Rumores que percorreram as mesas do mercado financeiro doméstico nesta quarta-feira (13/3), sobre um possível rebaixamento na perspectiva do rating do Brasil pela Standard & Poor's, ainda que não confirmado, foi suficiente para gerar uma alta relativamente expressiva do dólar, que vinha próximo da estabilidade até então.
A moeda americana encerrou os negócios ante a brasileira com valorização de 0,35%, negociada a R$ 1,971 para venda.
"Hoje não foi o real que perdeu, mas o dólar que se valorizou lá fora, e aqui ainda tivemos esse boato", afirma Mário Battistel, gerente de câmbio da Fair Corretora.
O Dollar Index, índice que mede a variação do dólar contra uma cesta de divisas, avançava 0,38%.
O euro, principal divisa da cesta, perdia 0,63%, a US$ 1,2952.
A recente trajetória ascendente da moeda americana nesta semana pode levar a alguma correção na sessão seguinte, nota o gerente da Fair.
"O exportador pode aproveitar essa cotação um pouco mais alta do que estava sendo e vender", pondera.
Os dados de fluxo divulgados hoje pelo Banco Central (BC), que apontaram saída de US$ 368 milhões em março, até o dia 8, contribuíram para o movimento de alta do dólar.
Battistel explica que, no começo de mês, a tendência é realmente de um fluxo mais fraco de entrada de divisas. O início da safra agrícola brasileira tende a fazer essas entradas aumentarem nas próximas semanas, na avaliação do especialista.
Juros
No mercado de juros futuros da BM&FBovespa, a curva teve mais uma sessão de abertura, uma vez que não tivemos nenhuma notícia que pudesse diminuir a aposta reinante no mercado pela alta da Selic na reunião do Copom de abril e/ou maio.
Mais negociado, com giro de R$ 56,871 bilhões, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2014 subiu de 7,90% para 7,96%, enquanto o para janeiro de 2015 avançou de 8,62% para 8,70%, com volume de R$ 49,755 bilhões.
Os dados a serem divulgados amanhã pelo IBGE sobre as vendas no varejo em janeiro tendem a reforçar essa percepção.
Nesta quinta também será conhecida a ata do encontro da semana passada do Comitê de Política Monetária (Copom).
Ao término da reunião, a sinalização passada pelo colegiado em seu 'statement' foi a de que os juros podem subir já no encontro seguinte, nos dias 16 e 17 de abril, uma vez que a resiliência da inflação tem consistentemente causado surpresas negativas.