Em linha com a tendência que prevaleceu no exterior, o dólar encerrou o pregão desta segunda-feira (4/2) em alta frente ao real, mas respeitando o possível teto de R$ 2,00 adotado pelo Banco Central (BC) para impedir que o câmbio atrapalhe o controle inflacionário.
A moeda americana encerrou os negócios com valorização de 0,30% no primeiro pregão da semana, cotada a R$ 1,995 para venda.
O Dollar Index, índice que mede a variação do dólar contra uma cesta de divisas, subia 0,57%, com destaque para o euro, que perdia 0,95%, para US$ 1,3511.
"Um fluxo de saída de cerca de US$ 100 milhões de uma petrolífera, próximo ao fechamento do pregão regular do câmbio, fez a moeda fechar perto da máxima do dia", diz João Paulo de Gracia Corrêa, gerente da mesa de câmbio da Correparti, em relatório.
A cotação da moeda americana flutuou hoje por uma banda com mínima em R$ 1,988 (-0,05%) e máxima em R$ 1,996 (+0,35%).
No boletim Focus desta semana, os economistas consultados pela autoridade reduziram sua projeção para a taxa de câmbio ao final de 2013, de R$ 2,07 para R$ 2,05.
A alteração do prognóstico refletiu, aparentemente, tanto as atuações do BC na semana passada que indicaram ao mercado a adoção de um real mais valorizado, como também as declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que atentou os investidores a não esperarem por um "derretimento" na taxa do dólar.
Juros
A curva de juros futuros da BM&FBovespa ficou praticamente inalterada dentre os contratos que geralmente são os mais negociados.
A ponta longa teve um repique de alta, segundo operadores, mais por conta de ajustes finos de bancos e corretoras em suas posições do que por notícias que pudessem justificar o movimento.
Os players desse mercado ressaltam ainda que o volume baixo verificado nesta segunda, que facilita distorções na curva como a verificada entre os contratos de vencimento mais distante, pode ser uma tendência no curto prazo, já que poucas apostas em relação à Selic podem ser feitas neste momento.
Mais negociado, com giro de R$ 12,187 bilhões, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2015 subiu de 7,98% para 7,99%, enquanto o para janeiro de 2014 caiu de 7,26% para 7,25%, com volume de R$ 8,897 bilhões.
Já o para janeiro de 2016 avançou de 8,51% para 8,55%, e o para janeiro de 2017, de 8,83% para 8,90%.