Dólar sobe 1% e volta a R$2,31 sem intervenção do BC

Brasil Econômico - 13/08/2013


Alta reflete dados positivos nos EUA que renovam preocupações com a provável redução do estímulo monetário no país.

O dólar fechou em alta de 1% ante o real nesta terça-feira, voltando ao patamar de R$ 2,31, após dados positivos nos Estados Unidos renovarem preocupações com a provável redução do estímulo monetário no país e a consequente redução na liquidez global.

Apesar do salto, o Banco Central não atuou o dia todo, o que deixou os investidores ainda mais atentos à possíveis intervenções no mercado de câmbio à frente, a fim de evitar mais pressões inflacionárias.

A moeda norte-americana avançou 1,08%, para R$ 2,310 na venda, maior alta percentual desde 24 de julho passado.

"Há uma grande pressão de alta, vinda de fora, sobre a moeda", afirmou o diretor-executivo da NGO Corretora, Sidnei Nehme.

O bom resultado das vendas no varejo dos EUA reforçou temores de que o Federal Reserve, banco central do país, diminua o ritmo de seu programa de aquisição de ativos, reduzindo a oferta de dólares em todo o mundo e puxando para cima as cotações da divisa.

As vendas no varejo nos EUA excluindo carros, gasolina e materiais de construção subiram 0,5% no mês passado, mais do que o esperado.

O Fed compra mensalmente US$ 85 bilhões em títulos hipotecários e do Tesouro norte-americano e tem dito que pode reduzir esse ritmo quando a recuperação da maior economia do mundo estiver sólida.

Na máxima do dia, a moeda chegou a R$ 2,3135, intensificando especulações de que o BC pode voltar a atuar nos mercados para derrubar a divisa, uma vez que a valorização do dólar tende a dar força à inflação.

"As duas últimas intervenções do BC ocorreram quando o dólar estava mais baixo do que está hoje", lembrou um operador de banco estrangeiro.