De A Tribuna On-line - Estadão Conteúdo
Trabalhadores Portuários Avulsos do Porto de Santos (TPA's) permanecem a bordo do navio chinês Zhen Hua 10. Eles invadiram a embarcação, que está atracada no complexo santista com equipamentos da Embraport. Segundo a categoria, a medida foi tomada porque a empresa não requisitou profissionais do Orgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo) do Porto de Santos, e utiliza mão de obra chinesa no descarregamento das peças. A ação faz parte dos protestos dos portuários contra a Medida Provisória 595, a MP dos Portos.
O navio chegou na sexta-feira carregando três portêineres, que são equipamentos usados na remoção de cargas dos navios, e 11 transtêineres, que servem para movimentar a carga já desembarcada. A previsão é a de que os trabalhos de remoção dos equipamentos devem durar, aproximadamente, 22 dias.
O presidente da Força Sindical, deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT), o Paulinho, afirmou que inicialmente a ocupação do navio não fazia parte das mobilizações, mas tornou-se um ato de protesto quando os portuários perceberam que chineses estavam trabalhando para descarregar os equipamentos da empresa.
"Eles vieram trazer os equipamentos e já trouxeram também a mão de obra, mas os chineses não têm autorização para trabalhar no Brasil. É uma indicativa da Embraport de não contratar trabalhadores do Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo). Um primeiro passo para deixar os trabalhadores de fora", afirmou Paulinho. De acordo com o deputado, os sindicatos já pediram ao Ministério do Trabalho a verificação dos vistos dos chineses.
O navio chegou na sexta-feira carregando três portêineres, que são equipamentos usados na remoção de cargas dos navios, e 11 transtêineres, que servem para movimentar a carga já desembarcada. A previsão é a de que os trabalhos de remoção dos equipamentos devem durar, aproximadamente, 22 dias.
O presidente da Força Sindical, deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT), o Paulinho, afirmou que inicialmente a ocupação do navio não fazia parte das mobilizações, mas tornou-se um ato de protesto quando os portuários perceberam que chineses estavam trabalhando para descarregar os equipamentos da empresa.
"Eles vieram trazer os equipamentos e já trouxeram também a mão de obra, mas os chineses não têm autorização para trabalhar no Brasil. É uma indicativa da Embraport de não contratar trabalhadores do Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo). Um primeiro passo para deixar os trabalhadores de fora", afirmou Paulinho. De acordo com o deputado, os sindicatos já pediram ao Ministério do Trabalho a verificação dos vistos dos chineses.
Trabalhadores do Porto de Santos invadiram o navio chinês durante a madrugada desta segunda-feira
Como forma de pressão para liberarem o navio ocupado, os sindicatos pedem uma negociação com a Embraport para estabelecer um compromisso de contratação da mão de obra avulsa quando o terminal começar a operar.
Por meio de nota, a Embraport informou que está reunida com as entidades representantes dos trabalhadores para negociação e que "mantém diálogo constante e cumpre rigorosamente a legislação vigente". A empresa solicitou a liberação do navio na manhã desta segunda e aguarda a saída dos sindicalistas para continuar com o desembarque dos equipamentos que serão usados no terminal de Santos.
Panfletagem
Desde às 6 horas, desta segunda-feira, os trabalhadores portuários realizam panfletagens pelas ruas da Cidade, contra a Medida Provisória (MP) 595 que, segundo eles, prejudicará o mercado de trabalho do setor. O ato teve início no Posto de Escalação 3, do Ogmo, que fica na Ponta da Praia.
Durante as manifestações, os trabalhadores do Porto de Santos, aprovaram uma paralisação de seis horas na próxima sexta-feira.
Em Brasília, nesta semana, trabalhadores dos portos e representantes de sindicatos de todo o País devem definir mais paralisações e aguardar uma negociação com o governo.