Europa tenta amenizar cenário de piora da crise

Brasil Econômico - 08/09/2011

Paralmento francês e alemão liberam recursos adicionais para socorro à Grécia e FMI revisa para baixo estimativa para economia

Vanessa Correia - Os principais países europeus se movimentam a fim de encontrar alternativas que amenizem os efeitos da crise financeira que assombra o mundo. A corte mais importante da Alemanha concedeu ao Parlamento do país uma participação maior nos planos de socorro financeiro na zona do euro.

A Corte Constitucional alemã rejeitou uma série de ações que tinham como objetivo bloquear a participação da maior economia da Europa em pacotes emergenciais de empréstimos, mas disse que o governo precisa obter a aprovação do comitê de orçamento do Parlamento antes de conceder esse tipo de ajuda. Com a restrição, os países mais endividados da zona do euro tentavamconvencer os investidores de seus compromissos para lidar com os problemas de dívida.

Em um discurso à câmara baixa do Parlamento, pouco depois da decisão da Corte Constitucional, a chanceler alemã, Angela Merkel, disse que não se pode permitir que o euro fracasse e que “não fracassará”. No entanto, pediu que a Europa repense suas regras para garantir que os países pequenos, como a Grécia, não coloquem em risco toda a área da moeda. “Estou convencida de que esta crise não pode ser combatida com uma atitude de ‘ir levando’. Precisamos de uma reconsideração fundamental”, afirmou Merkel.

A França também deu sua contribuição. O parlamento do país aprovou uma modificação no orçamento de 2011 para elevar a contribuição francesa no plano de resgate à Grécia. Acompanhando a decisão da Assembleia Nacional, o Senado deve votar a alteração hoje. Líderes dos 17 países da zona do euro concordaram, em julho, em criarum fundo extra de ¤ 109 bilhões para a criação de um segundo pacote de resgate à Grécia. Paris espera que a sua contribuição eleve a dívida francesa em ¤ 15 bilhões até 2014. Já os senadores italianos aprovaram o plano de austeridade do governo de Silvio Berlusconi, que totaliza ¤ 54,2 bilhões até 2013. O plano deverá ser aprovado pelos deputados nos próximos dias. A medida principal consiste em aumentar 21% do imposto do valor agregado, o que garantirá ¤ 4 bilhões de receita adicional para tranquilizar os mercados.

Mas veio da Suíça a decisão mais dramática.O Banco Nacional Suíço adotou uma medida para se defender da valorização excessiva do franco suíço: introduziu um piso na cotação, de 1,2 franco para cada euro. A decisão foi criticada pelo ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega. “É sempre melhor atuar com câmbio flutuante e a decisão da Suíça de fixar o câmbio não serviria ao Brasil”.

Desaceleração

A Irlanda também esteve no centro das atenções. O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu sua previsão de crescimento para o país e pediu ao governo que direcione ¤ 5 bilhões por meio da venda de ativos, acima dos ¤ 2 bilhões previstos inicialmente. O FMI prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) da Irlanda cresça 0,4% em 2011, ante previsão de 0,6% do relatório anterior, de maio. Para o ano que vem, a perspectiva de crescimento é de 1,5%, ante previsão anterior de 1,9%. Entretanto, a Irlanda não foi o único alvo do FMI, que voltou a reduzir a previsão sobre o crescimento da economia mundial, de 4,2% para 4%. Os dados fazem parte da prévia do relatório “Perspectivas econômicas mundiais”, que será divulgado em 20 de setembro. Enquanto a prévia do estudo prevê queda para 4% este ano, em 2012 a previsão é de 4,2%. ■ Com agências

China revisa para cima crescimento de 2010

Ao contrário do Fundo Monetário Internacional (FMI), a China revisou para cima o crescimento apresentado no ano passado, de 10,3% para 10,4%, segundo informações da agência de estatísticas do país. A revisão do Produto Interno Bruto (PIB) da segunda maior economia mundial reflete uma produção maior que a projetada nos setores de serviços e industrial. A China normalmente revisa seus dados de PIB duas vezes ao ano, e a revisão feita ontem foi a primeira. A agência de estatísticas chinesa informou que o tamanho do PIB chinês em 2010, pelos valores atuais, foi de 40,1202 trilhões de iuanes ou cerca de US$ 6,28 trilhões, mais do que o inicialmente reportado.

A revisão do PIB mostrou que o setor industrial chinês representa 46,8% da economia, seguido pelo setor de serviços, com 43,1%. Com agências

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