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A comentarista lembra que, entre as reivindicações, está a redução da jornada, que aumentaria o custo da indústria.

A comentarista lembra que, entre as reivindicações, está a redução da jornada, que aumentaria o custo da indústria.

Foto: Reprodução
O Comitê de Política Monetária do Banco Central elevou de 8% para 8,5% a taxa básica de juros da economia. Houve indicação de que vai haver outro reajuste, em um comunicado do BC logo depois que fala da continuação desse processo de mudança de política monetária para derrubar a inflação neste ano e no ano que vem.
Os economistas interpretaram como sendo uma indicação de que podem ser aprovados novos aumentos da taxa de juros.
Aconteceu exatamente o que o mercado tinha previsto. Ele estava em um consenso de 0,5% e aconteceu. A boa notícia é que há uma expectativa de fato de que a inflação reduza, mas não muito, nos próximos meses. E, quem sabe, chegue mais baixa nos últimos meses.
Essa mobilização das forças sindicais nesta quinta-feira (11) é bem diferente das últimas manifestações das últimas semanas. Aquelas foram movimentações espontâneas, que surgiram na última hora e pela internet.
Agora é um movimento organizado pelas centrais sindicais, que têm uma ligação muito forte com o governo. A maioria é apoiadora do governo, direta ou indiretamente.
Elas querem a redução da jornada, que aumentaria o custo da indústria. Na quarta mesmo saiu uma notícia ruim da indústria, onde houve aumento do desemprego.
Eles pedem também o fim do fator previdenciário, o que significa aumento das contas públicas e da conta da previdência.
Claro que têm outras questões levadas para as ruas, mas o comando é das centrais. Não tem nada de novidade como o primeiro movimento, que a gente viu durante semanas no Brasil.
Fonte: Bom Dia Brasil