Dólar volta a subir, mas não escapa dos R$ 1,98

Brasil Econômico
Dólar volta a subir, mas não escapa dos R$ 1,98Curva de juros futuros mantém movimento de abertura da véspera, por conta do difícil cenário que se desenha para o governo em termos fiscais e inflacionários.
O dólar opera em alta frente ao real no pregão desta quarta-feira (6/2), mas novamente sem grande intensidade.

Há pouco, a moeda americana subia 0,15%, e era negociada a R$ 1,989 para venda.

O Dollar Index, índice que mede a variação do dólar contra uma cesta de divisas, avançava 0,40%.

"Está com pouca liquidez o câmbio essa semana, tanto é que está estagnado entre R$ 1,98 e R$ 1,99", afirma Glauber Romano, operador da Intercam Corretora.

Os investidores estão "acomodados" em um patamar aparentemente confortável para o governo, o que leva a uma postergação das negociações, já que poucas alterações são esperadas para o curto prazo, explica o especialista.

"O mercado acredita que agora o piso possa ser R$ 1,98. Talvez se algum dia forem tentar testar esse piso, o Banco Central (BC) volte a entrar na ponta compradora", fala Romano.

Juros

No mercado de juros futuros da BM&FBovespa, os agentes seguem precificando na curva as crescentes preocupações relacionadas a austeridade fiscal do governo e às pressões inflacionárias.

"Ninguém está precificando uma subida da taxa de juros muito forte. Tanto que o DI para janeiro de 2014 está praticamente parado. De janeiro 15 para frente sobe bastante como reflexo do cenário de médio prazo ruim", fala

Flávio Serrano, economista sênior do Espírito Santo Investment Bank.

Mais negociado, com giro de R$ 21,340 bilhões, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2014 avançava de 7,28% para 7,31%, enquanto o para janeiro de 2015 passava de 8,02% para 8,06%, com volume de R$ 20,437 bilhões.

Para a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro, que será feita amanhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os analistas esperam que os preços sigam em nível
elevado - a projeção do Bradesco é de 0,78% (o IPCA de dezembro foi de 0,79%).

Além dos questionamentos em relação a real capacidade do governo em cumprir a meta do superávit, outro fator que favorece a elevação dos prêmios decorre das declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega.

"Nós acabamos de dar um aumento para a gasolina, então não me parece oportuno falarmos em novo reajuste.

Agora, a nossa tendência será acompanhar, cada vez mais, a evolução dos preços do petróleo, porque o preço dos combustíveis tem de ter uma correlação com o preço internacional do barril. Esse é o valor que a Petrobras paga quando importa derivados", disse Mantega.