Atualizado às 9h30
A primeira paralisação de trabalhadores portuários brasileiros por conta da Medida Provisória (MP) 595, que muda as regras do setor ocorre desde às 6 horas desta sexta-feira. No Porto de Santos, 8 mil avulsos de diversas categorias cruzaram os braços. Por volta das 9h30, cerca de 50 sindicalistas bloquearam a linha férrea, na altura do Valongo, para impedir qualquer mobilização de cargas.
Em todo o Brasil, 23 mil trabalhadores estão parados. De acordo com o vice-presidente do Sindicato César Rodrigues Alves, outra mobilização está prevista para a próxima terça-feira das 7 às 19 horas. O assunto será analisado no final de semana. "Vamos fazer paralisações até o Governo atender as necessidades e exigências do setor portuário. O prejuízo ainda não dá para ser calculado".
Nesta manhã, o presidente do Sindicato Rodnei Oliveira da Silva se reúne em Brasília com o ministro dos Portos Leônidas Cristino a fim de buscar uma solução para Medida MP 595.
Liminar
No final da noite desta sexta-feira, uma liminar do Tribunal Superior do Trabalho (TST) proibiu os sindicatos de paralisarem os portos. Mas, em Santos, a medida foi descumprida porque os sindicatos dizem que não foram avisados.
A primeira paralisação de trabalhadores portuários brasileiros por conta da Medida Provisória (MP) 595, que muda as regras do setor ocorre desde às 6 horas desta sexta-feira. No Porto de Santos, 8 mil avulsos de diversas categorias cruzaram os braços. Por volta das 9h30, cerca de 50 sindicalistas bloquearam a linha férrea, na altura do Valongo, para impedir qualquer mobilização de cargas.
Em todo o Brasil, 23 mil trabalhadores estão parados. De acordo com o vice-presidente do Sindicato César Rodrigues Alves, outra mobilização está prevista para a próxima terça-feira das 7 às 19 horas. O assunto será analisado no final de semana. "Vamos fazer paralisações até o Governo atender as necessidades e exigências do setor portuário. O prejuízo ainda não dá para ser calculado".
Nesta manhã, o presidente do Sindicato Rodnei Oliveira da Silva se reúne em Brasília com o ministro dos Portos Leônidas Cristino a fim de buscar uma solução para Medida MP 595.
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No final da noite desta sexta-feira, uma liminar do Tribunal Superior do Trabalho (TST) proibiu os sindicatos de paralisarem os portos. Mas, em Santos, a medida foi descumprida porque os sindicatos dizem que não foram avisados.
Os portuários estão reunidos no Posto de Escalação 3 do Órgão Gestor de Mão de Obra
Paralisação
A intenção é simples: ou o Governo Federal muda parte do novo marco regulatório dos portos ou essa é a primeira de várias paralisações, que podem até resultar em greve por tempo indeterminado. Em Santos, os sindicalistas estão desde as 6h30 no Posto de Escalação 3 do Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo), na esquina das avenidas Mario Covas e Joaquim Montenegro, para falar com os avulsos.
Segundo o presidente da Federação Nacional dos Portuários (FNP), Eduardo Guterra, a manifestação não prejudicará a movimentação de mercadorias como remédios, alimentos perecíveis, trigo e carvão. Mas, segundo ele, não deixarão de protestar contra o que dizem ser um grande erro da presidente Dilma Rousseff.
“O Brasil não pode abrir mão de controlar seus portos e o portuário não pode pagar a conta dessa nova modelagem. Ouvimos muito falarem em aumento de competitividade nos portos, mas isso vai acabar criando monopólio, com poucas empresas sendo donas de tudo e o porto público esvaziado”.
Os navios estão com proibidos de atracar na manhã desta sexta-feira por conta da paralisação