Déficit comercial atinge US$ 5,4 bi até maio e é o maior da história

RedacaoT1
Importações somaram US$ 98,7 bi e foram recordes para o período, com destaque para compras de combustíveis e lubrificantes, que avançaram 25,5%.
Foto: Felipe Dupouy
O superávit comercial do mês de maio de US$ 760 milhões é o menor resultado para o mês desde 2002, segundo a série histórica do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). De janeiro a maio, contudo, houve um déficit de US$ 5,392 bilhões, o maior da história para os primeiros cinco meses do ano. A comparação considera série iniciada no começo da década de 1990.
As importações somaram US$ 98,683 bilhões, uma alta de 9,8% na comparação com janeiro a maio do ano passado, e foram recordes para o período. No acumulado, as importações registram alta de 25,5% para combustíveis e lubrificantes; 8,9% em matérias-primas e intermediários; 6,5% de bens de capital e 1,7% em bens de consumo. A comparação é com janeiro a maio de 2012.
Em maio, houve aumento de 29,4% as compras de combustíveis e lubrificantes; 9,8% as de matérias-primas e intermediários; e de 0,5% de bens de consumo. A única queda nas importações de maio foram nas compras de bens de capital, de 0,8% em relação ao mesmo mês de 2012.
As exportações no ano somam US$ 93,291 bilhões, com queda de 2,8% em relação ao mesmo período de 2012. No acumulado do ano, houve retração dos embarques nas três categorias: as exportações de manufaturados caíram 3,1%; as de básicos, 2,5%; e as de semimanufaturados, 2,2%; na comparação com janeiro a maio de 2012.
Segundo os dados do MDIC, apenas as exportações de produtos básicos tiveram crescimento de 1,7% no mês de maio, enquanto que as vendas externas de semimanufaturados caíram 13,5% e de manufaturados reduziram 0,9% em relação a maio do ano passado.
Balanço de pagamentos
O desempenho comercial tem prejudicado o balanço de pagamentos. Pelos últimos dados disponíveis, o déficit nas contas correntes atingiu US$ 8,3 bilhões em abril, US$ 33,1 bilhões no primeiro quadrimestre e US$ 70 bilhões nos últimos 12 meses. Os Investimentos Estrangeiros Diretos (IEDs), com saldo de US$ 5,7 bilhões, em abril, e US$ 18,9 bilhões, no quadrimestre, não conseguiram cobrir o rombo.
Fonte: Agência Estado, Por Renata Veríssimo