação temporária do Imposto de Importação

26/01/2012

Brasília (26 de janeiro) – Foram publicadas hoje, no Diário Oficial da União, as Resoluções Camex aprovadas nesta quarta-feira, em reunião do Conselho de Ministros. A Resolução Camex n° 5 constituiu o Grupo Técnico sobre Alterações Temporárias da Tarifa Externa Comum do Mercosul (GTAT-TEC) presidido pela Secretaria Executiva da Camex e formado por representantes dos ministérios que compõe a Câmara de Comércio Exterior. A função do novo grupo será definir a lista de até cem itens que poderão ter a alíquota do Imposto de Importação elevada, de acordo com a proposta aprovada na última reunião de cúpula do Mercosul.

O novo mecanismo permitirá o aumento temporário do Imposto de Importação por razões de desequilíbrios comerciais causados pela conjuntura econômica internacional. De acordo com a decisão do Mercosul, a elevação de tarifa poderá ocorrer por até 12 meses, prorrogáveis, respeitando-se os níveis tarifários consolidados na Organização Mundial do Comércio (OMC), e terá validade até dezembro de 2014. O governo brasileiro trabalha para que a nova lista entre em vigor no menor tempo possível.

Em entrevista coletiva, realizada após a reunião, o secretário-executivo da Camex, Emilio Garofalo Filho informou que, em breve, a Secretaria Executiva da Camex abrirá prazo para que o setor privado possa enviar seus pleitos, de acordo com o formulário que está anexado à Resolução Camex n°5. “O grupo técnico começa a se reunir na semana que vem para definir os critérios que serão adotados para a elaboração da lista”, disse Garofalo. “Nossa melhor expectativa é que, em março ou abril, possamos começar a escolher os produtos. Queremos dar muita transparência para que os setores que se sintam desprotegidos tenham liberdade para fazer sua solicitação à Camex, respeitando sempre as regras da Organização Mundial do Comércio” acrescentou.

A secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Lacerda Prazeres, que participou da coletiva, esclareceu que o aumento do Imposto de Importação é a utilização da margem de manobra que os países do Mercosul têm no âmbito da OMC. “É algo pontual, destinado a permitir que os países membros do Mercosul tenham instrumentos para lidar com o cenário internacional”.

A Decisão nº 39/11, do Conselho Mercado Comum do Mercosul (CMC), não se confunde com a Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum (Letec), ainda em vigor, e que possibilita flexibilizar a alíquota de outros cem produtos. A Decisão, que vale para todos os países do Mercosul, não tem vigência automática, por ser um Protocolo Adicional ao Acordo de Complementação Econômica nº 18. Para entrar em vigor, a medida necessitará ser protocolizada junto à Associação Latino Americana de Integração (Aladi). Além disso, o governo brasileiro só poderá divulgar a lista para sua plena utilização depois de decorridos 30 dias após a incorporação da referida Decisão CMC pelos ordenamentos jurídicos de todos os Estados Partes do bloco.

Pelo mecanismo aprovado pelo Mercosul, cada país deverá encaminhar aos demais formulário específico sobre a elevação tarifária e estes terão 15 dias úteis para eventual negativa acompanhada de fundamentação objetiva. Só depois desse prazo, se não houver oposição, o país estará autorizado a adotar a medida.

Antidumping

Já a Resolução Camex n°6, também publicada hoje, determina a aplicação de direito antidumping provisório sobre as importações de ácido cítrico e seus sais (NCM 2918.14.00 e 2918.15.00) quando originários da China. O direito, que tem vigência de até seis meses, será recolhido por meio de alíquota específica fixa, nos montantes abaixo descritos:

Produtor/Exportador Direito Antidumping Provisório em (US$/t)
BBCA Biochemical 526,81
Lianyungang Natiprol 699,37
RZBC 616,55
TTCA 602,43
Weifang 569,01
Wenda 587,73
Demais empresas chinesas identificadas 741,46
O ácido cítrico e seus sais são utilizados pela indústria de alimentos e bebidas (em especial, refrigerantes), pelo segmento de aplicações industriais (particularmente, detergentes e produtos de limpeza domésticos) e em aplicações farmacêuticas (incluindo produtos de beleza e higiene bucal e cosméticos).

“A aplicação de direitos provisórios é, desde 2011, uma orientação do governo, com o objetivo de evitar que o dano à indústria doméstica se agrave ao longo do processo de investigação”, informou a secretária Tatiana Lacerda Prazeres. O objetivo é evitar a acumulação de estoques pelos importadores, de modo a antecipar uma possível aplicação do direito ao final da investigação. Atendendo a esta orientação, foram aplicados, no ano passado, doze direitos provisórios, número recorde desde a criação do Departamento de Defesa Comercial da Secretaria de Comércio Exterior, em 1995. Em 2010, não foi aplicado nenhum direito provisório.

As medidas aprovadas pelo Conselho de Ministros da Camex fazem parte da meta de aumentar a eficácia dos instrumentos de defesa comercial brasileira, como foi definido pelo Plano Brasil Maior - a política industrial, tecnológica, de serviços e de comércio exterior do governo federal, lançada em agosto de 2011.

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Funcionários do Porto de Santos vão parar em 8/2

Eduardo Magossi, da Agência Estado

A decisão foi tomada em conjunto com sindicatos de outros portos administrados pela Companhia Docas

São Paulo - Os trabalhadores do Porto de Santos decidiram, em assembleia realizada ontem, que irão paralisar suas atividades por 24 horas, em uma tentativa de pressionar o governo a negociar as reivindicações do setor. A paralisação está marcada para o dia 8 de fevereiro. De acordo com o vice-presidente do Sindicato da Administração Portuária, João de Andrade, a decisão foi tomada em conjunto com sindicatos de outros portos administrados pela Companhia Docas, que cuida dos portos de Rio de Janeiro (RJ), São Sebastião (SP), Paranaguá (PR), Natal (RN) e Vitória (ES), entre outros.

Andrade afirma que o sindicato irá enviar um documento com as reivindicações para as autoridades nos próximos dias. Se o governo não aceitar as propostas, os trabalhadores deverão entrar em greve por tempo indeterminado a partir do dia 23 de fevereiro. Segundo o vice-presidente, a pauta de reivindicações inclui o pedido para que o governo regularize a previdência social dos trabalhadores portuários, a profissionalização técnica da Companhia Docas e a assinatura dos acordos coletivos dos portuários que encontram-se em aberto desde 2011.

Dólar abre em forte baixa, vendido a R$ 1,73

26 de janeiro de 2012 • 09h12 • atualizado 10h16

O dólar operava em forte baixa frente ao real na manhã desta quinta-feira, seguindo o apetite por risco do exterior diante da perspectiva de que os Estados Unidos continuem com juros baixos por ainda mais tempo. Às 9h11 (de Brasília), a taxa de câmbio caía 1,50%, a R$ 1,7345.

Na quarta-feira, a moeda americana subiu 0,49%, com pouca liquidez por causa do feriado em São Paulo, após a estabilidade do dia anterior. Em relação a uma cesta de moedas, o dólar caía 0,51%, no menor patamar das últimas cinco semanas.

Reuters News

Gestão muda e melhora operação em Guarulhos, diz ministro

Valor Econômico - 26/01/2012

A capacidade do aeroporto de Guarulhos, sem contar o terminal remoto de passageiros recém-construído em um antigo hangar da Vasp, pode aumentar oficialmente 28% devido aos ganhos de eficiência obtidos no segundo semestre. Desconsiderando o novo terminal, a capacidade do maior aeroporto do país é de 26 milhões de passageiros por ano, segundo a Infraero. Um relatório concluído nos últimos dias pela Secretaria de Aviação Civil mostra aumento significativo do fluxo com medidas de gestão.

A secretaria auferiu, com o auxílio de uma consultoria internacional, a movimentação de passageiros antes e depois das medidas operacionais. Em menos de seis meses, foi possível ver resultados importantes, mas não surpreendentes, na avaliação do ministro Wagner Bittencourt. "Colocamos todo mundo para conversar e planejar em conjunto", afirmou Bittencourt, em referência à criação das autoridades aeroportuárias, em 12 terminais.

Um dos principais ganhos de eficiência foi percebido, segundo o ministro, na questão aduaneira. O fluxo de passageiros que transitam pela área da Receita Federal em cada um dos terminais de Guarulhos quase dobrou, aumentando de 690 para 1.331 por hora. A medição já capta os efeitos da dispensa da declaração de bagagem acompanhada, desde 1º de janeiro, para os turistas brasileiros que estiverem retornando de viagens internacionais sem ultrapassar a cota de isenção. Uma reformulação geral do layout, com o aumento de uma para quatro entradas a quem não tem "nada a declarar", ajudou.

De acordo com o ministro, outro ganho importante ocorreu na Polícia Federal, onde o processamento da emigração - fluxo de passageiros que saem do país - subiu de 983 para 1.405 por hora. As medidas tomadas foram simples. Antes, os guichês demoravam para receber passageiros até que eles identificassem sua disponibilidade e caminhassem em sua direção. Para evitar o problema, "agentes de pré-fila" foram colocados no local para alertar os passageiros. Houve reforço da comunicação visual e a tripulação passou a ser atendida prioritariamente em guichês frontais, conforme disse Bittencourt.

Apesar da percepção de tumulto nos aeroportos durante as viagens de fim de ano, o ministro comemora os resultados verificados em dezembro. Segundo ele, o índice "aceitável" é ter 10% dos voos atrasando mais de 30 minutos, com essa proporção crescendo para cerca de 20% nos dias de pico do fim de ano. Em dezembro de 2011, o índice efetivamente registrado foi de 13% de atrasos, afirmou Bittencourt. No ano anterior, 22% dos voos haviam tido atrasos. Para ele, o desempenho foi positivo. "Conseguimos reduzir os atrasos, embora tivéssemos 8% a mais de voos e um número muito maior de passageiros nos aeroportos", observou.

Adiada homologação para celular importado

Autor(es): Daniela Martins
Valor Econômico - 26/01/2012

O governo adiou, por "questões técnicas", a exigência de homologação prévia da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para importação de telefones celulares no país. A medida é defendida pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, a pedido de fabricantes do equipamento no país. Atualmente, os celulares comercializados no Brasil precisam ter homologação da Anatel, mas a agência não tem poderes para impedir a entrada de aparelhos não homologados.

A expectativa do governo era que a Câmara de Comércio Exterior (Camex) Fosse adotar ontem a medida. No entanto, segundo o secretário-executivo da Camex, Emilio Garofalo Filho, o conselho ministros da câmara somente tomará uma decisão na próxima reunião, no fim de fevereiro. Faltaram, segundo representantes da Camex, "parâmetros técnicos" para que uma decisão fosse tomada.

A secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, disse que se estuda agora como mudar a regra de homologação desses aparelhos. O que se discute é a reforma dessa regra, de forma a garantir que os importados sejam homologados antes de entrar no país."

Mais cem itens terão imposto de importação maior

Autor(es): agência o globo:
O Globo - 26/01/2012

BRASÍLIA. O governo deu ontem mais um passo para proteger a indústria brasileira da concorrência desleal dos importados. A Câmara de Comércio Exterior (Camex) criou um grupo de trabalho encarregado de selecionar cem produtos que terão o imposto de importação elevado. Esses itens serão adicionados a outros cem que já fazem parte da lista de exceção da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul.

Segundo o secretário-executivo da Camex, Emílio Garofalo Filho, o grupo começará a receber sugestões do setor privado sobre que tipo de importado está afetando negativamente a indústria nacional e a nova tributação (que pode chegar a 35% para manufaturados) deve começar a valer em março ou abril. Ela será válida por 12 meses, prorrogáveis por mais um ano.

Ele explicou que a diferença entre esses grupos de produtos é que a lista de exceção da TEC é composta por itens cujo imposto de importação pode ser elevado ou reduzido de acordo com as necessidades do mercado nacional. Já os novos cem itens só sofrerão elevação de imposto.O secretário justificou a adoção de novas medidas protecionistas:

- Houve uma mudança na conjuntura internacional. A Europa em crise tende a importar menos e exportar mais. (Martha Beck)

Laços cambiais

Brasil S.A - Antônio Machado
Correio Braziliense - 26/01/2012

Contas externas fecham 2011 em bom estado, mas pedem atenção, pois dependentes de China e EUA

A avaliação impressionista, estampada em manchetes, de que o país teve um "rombo histórico" nas contas externas em 2011 sugere, numa leitura apressada, um resultado pecaminoso, sinal de perigo. Não é bem assim, mas pode vir a ser. Depende das razões do tal "rombo".

As contas externas fecharam o ano com deficit de US$ 52,6 bilhões — o maior desde 1947, indicando que as empresas, bancos e pessoas gastaram mais dólares do que receberam —, compensado com a entrada de US$ 66,7 bilhões de investimento estrangeiro direto, o chamado IED. Tal número, sem contextualização, soa preocupante, se mais à frente, por qualquer motivo, diminuir a entrada de capitais.

É o que se prevê para 2012, ano em que, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), os países avançados vão costear a recessão. O crescimento da China continuará cedendo (de 10,4% em 2010 para uns 9,2% em 2011 e projetados 8,2% este ano). Os EUA, se nada de mais sério irromper no mundo, deverão crescer 1,8%, tanto quanto devem ter crescido em 2011, vindo de 3% em 2010.

Ambos são vitais para a "pax econômica" do Brasil, já que é deles o mando de campo em que se joga a sorte da maior parte do comércio exterior, afluente dos preços e exportações das commodities, além da inflação, dos juros e da taxa cambial — caudatários dos fluxos financeiros globais. Do resto do mundo não deve vir nada melhor.

O Japão continuará em banho Maria, alternando recessão (-0,9% em 2011) com expansão débil (1,7% este ano, segundo a bola de cristal do FMI). Mais deprimente é o cenário da Europa do euro: conforme o FMI, a região deve ter crescido pífio 1,6% em 2011 e vai encolher, este ano, 0,5%. Mesmo tais dados são incertos, já que o euro pulsa conforme a economia alemã. O PIB da Alemanha cresceu 3,6% em 2010, deve ter crescido 3% em 2011 e se prevê 0,2% para este ano.

Com a economia global batendo pino como carro velho, trafegando entre economias com baixa demanda e excesso de oferta — e mercados financeiros mais sensíveis a risco que bumbum de neném a assadura —, os cenários do FMI acenam para tempos difíceis. O IED poderá rarear, embora o Brasil tenha sido em 2011 o quarto país que mais o atraiu, logo atrás de EUA, China (com Hong Kong) e Inglaterra.

Em tal prognóstico, o crescimento econômico teria de ser contido, para cortar a necessidade de financiamento externo, prevenindo com isso um estouro do câmbio fatal para a estabilidade inflacionária.

Nas simulações do FMI, a economia brasileira cresceu 2,9% em 2011 e deve crescer não mais que 3% este ano. É menos do que projeta o Banco Central, 3,5% a 3,8%. O ministro Guido Mantega fala em 4,5%.

O fel está destilado
O fel está destilado. Mas pode ser menos amargo do que o FMI anda a projetar. Nos EUA, por exemplo, o viés do crescimento é de alta, embora ainda apoiado sobre bases frágeis. Não mais sólidas do que o terreno sobre o qual o capitalismo de Estado chinês assentou seu modelo de crescimento, muito dependente de crédito, que inflou uma bolha imobiliária maior até, em relação ao PIB, da que se formara nos EUA, e de investimento em capacidade industrial que o mundo já não consegue absorver. A esperança é que o governo chinês continue provando-se competente para superar as vicissitudes da economia. E isso depende também da sorte dos EUA e, em menor grau, da Europa.

Transatlântico chinês
Saímos de uma dependência econômica para cair noutra, sem atentar que a China é mais dependente dos EUA do que o Brasil jamais foi. Nossas exportações para a China aumentaram 18 vezes entre 2000 e 2009, tornando-a responsável por mais de 17% do comércio externo brasileiro. Em 2011, a China importou US$ 44,3 bilhões do Brasil, 43% mais do que em 2010. Se o crescimento chinês encolher mais do que prevê o FMI (8,2%), muitos tombarão, como o Costa Concordia. E estamos entre os embarcados no transatlântico chinês.

Deficit sem boa causa
Até uma década atrás, as contas externas eram a última trincheira de resistência da economia nacional. Hoje, não mais. A acumulação de reservas (US$ 352,6 bilhões no dia 24) formou um seguro contra a escassez cambial. Abatidas as reservas, a dívida externa caiu de 34,2% do PIB em 2002 para -2,2% em 2011, o que significa dizer que o país passou a credor líquido do mundo. O deficit externo também não assusta. Como proporção do PIB, foi de "apenas" 2,1% em 2011.

A combinação das reservas com o boom das commodities cauterizou a fraqueza cambial, fonte de todas as megacrises vividas pelo país. Mas tem servido mais para sustentar o gasto corrente, ao custo de solapar a indústria, que para vitaminar o investimento.

O que merece discussão
Os motivos da existência de deficits externos e não sua dimensão, quando razoavelmente administrados, é que merecem discussão. Se o deficit resulta de importações de bens de capital mais que de bens de consumo e de outras despesas cambiais ligadas à transformação da economia, são justificáveis economicamente. Mesmo nos EUA, fora petróleo, hoje boa parte do deficit vem da importação de máquinas e equipamentos, indicando maior competitividade industrial futura.

No Brasil, tem resultado mais de gasto em consumo e turismo, além da remessa de juros e lucros — função da falta de crédito em reais à produção e da dependência de capitais externos. Embora percebido como sinal de prosperidade, tal cenário não é empolgante.

Venda de carro importado desaba 47%

Autor(es): Cleide Silva
O Estado de S. Paulo - 26/01/2012

Dados dos primeiros 20 dias de janeiro apontam queda, justificada em parte pela alta do IPI; para o mercado total, a redução foi de 29%

SÃO PAULO - Janeiro tradicionalmente é mês fraco para a venda de carros novos se comparado a dezembro, quase sempre muito bom. Nos primeiros 20 dias do ano, a queda dos negócios foi de 29%. Para automóveis importados, o tombo foi muito maior. Impactados pela alta de 30 pontos porcentuais do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), as vendas despencaram 47%, segundo dados preliminares das empresas.

Até sexta-feira, foram vendidos 174,7 mil automóveis e comerciais leves, sendo 165,8 mil pelas montadoras - 28% menos que em igual intervalo de dezembro - e 8,8 mil pelos importadores sem fábrica, que em dezembro venderam 16,7 mil unidades.

Em relação ao mesmo período de janeiro de 2011, as vendas do mercado total aumentaram 9%. Isolando-se os negócios dos importadores e das marcas que não atuavam no País na ocasião, o desempenho foi negativo em 5%. A alta do IPI, em vigor desde 16 de dezembro, afeta modelos feitos fora do Mercosul e do México, e que também recolhem 35% de Imposto de Importação.

Em 2011, a venda de importados por empresas independentes somou 199,3 mil veículos, alta de 87,4 % em relação a 2010. Eles responderam por 5,8% das vendas de automóveis e comerciais leves, que atingiram recorde de 3,42 milhões de unidades. Juntando modelos que as montadoras trouxeram da Argentina e do México, a participação dos importados foi de 23,6%, outro recorde.

O movimento de queda acentuada neste início de ano ocorre mesmo com a decisão de várias marcas de não repassar de imediato a alta do IPI, casos da BMW, Mercedes-Benz, Land Rover, JAC Motors e Chery. A coreana Kia, maior importadora independente do País, repassou por enquanto 6% de aumento (parte pelo IPI e parte pela variação cambial). Suas vendas caíram 50% neste mês em relação a dezembro e 40% ante um ano atrás.

Segundo importadores, o consumidor está sem referência de preços e a expectativa é de que só a partir de março o cenário estará mais claro. "O mercado de fato se retraiu neste começo de ano, em parte pela antecipação de compras ocorrida nos dois últimos meses do ano passado", opina Marcel Visconde, presidente da Stuttgart Sportcar, importadora da Porsche.

Modelos da marca de esportivos de luxo tiveram reajustes de cerca de 20%, em duas etapas, também com repasses do IPI e do efeito cambial. "Se fôssemos repassar todo o IPI, o reajuste ficaria próximo aos 40%", ressalta Marcel. Para o modelo mais em conta da marca, o Boxster 2.7, o reajuste foi de R$ 70 mil (R$ 330 mil). Para o mais caro, o Panamera Turbo S, de R$ 200 mil (R$ 1,149 milhão).

De acordo com Visconde, a Stuttgart não vai rever sua estratégia de importação, mas adotará medidas como redução de margem e investimentos e vai negociar descontos extras com a fabricante alemã. No ano passado, as vendas da marca somaram 1.134 unidades, ante 911 em 2010.

A JAC Motors informa ter estoques até março de produtos que chegaram da China antes da alta do IPI e não vai alterar a tabela de preços até lá. Neste mês, a marca vende o J3 e o J3 Turim com desconto de R$ 1 mil - a versão mais barata custa R$ 36.900.

Montadoras. As montadoras também começam a reajustar preços dos modelos top de linha importados de fora da região. O Ford Edge, que vem do Canadá, está 5% mais caro. A Volkswagen aumentou os preços dos modelos alemães Passat, Variant, Tiguan e Touareg em 14%, em média, índice que inclui atualização cambial e renovação de linha. A GM repassou aumento de 11% para o Malibu (importado dos EUA) e de 25% para o Omega (Áustria). O Camaro, feito no Canadá, por enquanto foi poupado.

A Citroën iniciará neste semestre a importação, da Europa, do compacto premium DS3. O modelo vai disputar mercado principalmente com o Mini Cooper e o Audi A1, que custam entre R$ 80 mil e R$ 90 mil nas versões mais baratas. Segundo o diretor-geral da empresa no Brasil, Francesco Abbruzzesi, apesar do IPI, o DS3 terá preço competitivo. Ele ressalta, contudo, que a medida "afeta a capacidade de gerar volume maior nesses modelos".

O executivo afirma que a chegada de outros modelos da linha, como o DS4 e o DS5, pode demorar. "Vamos analisar a viabilidade de trazer toda a gama". Segundo ele, 90% dos veículos da marca vendidos localmente são produzidos no Brasil e na Argentina.

Contra importações, centrais e Fiesp organizam paralisação

Autor(es): Por João Villaverde | De Brasília
Valor Econômico - 26/01/2012

Paulo Skaf, presidente da Fiesp, vai debater mobilizações com sindicalistas

Parte dos trabalhadores da indústria paulistana podem cruzar os braços por um dia logo após o Carnaval, na última semana de fevereiro, em protesto contra a forte entrada de produtos manufaturados importados. Os industriais liderados pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) não devem se incomodar - pelo contrário, a greve geral deve contar com a boa vontade dos empresários. O comércio varejista pode acompanhar. O arranjo dessa manifestação será fechado hoje, em São Paulo, em duas reuniões entre empresários e sindicalistas.

Na primeira reunião, de manhã, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, discute os planos da greve geral na capital paulista com os presidentes de cinco centrais sindicais, capitaneadas pela Força Sindical, e pelo maior sindicato da capital, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo. Em seguida, os sindicalistas, desta vez liderados pelo Sindicato dos Comerciários de São Paulo, filiado à União Geral dos Trabalhadores (UGT), serão recebidos pelo empresário Abram Szajman, presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio).

Os encontros vão envolver empresários e os líderes das centrais Força Sindical, UGT, CTB, NCST e CGTB. Os sindicalistas representam na capital 420 mil metalúrgicos, 480 mil comerciários, 35 mil prestadores de serviços em software e processamento de dados, 80 mil motoristas de ônibus, além dos trabalhadores nas indústrias têxtil e de confecções, entre outros. Os industriais estão "inclinados" a apoiar a greve geral dos sindicalistas, segundo uma fonte ligada à Fiesp. O apoio, se confirmado, pode caracterizar um locaute. "Os importados estão reduzindo nosso ímpeto de contratações e mesmo reduzindo produção e, portanto, também resultando em demissões", diz o industrial.

O protesto será concentrado na avenida Paulista, onde os sindicalistas esperam concentrar os trabalhadores com cartazes anti-importações. "O salário mínimo sobe forte e impulsiona os salários no mercado de trabalho como um todo, mas esse gás no consumo tem sido crescentemente convertido no consumo de importados", afirma Miguel Torres, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes.

Em novembro, o IBGE registrou queda de 0,1% sobre o mês anterior no emprego industrial. O pior resultado foi apurado em São Paulo, que registrou forte queda de 3,7% entre outubro e novembro - 15 dos 18 setores pesquisados pelo IBGE registraram corte de pessoal. De janeiro a novembro, a indústria aumentou a produção em apenas 0,4%, de acordo com o IBGE.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) é a única das seis centrais do país que não participará das reuniões hoje. As portas não estão fechadas à maior central do país, mas seu posicionamento contrário ao imposto sindical fez com que ela não fosse procurada.

Taxas fiscais para 26.01.2012

Nome da Moeda 26/01/2012 27/01/2012
Coroa Sueca 0,2600000 0,2584000
D. Australiano 1,8431000 1,8420000
D. Canadense 1,7431000 1,7395000
D. EUA 1,7649000 1,7632000
Euro 2,2891000 2,2835000
Franco Suiço 1,8971000 1,8904000
Iene 0,0226900 0,0225600
L. Esterlina 2,7492000 2,7465000

LEGISLAÇÃO COMÉRCIO EXTERIOR - 25.01.2012

Portaria ALF/AEROPORTO DE VIRACOPOS 04/2012
Dispõe sobre a entrega de documentos para formalização e juntada em processos e dá outras providencias.
Portaria RFB 89/2012
Determina que no exercício de 2012 não sejam destinadas a órgãos da Administração Pública mercadorias apreendidas ou abandonadas que, por suas características ou quantidades, possam vir a ser distribuídas gratuitamente à população pelo órgão beneficiário, exceto nos casos de calamidade pública, de estado de emergência ou de programas sociais autorizados em lei e em execução orçamentária no exercício anterior.

BC fixa datas para entrega de Declaração de Capitais Brasileiros no Exterior (CBE)

25/01/2012 10:15:00

Brasília - O Banco Central do Brasil começa a receber, a partir do dia 6 de fevereiro, a Declaração de Capitais Brasileiros no Exterior (CBE) relativa ao ano de 2011. Estarão obrigadas a prestar as informações todas as pessoas físicas e jurídicas residentes no País que detinham, no exterior, ativos de valor igual ou superior a US$ 100 mil em 31/12/2011. As declarações deverão ser entregues entre as 9 horas do próximo dia 6 e as 20 horas de 5 de abril.

O Banco Central do Brasil também estabeleceu o seguinte cronograma de entrega da declaração trimestral de CBE, para pessoas físicas e jurídicas que detêm ativos de valor igual ou superior a US 100 milhões. Esta declaração trimestral passará a ser obrigatória a partir deste ano.

I - Data-base de 31 de março de 2012, no período compreendido entre as 9 horas de 30 de abril de 2012 e as 20 horas de 6 de junho de 2012
II – Data-base de 30 de junho de 2012, no período compreendido entre as 9 horas de 30 de julho de 2012 e as 20 horas de 6 de setembro de 2012
III – Data- base de 30 de setembro de 2012, no período compreendido entre as 9 horas de 29 de outubro e as 20 horas de 7 de dezembro de 2012
Tanto a declaração anual, quanto as declarações trimestrais, deverão ser preenchidas por meio do preenchimento eletrônico de declaração disponível na página do Banco Central do Brasil na internet, endereço www.bcb.gov.br.
É importante destacar, finalmente, que CBE contribui para que o País conheça, de forma mais ampla, as riquezas que possui no exterior.


Brasília, 25 de janeiro de 2012

Banco Central do Brasil
Assessoria de Imprensa
(61) 3414-3462
imprensa@bcb.gov.br

Taxas fiscais para 25 e 26.01.2012

Nome da Moeda 25/01/2012 26/01/2012
Coroa Sueca 0,2602000 0,2600000
D. Australiano 1,8520000 1,8431000
D. Canadense 1,7430000 1,7431000
D. EUA 1,7528000 1,7649000
Euro 2,2846000 2,2891000
Franco Suiço 1,8923000 1,8971000
Iene 0,0227500 0,0226900
L. Esterlina 2,7342000 2,7492000

Dólar sobe 0,05% e fecha a R$ 1,753

24/01/2012 - 18h17
DA REUTERS, EM SÃO PAULO
FOLHA.COM

Mesmo que por pequena margem, os compradores falaram mais alto no mercado à vista de câmbio, onde o dólar teve a primeira alta em sete pregões.

Dados preliminares apontam que o dólar comercial fechou com leve alta de 0,05%, negociado a R$ 1,753 na venda. Na segunda-feira, a divisa caiu 0,39%, a R$ 1,752.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o rumo já é outro. O dólar para fevereiro mostrava baixa de 0,19%, a R$ 1,756.

O Dollar Index, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de moedas, avançava 0,10%, a 79,88 pontos. Enquanto o euro tinha leve alta de 0,04%, a US$ 1,302.

Em alta, Petrobras limita perdas da Bovespa; dólar sobe 0,45%

4/01/2012 - 15h54
DO VALOR, EM SÃO PAULO
FOLHA MERCADO

O segundo dia de forte valorização dos papéis da Petrobras e a alta de ações de consumo impedem a Bolsa brasileira de consolidar um movimento de realização de lucros. Ainda que o Ibovespa siga em baixa, a variação é muito modesta perto dos ganhos apurados nos últimos seis pregões.

Nesta véspera do feriado em São Paulo, que deixará os mercados financeiros fechados, investidores reagem a uma série de balanços corporativos divulgados nos Estados Unidos e permanecem de olho nas notícias sobre a Grécia.

O Ibovespa chegou a subir 0,2% na máxima do dia, mas, por volta das 15h10, recuava 0,07%, aos 62.341 pontos. O volume negociado estava em torno de R$ 3,4 bilhões.

Destaque do dia, as ações da Petrobras subiam novamente e figuravam entre as principais altas do índice, com o mercado ainda de olho na troca de comando da estatal.

A indicação de Maria das Graças Silva Foster para a presidência da Petrobras no lugar de José Sérgio Gabrielli, que deixa a companhia no próximo dia 12, foi aplaudida ontem por analistas e investidores.

Petrobras PN subia 1,98%, a R$ 25,63, enquanto o papel ON avançava 2,60%, a R$ 28,01.

No mesmo horário, em Wall Street, o índice Dow Jones caía 0,31% e o S&P 500 perdia 0,21%, enquanto o Nasdaq tinha alta de 0,03%.

No mercado de câmbio, o dólar defendia a primeira alta em sete dias. A moeda americana avançava 0,45%, a R$ 1,760. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o contrato futuro de fevereiro subia 0,22%, a R$ 1,7635.

GRÉCIA

Na Grécia, o Ministério das Finanças do país indicou nesta terça-feira que ainda acredita que o país poderá chegar a um acordo com os credores privados para reduzir a dívida pública, apesar dos termos mais duros adotados por seus parceiros da zona do euro.

O governo grego está tentando obter com seus credores privados --bancos e outras instituições de financiamento-- a troca de seus títulos públicos com outros mais novos e com metade do valor, para poder reduzir sua dívida em cerca de 100 bilhões de euros (US$ 130 bilhões). As partes estão tentando chegar a um acordo sobre qual será a taxa de juros desses novos títulos.

Ainda estão em pauta as projeções atualizadas do Fundo Monetário Internacional (FMI), no relatório "Panorama Econômico Global". Segundo o órgão, o crescimento da economia mundial poderá ficar até dois pontos percentuais menor do que o previsto nos próximos dois anos, caso haja uma intensificação da crise na Europa.

O FMI prevê uma expansão da economia mundial de 3,3% em 2012, abaixo dos 4% projetados para o período na versão anterior do relatório, divulgada em setembro. A projeção de crescimento econômico para 2013 foi rebaixada de 4,5% para 3,9%.

No mercado financeiro, as principais bolsas europeias já encerraram os negócios no campo negativo.

Entrada de dólares supera saída em US$ 6,6 bilhões

O segmento fluxo financeiro puxou o resultado preliminar do mês, com saldo positivo de US$ 5,083 bilhões

Kelly Oliveira, da Agencia Brasil

O fluxo comercial (operações relacionadas a exportações e importações) ficou positivo no período em US$ 1,571 bilhão

Brasília - O saldo da entrada e saída de dólares do país, fluxo cambial, está positivo em US$ 6,654 bilhões, neste mês, até a última sexta-feira (20), segundo dados divulgados hoje pelo Banco Central (BC).

O segmento fluxo financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações) puxou o resultado preliminar do mês, com saldo positivo de US$ 5,083 bilhões.

O fluxo comercial (operações relacionadas a exportações e importações) ficou positivo no período em US$ 1,571 bilhão.

O BC também informou que a posição de câmbio dos bancos passou de vendida (o que indica expectativa dos bancos de queda do dólar no mercado à vista) em US$ 1,583 bilhão para comprada (aposta na alta do dólar) neste mês, até o dia 20, em US$ 4,84 bilhões.

LEGISLAÇÃO COMÉRCIO EXTERIOR - 24.01.2011

ADE IRF/CORUMBÁ 01/2012
Demarca a área alfandegada do Terminal Portuário Fluvial de uso privativo misto, administrador pela empresa Granel Química Ltda.
IN SDA/MAPA 01/2011
Altera a Instrução Normativa nº 17/2012 que aprova os procedimentos e requisitos zoossanitários para a importação de aves para fins ornamentais e seus ovos férteis pelo Brasil.

Depois de seis pregões de queda, dólar inverte sinal e opera em alta

24/01/2012 - 10h28
DO VALOR
FOLHA.COM - MERCADO

Depois de seis pregões seguidos de desvalorização, o dólar inverteu a direção e passou a operar em alta no pregão desta terça-feira. Por volta das 9h15, o dólar comercial operava com alta de 0,62%, cotado a R$ 1,761 na compra e R$ 1,763 na venda.

Os contratos futuros com vencimento em fevereiro de 2012 operavam em alta de 0,45%, a R$ 1,767 pontos. Na segunda-feira, o dólar terminou com queda de 0,39%, a R$ 1,752 na venda.

No ano, a queda do dólar está em 6,26%, até o fechamento de ontem. No exterior, a moeda americana operava com ligeira valorização ante o euro, de 0,09%, a US$ 1,300.

O Dollar Index, que mede o desempenho ante seis outras, mostrava avanço de 0,15%, para 79,92 pontos. Na Grécia, credores continuam a conversar com autoridades locais para negociar soluções para a dívida do país.

Os principais índices acionários da região operavam em queda de pelo menos 0,7%.