A recente valorização verificada na taxa do dólar, de 1,17%, se considerarmos o período de 14 de fevereiro até 1° de março, em parte por conta das eleições italianas na semana passada, favoreceu uma sessão de queda da divisa nesta segunda-feira (4/3).
A moeda americana encerrou os negócios do primeiro pregão da semana em baixa de 0,50%, cotada a R$ 1,972 para venda.
"Nas últimas semanas o dólar subiu mais do que justificavam os fatores de mercado, e hoje teve uma correção", afirma Mário Battistel, gerente de câmbio da Fair Corretora.
Nos inícios de mês, pondera o especialista, o volume negociado na clearing de câmbio geralmente é reduzido, o que tende a manter a cotação do dólar próxima do atual patamar.
"Nesta semana temos uma agenda mais pesada, e dependendo dos indicadores, o dólar pode voltar a subir um pouco, mas tem o interesse do Banco Central (BC) de segurar por causa da inflação", diz Battistel.
Relatório da Correparti aponta declarações da vice-presidente do Federal Reserve, Jannet Yellen, atestando que a política monetária de afrouxamento vai continuar por um longo período, para justificar os ganhos dos índices acionários americanos que se seguiram às falas, e as consequentes perdas do dólar - o Dollar Index, que operava estável na hora do almoço, há pouco caía 0,12%.
Juros
No mercado de juros futuros da BM&FBovespa, após as quedas seguidas da semana anterior, a curva teve uma sessão de ajuste, em um dia também marcado pelo baixo volume.
Mais negociado, com giro de R$ 27,224 bilhões, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2014 subiu de 7,62% para 7,64%, enquanto o para janeiro de 2015 avançou de 8,29% para 8,31%, com volume de R$ 15,699 bilhões.