por Bruna
Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Foto: Reprodução
O ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Moreira Franco, irá se reunir amanhã (10) com os órgãos de fiscalização para garantir que os aeroportos brasileiros operem 24 horas por dia na movimentação de cargas. “É fundamental que a operação aeroportuária atenda ao cliente, não é só o passageiro, que usa o modal para atividades financeiras no transporte de cargas”, disse nesta terça-feira (08) na Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI), do Senado.
Segundo o ministro, o Brasil perde competitividade restringindo o horário de fiscalização das cargas. “Precisamos aplicar a lei, que já existe, obrigando os órgãos anuentes (Polícia Federal, Receita Federal, Anvisa, entre outros) a trabalharem 24 horas por dia [sete dias por semana].” Para ele, se precisar pagar hora extra para garantir funcionamento, é preciso que faça.
Um estudo realizado pelo pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) apontou que em média o país demora 175 horas para a liberação de cargas nos principais aeroportos. Ainda, segundo a Firjan, se os órgãos trabalhassem 24 horas, os custos de armazenamento e movimentação no Galeão seriam 60% mais baratos do que no aeroporto de Londres e Cingapura.
Galeão
Após uma visita técnica realizada no aeroporto do Galeão na segunda-feira (08), o ministro garantiu que uma parte das obras será concluída antes da Copa das Confederações, em junho de 2013. A outra parte, também em andamento, será entregue no primeiro trimestre de 2014. Franco destacou que os investimentos previstos na melhoria da infraestrutura do Galeão são da ordem de R$ 800 milhões. “Precisamos ter uma qualidade de serviço e um modelo de operação portuária que permita que os aeroportos regionais possam oferecer ao usuário um tratamento de cliente.”
Companhias
Questionado sobre a fragilidade das empresas aéreas, Franco afirmou ser essa uma “questão histórica” na economia brasileira. “Várias empresas aéreas ao logo dos anos perderam consistência. Eu solicitei ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), um estudo econômico-financeiro detalhado para que possamos sair do ‘achismo’. Esse debate, até então, tem pouca consistência de natureza técnica, precisamos de políticas com começo, meio e fim para dotar o país com companhias aéreas robustas”, finalizou.
Vale lembrar que a TAM e Gol anunciaram recentemente, em conjunto, um prejuízo de R$ 2,7 bilhões em 2012.