Dólar opera com leve alta, descolado do exterior

Lucas Bombana   (lbombana@brasileconomico.com.br) 
14/02/13 13:10
Brasil Econômico

Inflação da Fipe em desaceleração contribui para fechamento da curva de juros futuros da BM&F Bovespa.
O mau humor que prevalece nos principais índices acionários por conta de dados ruins da economia europeia favorece um fortalecimento global do dólar nesta quinta-feira (14/2).
No Brasil, entretanto, com a leitura de que o governo quer um real mais apreciado para ajudar no controle da inflação, a moeda americana tem desempenho diferenciado.
Há pouco, a divisa operava em leve alta de 0,05% frente ao real, e era negociada R$ 1,965 na venda. 
O Dollar Index, por sua vez, que mede a variação do dólar contra uma cesta de divisas, avançava 0,57%.
O euro, principal moeda da cesta, perdia 0,85%, a US$ 1,3337, após a divulgação de que o Produto Interno Bruto (PIB) da Zona do Euro teve contração de 0,6% no quarto trimestre de 2012, em comparação com os três meses anteriores.
"Nosso câmbio está nessa trajetória diferente, pela intenção do governo de deixar o dólar abaixo de R$ 2,00", nota Ures Folchini, vice-presidente de tesouraria do Banco WestLB.
Os dados de fluxo cambial divulgados pelo Banco Central (BC), que apontaram saída de US$ 67 milhões em fevereiro, até o dia 8, não foram suficientes para gerar uma alta do dólar.
No acumulado deste ano, o saldo é negativo em US$ 2,453 bilhões, ante fluxo positivo de US$ 14,499 bilhões em igual época de 2012.
Juros
A curva de juros futuros da BM&FBovespa opera em baixa, influenciada pela queda dos índices acionários, e do IPC da Fipe em desaceleração.
Mais negociado, com giro de R$ 12,849 bilhões, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2015 recuava de 8,15% para 8,12%, enquanto o para janeiro de 2014 caía de 7,38% para 7,36%, com volume de R$ 4,533 bilhões.
A inflação em São Paulo avançou 1,01% na primeira quadrissemana de fevereiro, com maior pressão no grupo educação. Na leitura anterior, a taxa subiu 1,15%, mostra pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
Folchini lembra ainda que, além das Bolsas e da inflação, a expressiva alta verificada na curva semana passada também ajuda com um efeito de correção para baixo.
Nesta sexta (15/2) teremos o IGP-10, que deve gerar novo fechamento da curva, caso confirme a expectativa do mercado, que espera um número ao redor de 0,37% em fevereiro, após os 0,42% do mês anterior.