O dólar terminou o pregão em alta frente ao real e também ante a maior parte das divisas globais, por conta de dados melhores do que o esperado sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos.
A moeda americana terminou a sessão desta quarta-feira (6/3) com valorização de 0,20%, negociada a R$ 1,969 para venda.
O Dollar Index, índice que mede a variação do dólar contra uma cesta de divisas, avançava 0,50%.
O setor privado dos Estados Unidos criou 198 mil vagas na passagem de janeiro para fevereiro, ante a expectativa por 150 mil postos.
A leitura dos investidores foi de que a melhora do mercado de trabalho americano vai ao encontro com recentes declarações de representantes do Federal Reserve, nas quais foi ventilada a possibilidade de retirada, ou diminuição, de seu programa de compra de ativos, que resultaria em menos dólares nas praças.
"Aqui prevalece a cautela antes do final da reunião do Copom, com agentes locais na espera por uma sinalização do Banco Central (BC) em seu comunicado, sobre os novos passos da política econômica, depois da divulgação de um fraco crescimento brasileiro em 2012 e índices inflacionários acima da meta do governo", diz João Paulo de Gracia Corrêa, gerente da mesa de câmbio da Correparti, em relatório.
"Com isso a alta da moeda internamente é comedida, comparada com a valorização da divisa no exterior", emenda o especialista.
Um dólar muito mais apreciado do que no atual patamar não deve ser aceito pelo governo no momento, dado que esse movimento prejudica o controle dos preços, o que baliza o comportamento dos operadores no câmbio doméstico.
Juros
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os agentes operaram hoje em compasso de espera, no aguardo de alguma nova sinalização do Copom em seu 'statement', uma vez que prevalecem as apostas pela estabilidade da Selic nos 7,25% neste encontro do colegiado.
Mais negociado, com giro de R$ 55,814 bilhões, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2014 caiu de 7,67% para 7,66%, enquanto o para janeiro de 2015 avançou de 8,33% para 8,36%, com volume de R$ 25,011 bilhões.
O consenso do mercado é de que o Copom deve sinalizar preocupação com a inflação, mas seguir defendendo sua estratégia de estabilidade das condições monetárias, ao menos por enquanto.