Correio Braziliense - 07/03/2013
Empresários reclamam, com razão, dos gastos excessivos para fazer negócios no país. É o “Custo Brasil”, um conjunto de problemas que encarece as operações da agricultura, da indústria e dos serviços. Já comentei aqui a existência, em contraste, de um desconto Brasil: obrigações que as empresas não pensam que devem cumprir – ou porque a nossa distração resulta em baixa exigência, ou por ser possível comprar o descaso de agentes públicos corruptos.
Acaba de surgir mais um bom exemplo desse desconto. O Tribunal de Contas da União (TCU) percorreu mil quilômetros para vistoriar 11 rodovias federais que passaram, há menos de um ano, por obras de renovação. Encontrou problemas em 10. Nem as obras nem os reparos que se fazem agora necessários são coisas pequenas. O contribuinte desembolsou R$ 740 milhões para reformar as estradas. Resolver as pendências custaria mais R$ 159 milhões.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) aponta falhas na supervisão das obras, que, até ela, foi feita por empresas terceirizadas. E assegura que mandará as empreiteiras consertarem o que está errado sem custos para o erário. O TCU deu prazo de 90 dias para tudo ser resolvido.
A explicação para o problema é daquelas que deixam o cidadão ainda mais intranquilo. É difícil acreditar que uma empresa contratada para fiscalizar outra possa representar os nossos interesses. De qualquer forma, é indispensável que, em algum momento, alguém do Estado verifique se todas as terceirizadas trabalharam a contento.
Acaba de surgir mais um bom exemplo desse desconto. O Tribunal de Contas da União (TCU) percorreu mil quilômetros para vistoriar 11 rodovias federais que passaram, há menos de um ano, por obras de renovação. Encontrou problemas em 10. Nem as obras nem os reparos que se fazem agora necessários são coisas pequenas. O contribuinte desembolsou R$ 740 milhões para reformar as estradas. Resolver as pendências custaria mais R$ 159 milhões.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) aponta falhas na supervisão das obras, que, até ela, foi feita por empresas terceirizadas. E assegura que mandará as empreiteiras consertarem o que está errado sem custos para o erário. O TCU deu prazo de 90 dias para tudo ser resolvido.
A explicação para o problema é daquelas que deixam o cidadão ainda mais intranquilo. É difícil acreditar que uma empresa contratada para fiscalizar outra possa representar os nossos interesses. De qualquer forma, é indispensável que, em algum momento, alguém do Estado verifique se todas as terceirizadas trabalharam a contento.
Certamente a máquina pública precisa ser aprimorada. Mas também é preciso que a gente se pergunte por que tão frequentemente um problema causado por entes privados se explica pela falta de fiscalização. Está certo precisar de alguém para mostrar o que está errado? As empresas não sabem quais os critérios de um trabalho de qualidade?
Agentes econômicos respondem a estímulos positivos e negativos, aqui e em qualquer lugar. Uma boa ajuda poderia vir da Justiça. Companhias tendem a levar em conta a chance de ter de pagar multas e indenizações, risco infelizmente baixo no Brasil. Mas nós todos também podemos cobrar conduta correta das empresas. Afinal de contas, responsabilidade social deve incluir respeito ao que é público.
Agentes econômicos respondem a estímulos positivos e negativos, aqui e em qualquer lugar. Uma boa ajuda poderia vir da Justiça. Companhias tendem a levar em conta a chance de ter de pagar multas e indenizações, risco infelizmente baixo no Brasil. Mas nós todos também podemos cobrar conduta correta das empresas. Afinal de contas, responsabilidade social deve incluir respeito ao que é público.