Pimentel: câmbio deve ajudar exportações do setor calçadista

Brasília (9 de julho) – O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior afirmou nesta terça-feira, em São Paulo, que o Brasil já é um dos grandes exportadores de calçados do mundo e o novo patamar do dólar deve ajudar a balança comercial do setor neste ano. “Com todas as dificuldades que nós sabemos que existem, esse é um setor pujante no Brasil. Somos o terceiro maior produtor de calcados do mundo, atrás apenas de China e Índia e o quarto ou quinto maior mercado para calçados. Agora, com a ajuda do câmbio, não vamos fazer feio na balança comercial desse ano”, defendeu o ministro.

Pimentel representou a presidenta da República, Dilma Rousseff, na abertura da 45ª Francal, uma das maiores feiras de calçados do mundo. Durante o discurso, ele lembrou que o Brasil exporta para mais de 130 países e que há produção brasileira em quase todas as regiões do mundo. No ano passado, as vendas de calçados para o exterior chegaram a mais de US$ 1 bilhão.
Para 2013, a expectativa é ultrapassar esse patamar. O ministro lembrou medidas adotadas pelo governo para manter o dinamismo habitual do setor e que podem ajudar a atingir essa marca. A desoneração da folha de pagamentos e a adoção de margem de preferência de 20% nas compras públicas para calçados são alguns exemplos de medidas nesse sentido.

Solidez econômica

O ministro aproveitou o momento para registrar os fundamentos sólidos da economia nacional e rejeitou a tese segundo a qual o país estaria na iminência de uma crise. “Não está. O Brasil tem enormes desafios pela frente e os está enfrentando. Um país que venceu a inflação que tivemos nos anos 70 e 80 e chegou aos patamares que têm hoje de crescimento com solidez fiscal não vai se dobrar porque uma crise internacional está ameaçando o velho continente”, rebateu.

Segundo Pimentel, o Brasil está no caminho certo, escolhendo as prioridades adequadas a cada momento. “Soubemos vencer o período autoritário e ingressar na democracia sem grande ruptura institucional. Soubemos construir e a estabilidade fiscal, com sacrifício e empenho, e ela está garantida. E estamos sabendo construir o desenvolvimento com distribuição de renda”, argumentou, ao lembrar os 40 milhões de brasileiros ingressaram na classe média nos últimos dez anos.

Assessoria de Comunicação Social do MDIC