Dólar sobe 0,58% com possível redução de estímulo nos EUA


Brasil Econômico - 15/08/2013

Dados de emprego e aumento da inflação podem fazer com que o Fed diminua o ritmo mensal de compra de títulos.

O dólar avançou ante o real pela quarta sessão consecutiva diante da perspectiva de que novos sinais de melhora nos Estados Unidos possam levar o banco central do país a reduzir seu estímulo monetário.

A moeda norte-americana fechou com alta de 0,58%, a R$ 2,338 na venda, maior patamar no fechamento desde 11 de março de 2009, quando a divisa ficou em R$ 2,351.

"O que aconteceu foi que os números sobre a economia norte-americana saíram de manhã e o dólar operou em alta desde então", resumiu o superintendente de câmbio da Intercam Corretora, Jaime Ferreira.

O número de pedidos de auxílio desemprego caiu para mínima em quase seis anos na semana passada, indicando aceleração no crescimento no mercado de trabalho no início de agosto.

Além disso, o Índice de Preço ao Consumidor norte-americano subiu 0,2% e, em 12 meses até julho, avançou 2%. O movimento da inflação na direção da meta de 2% do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) pode oferecer algum conforto às autoridades, que têm alertado sobre os potenciais perigos de uma inflação muito baixa.

Os dados reforçaram a tese que a maior economia do mundo está se recuperando, abrindo caminho para que o Fed comece a reduzir seu programa de estímulo já em setembro, que atualmente consiste em compras mensais de US$ 85 bilhões em títulos hipotecários e públicos.

A perspectiva de redução na liquidez internacional resultante dessa decisão tem motivado amplo fortalecimento do dólar. Desde maio, quando integrantes do banco central dos EUA começaram a sinalizar que a redução do estímulo poderia ocorrer em breve, a moeda norte-americana acumula alta de 16,84% ante o real.