Trabalhadores do Porto fazem protesto durante esta segunda

De A Tribuna On-line

Os trabalhadores portuários avulsos de Santos prometem fazer a segunda-feira render.  Durante a madrugada, eles invadiram o navio Zhen Hua 10, que está atracado no Porto de Santos, com equipamentos da Embraport. A medida foi tomada pelos trabalhadores porque a empersa não requisitou mão de obra.

Segundo previsão da administração do Porto, os trabalhos de remoção dos equipamentos devem durar cerca de 22 dias. Os trabalhadores aguardam as autoridades portuárias para negociar. O navio chegou na sexta-feira  carregando três portêineres, que são equipamentos usados na remoção de cargas dos navios, e 11 transtêineres, que servem para movimentar a carga já desembarcada.

Panfletagem

A partir das 6 horas, eles inciaram uma cruzada nas ruas da cidade contra a Medida Provisória (MP) 595, que eles consideram bastante prejudicial ao mercado de trabalhodo setor. O primeiro ponto de parada  foi o Posto de Escalação 3 do Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo) do Porto de Santos.

“Estamos desde cedinho no Posto 3 para panfletar e mostrar à categoria o quanto seremos prejudicados pela MP 595”, esbraveja o presidente do Sindicato dos Estivadores do Porto de Santos, Rodnei Oliveirada Silva.
Créditos: Carlos Nogueira
O primeiro ponto de parada dos portuários foi o Posto de Escalação 3 do Órgão Gestor de Mão de Obra

Apoio

O prefeito Paulo Alexandre Barbosa esteve na manhã desta segunda-feira na parede da estiva em apoio aos trabalhadores que lutam contra a Medida Provisória 595, que muda as regras do setor e dá margem para que portos particulares passem a movimentar cargas que até hoje eram exclusivas dos portos públicos.

Cerca de 200 trabalhadores do Porto de Santos irão a Brasília na próxima quinta-feira para participar de assembleia para debater o tema.

O que é a MP?

A MP 595 causa polêmica entre os portuários desde o final de 2012, quando foi editada e publicada pela presidente da República Dilma Rousseff. Ela muda as regras do setor e dá margem para que portos particulares passem a movimentar cargas que até hoje eram exclusivas dos portos públicos.

Com isso, os avulsos temem o desemprego, já que os portos particulares - que por lei não precisam chamar avulsos para o trabalho - teriam tudo para dominar as cargas.

Há uma paralisação de seis horas agendada para a manhã de sexta-feira.