Bom humor dos investidores puxa dólar para baixo


Bom humor dos investidores puxa dólar para baixoCurva de juros futuros da BM&F Bovespa opera perto da estabilidade, apesar do IPCA pouco acima do esperado.
Dados melhores que as expectativas na China e na Alemanha sustentam o bom humor dos investidores no pregão desta quarta-feira (8/5), e favorecem uma rodada global de desvalorização do dólar.
Há pouco, a moeda americana recuava 0,24% frente ao Real, e era negociada a R$ 2,002 para venda.
O euro tinha ganhos expressivos de 0,74%, cotado a US$ 1,3176.
"Estamos seguindo o movimento internacional, não tem nenhum motivo para ser diferente", afirma Ures Folchini, vice-presidente de tesouraria do Banco WestLB.
Assim como os economistas consultados pelo Banco Central (BC) para a elaboração do boletim Focus, que preveem a taxa do dólar em R$ 2,00 ao final de dezembro pelas últimas 10 semanas, o executivo do WestLB também entende que dificilmente teremos variações significativas no câmbio doméstico no curto prazo.

"Se mexer muito, o BC deve intervir, então deve ficar perto dos R$ 2,00 mesmo".
Os dados do fluxo cambial divulgados nesta tarde pela autoridade monetária favorecem a depreciação da moeda dos Estados Unidos, uma vez que o resultado, superavitário em US$ 3,5 bilhões no mês passado, foi o melhor já registrado no ano.
A própria redução na posição vendida dos bancos, que corresponde a aposta em queda do dólar, e que passou de US$ 8,317 bilhões em março para US$ 5,113 bilhões em abril, é outro indicativo da falta de mobilidade esperada para esse mercado.
Juros
A curva de juros futuros da BM&FBovespa opera estável, apesar do IPCA, que subiu de 0,47% para 0,55%, e ficou acima dos 0,50% que era o consenso do mercado.
Mais negociado, com giro de R$ 29,813 bilhões, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2014 seguia nos mesmos 7,84% da véspera, assim como o para janeiro de 2015, parado nos 8,16%, com volume de R$ 25,924 bilhões.
"As coletas que estão sendo feitas mostram um recuo importante da inflação, e com isso não teria necessidade de subir tanto os juros. O IPCA foi visto como algo do passado, e para frente os pontos positivos estão maiores que o negativos", pondera Folchini.
Fonte: Brasil Econômico