O dólar encerrou em leve queda frente ao real nesta quarta-feira (8/5), refletindo renovado ânimo nos mercados internacionais após sinais positivos sobre a China e a Alemanha, mas as oscilações eram contidas pela constante vigilância do Banco Central.
A moeda norte-americana perdeu 0,21%, cotada a R$ 2,0033 na venda. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 2,5 bilhões.
Os investidores mostraram-se mais otimistas nesta sessão depois que a produção industrial da Alemanha subiu inesperadamente em março. Também contribuiu para o bom humor o crescimento das exportações e das importações da China acima do esperado em abril.
O movimento era limitado, no entanto, pela vigilância do governo e do Banco Central sobre o câmbio, que afirmaram repetidamente que baixa volatilidade é favorável para a economia.
Intervenções da autoridade monetária nos mercados de câmbio também levaram investidores a deduzir que a instituição impôs uma banda cambial informal entre R$ 1,95 e R$ 2,03 para o dólar.
"Os índices na Alemanha e na China foram bons, mas a reação foi mínima", disse o superintendente de câmbio da Advanced, Reginaldo Siaca.
Às 16h29, no horário de Brasília, o euro avançava 0,59% frente ao dólar. Contra uma cesta de divisas, a moeda norte-americana perdia 0,38%.
Siaca destacou ainda que a economia brasileira tem registrado fluxo cambial --entrada e saída de divisas-- positivo, o que contribuiu para a depreciação da moeda norte-americana frente ao real e deve apoiar a continuidade dessa tendência.
Segundo o BC, a economia brasileira recebeu US$ 3,515 bilhões em abril, permanecendo no azul pelo segundo mês consecutivo, devido à entrada de divisas pela conta comercial.
Para Siaca, no entanto, o efeito dessa dinâmica não deve ser pronunciado, uma vez que, além da perspectiva de que o BC possa atuar para evitar excessiva volatilidade no câmbio, investidores relutam em fazer grandes apostas diante das incertezas sobre a economia mundial.
"O mercado está muito preocupado. O pessoal não está soltando dinheiro para investimento", afirmou ele. "A palavra certa é cautela".
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Fonte: Valor Econômico
