Brasil Econômico - 02.07.2013
Sinais de fraqueza da indústria brasileira alimentam o temor de saída de investidores do mercado local.
O dólar fechou com alta ante o real de quase 1% nesta terça-feira (02/07), voltando ao patamar de R$ 2,25, com os sinais de fraqueza da indústria brasileira, que alimenta o temor de saída de investidores do mercado local, e também com o mau humor externo.
A forte queda da produção industrial brasileira em maio, que coloca em dúvida a recuperação da atividade econômica, tornou-se a catalisadora da valorização do dólar desde o início da sessão, movimento que ganhou força nas últimas horas do pregão pelas forte quedas na Bovespa.
A moeda americana fechou em alta de 0,84%, cotado a R$ 2,250 na venda. "O dólar está acompanhando o movimento internacional, mas foi exagerado pelo mau humor na Bovespa", afirmou o economista-chefe do banco ABC Brasil, Luis Otávio de Souza Leal.
O Ibovespa chegou a recuar quase 5% nesta terça-feira, tragado pelo amplo movimento de vendas generalizadas, com as empresas "X", do empresário Eike Batista, liderando as perdas.
O nervosismo do mercado apareceu logo no início da sessão, após a divulgação de que a produção industrial no país despencou 2% em maio maio, bem abaixo das expectativas de analistas, puxada pelo tombo no segmento de bens de capital.
"Os números da produção industrial não favoreceram e o mercado ficou um pouco nervoso. Esse resultado está mostrando que estamos em um novo patamar de PIB: o pibinho. E isso volta a pressionar o câmbio", afirmou o superintendente de câmbio da Intercam, Jaime Ferreira.
A valorização da moeda estrangeira deixou operadores apreensivos durante todo o pregão em relação a uma possível atuação do Banco Central para tentar limitar a alta, o que acabou não se acontecendo. "É muito estranho o BC estar quieto", resumiu o superintendente de câmbio da Advanced Corretora, Reginaldo Siaca.
